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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Qual é o destino das empresas de qualidade e teste de software?

Dezenas de empresas com pouco menos de 100 funcionários espalhadas pelos maiores mercados do Brasil – como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Grandes contas em finanças, operadoras e tecnologia, entre outras verticais. Taxas de crescimento de 30% a 50%, ano após ano, com receita de algumas dezenas de milhares de reais...

Este cenário poderia ser descrito tranquilamente para o segmento de ERP no Brasil antes da fusão que criou a Totvs em 2005. Poderia valer, também, para o setor de gestão de TI antes das fusões de sete empresas que criou a Virtus no início de 2008.

Trata-se, no entanto, do setor de qualidade e testes de software. Segundo o Gartner, este mercado vai atingir, no mundo, 13 bilhões de dólares em 2010. Ainda que não existam números consolidados no Brasil, uma coisa é certa: as dezenas de companhias seguem espalhadas e competindo umas com as outras. A consolidação é questão de tempo.

Para Pedro Bicudo, sócio da consultoria TGT, apenas as empresas de teste e qualidade de software com atuação forte no setor bancário podem formar um conglomerado - como aconteceu com os grupos Totvs e Virtus. “No segmento financeiro, as companhias possuem ferramentas e métodos mais parecidos, além de ter maior faturamento. Isso justificaria a criação de um conglomerado”, define.

No entanto, se as corporações tiverem atuação em verticais muito diferentes, Bicudo não acredita em união. O maior vilão é a especialização dessas companhias em determinados tipos de sistemas e linguagens de programação. “É difícil esperar que uma empresa conhecida por fazer testes em ambiente SAP tenha as condições, tanto em termos de software quanto de profissionais, para fazer o mesmo em Java”, justifica.

E, como essas companhias têm praticamente o mesmo tamanho, fica difícil imaginar aquisições sem apoio de capital de risco ou de financiamento de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O especialista aponta, contudo, que essa movimentação é em longo prazo, com os primeiros sinais devendo aparecer a partir de 2011. “O processo completo de consolidação nesse setor deve levar pelo menos mais cinco anos”, acredita.

Várias formas de consolidação
Para Pablo Cavalcanti, presidente da Inmetrics, especializada na venda de testes como serviço, a formação de um grupo é possível, mas diz que as discussões estão paradas. “As conversas arrefeceram após a crise”, relata. O executivo vê como desafio garantir que a Inmetrics compre e, não, seja adquirida.

Mauricio Costa e Silva, presidente da Eccox, especializada em testes para mainframes, vê outro cenário. Para ele, as grandes fábricas de software vão começar a comprar empresas do setor em, no máximo, dois anos. “Estamos na fase final para fechar parcerias com três fábricas de software para oferecer testes no desenvolvimento de sistemas”, informa, sem revelar o nome das empresas.

Apesar disso, o executivo garante que a Eccox vai continuar independente. “Estamos nos estruturando para atuar por meio de parcerias, não para sermos comprados. Vamos receber um aporte de private equity de 8 milhões de dólares para garantir essa estratégia”, revela.

Osmar Higashi, sócio-diretor da empresa de testes RSI, também não acredita em um grande grupo formado pelas companhias de teste de software. Para ele, grandes corporações comprando pequenas empresas deste setor é o cenário mais provável. “As grandes vão sair às compras em busca da tecnologia, clientes ou metodologia”, aponta.

Segundo ele, a negociação começaria como uma parceria entre as duas empresas para, a partir daí, se tornar uma compra oficial. Higashi ressalta, contudo, que as desenvolvedoras de software teriam de manter as marcas e as estruturas das empresas de testes separadas, para evitar que os clientes exigissem que um terceiro cuidasse da análise de qualidade. “É comum licitações em que o cliente exige que a codificação seja feita por uma companhia e o teste por outra. Por isso seria necessário manter estruturas separadas”, argumenta.

Independentemente dos rumos do segmento de teste e qualidade de software no Brasil, uma coisa é certa: o setor passa por um rápido processo de amadurecimento. Se, antes, era preciso evangelizar os desenvolvedores sobre a necessidade dos testes, hoje, esse conceito já é comum.

Ainda que esteja longe do ideal - o que seria a adoção de conceitos de qualidade durante o processo de construção do software - o setor aos poucos ganha espaço. “Os clientes são muito tolerantes com os erros em software, mas isso está mudando e rapidamente”, arremata Pedro Bicudo, da TGT Consulting.

Fonte: Computerworld


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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

As 8 tecnologias móveis de 2009 e 2010

Empresas devem aproveitar widgets, sistemas de localização, internet 3G e decidir qual interface de browser de celular usará em seus negócios.

Conheça a seguir quais são as oito tecnologias:

Bluetooth 3.0 – A nova geração do padrão de transmissão de dados será liberada neste ano e os primeiros aparelhos com 3.0 devem surgir em 2010. Uma novidade será o suporte a aparelhos que operam em modo de potência ultra baixa, como sensores, e novas aplicações, como sistemas de monitoração médica. O Bluetooth 3.0 será suporte para três tipos de sinais de transmissão de dados: o próprio Bluetooth, Wi-Fi e ultra-wide band (UWB).

Interfaces móveis de usuário – A disputa entre os fabricantes de celulares tem como consequência a oferta de diferentes interfaces e sistemas operacionais móveis. Isso complica a estratégia de negócios das empresas na medida em que elas precisam escolher entre definir uma marca como o padrão de seus sistemas B2B e B2C, ou criar várias interfaces para atender todos os aparelhos. O desafio das empresas será construir aplicações com interfaces intuitivas e de acordo com a preferência dos usuários.

Detecção de localização – Com a maturidade dos sistemas de localização móvel e a disseminação das redes Wi-Fi, as empresas podem desenvolver mais aplicações contextuais, de detecção de presença e de redes sociais móveis. As empresas serão capazes de localizar clientes e consumidores potenciais em áreas determinadas, e se comunicar diretamente com eles, o que vai gerar novas questões de privacidade e problemas de segurança.

Wi-Fi 802.11n – É a nova geração do Wi-Fi, com velocidades de 100 Mbps a 300 Mbps, e deve ser o padrão que vai vigorar por vários anos nas redes sem fio de curto alcance. A transmissão móvel de mídia digital dará um salto de patamar, mas por outro lado causará dificuldades e despesas extras para as empresas. O padrão n é mais difícil de configurar, exige a compra de novos pontos de acesso e placas de rede, e até mesmo a ampliação da infraestrutura de rede.

Tecnologias de tela – Novos formatos de telas terão impacto em 2009 e 2010, como os picoprojetores, displays passivos e displays com pixels ativos. Os picoprojetores podem ser usados para pequenas apresentações visuais, por exemplo, em uma reunião de vendas. Displays passivos são a base de novos aparelhos, como os leitores de e-books, que permitirão criar novas formas de distribuição e consumo de documentos,

Internet móvel e widgets – As empresas vão descobrir os widgets e os thin clients como meios mais baratos e práticos para distribuir informação a consumidores e funcionários, e os incluirão em suas estratégias de negócios. A dificuldade atual está no fato de não haver padrões universais para browsers em dispositivos móveis. Ainda assim, o custo total de propriedade (TCO) é menor.

Banda larga em celular – A explosão que os serviços 3G experimentaram em 2008 teve ainda a queda de preços e as promoções das operadoras. A tecnologia HSPA poderá substituir a tecnologia Wi-Fi em hot spots onde houver grande oferta de serviços e de cobertura. As empresas considerarão a compra de notebooks com chips embutidos para captar o sinal da internet 3G.

Comunicação em área próxima (NFC) – Fazer pagamentos encostando o cartão de crédito ou o celular em um terminal de coleta eletrônica de dados, mandar uma imagem de um celular para um portaretratos digital ou receber um cupom eletrônico de desconto no smartphone são aplicações de NFC que começam a despontar. Para o Gartner, essas aplicações serão mais disseminadas no começo em mercados emergentes, do que em países desenvolvidos.

Fonte: Info

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

5 previsões para o futuro dos PCs corporativos

bola de cristalComo deverá ser a infraestrutura de TI das empresas daqui a poucos anos? Numa previsão divulgada hoje pelo projeto Independence, fruto de uma parceria entre a Citrix e a Intel, foram apontados cinco transformações que devem ocorrer com a planta de hardware das companhias.

Não há muitas novidades. Na realidade, é uma confirmação de tendências que já se apontam a algum tempo, mas vale a reflexão.

1 - Sua empresa não será mais proprietária de seu laptop
Isso não é uma notícia ruim. Será fácil se acostumar a usar aquele lindo notebook que você comprou com a única intenção de se entreter para o trabalho. Dará mais trabalho manter duas máquinas.

2 – Sua empresa gastará mais com café e suprimentos de escritório do que com gerenciamento de desktops
Segundo a previsão das empresas, será muito mais fácil gerenciar a planta de hardware na empresa, pois poucas informações estarão presas em estações de trabalho físicas.

3 – Você poderá acessar seu desktop corporativo a partir do dispositivo que for mais conveniente
Isso já é possível hoje e deve tornar realidade em breve. Com um cartão de identificação, o usuário tem acesso não só à VPN da companhia, mas também à área de trabalho de seu computador.

4 – Você poderá alternar do desktop corporativo para o pessoal no mesmo dispositivo
Numa espécie de dual boot entre a vida privada e o trabalho, bastará pressionar algumas teclas para trocar de situação.

5 – Você nunca mais vai reclamar da lentidão do seu PC
Aparentemente, toda a memória consumida pelas tarefas do seu PC será transferida ao servidor. As máquinas funcionarão apenas como pontos de acesso. Será que o mundo se transformará num emaranhado de thin clients com design atraente?

Fonte: Info


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Google - O sonho acabou?

google girlUm dos orgulhos do Google, ser uma das melhores empresas para se trabalhar no mundo, pode ser desmitificado. Nem todos pensam na empresa, que oferece sushi e alta gastronomia gratuitamente aos empregados, como a um Nirvana laboral. Há quem prefira pedir as contas.

Mensagens eletrônicas trocada entre ex-funcionários de filiais trazem à tona os problemas comuns a qualquer empregado: salários baixos, carga horária elevada, gestores incompetentes, falta de benefícios e um processo de contrato nebuloso.

As mensagens foram enviadas ao Google depois que o buscador solicitou aos empregados desligados uma explicação para a demissão...

No geral, o Google ainda ganha pontos. A maioria dos e-mails manifesta uma opinião positiva sobre a empresa. E segundo o jornal britânico The Times, provavelmente a boa fama do Google é que gerou a insatisfação por muitos.

“Você lê tanto sobre como é maravilhoso trabalhar para o Google... pelos dois primeiros anos realmente foi. Antes de eu ir embora, era um local cheio de resmungos, pessoas talentosas subaproveitadas e uma estrutura que criou hostilidade e politicagem”, escreveu um ex-funcionário chamado Scott, que trabalhou na filial londrina do Google.

Os e-mails, muitas vezes grosseiramente francos, vazaram para o blog TechCrunch, e acabaram ganhando a rede, sendo editados apenas para evitar a identificação dos autores.

Um ex-funcionário revelou que a empresa chegou a prometer mais benefícios aos empregados, mudando de ideia posteriormente, ao perceber o custo. Ao informar da mudança de planos, Eric Shmidt, executivo da companhia, teria dito.

– As pessoas não vêm para o Google pelo dinheiro. Elas trabalham no Google por que querem mudar o mundo.

Mas há também mensagens que defendam o Google, dizendo que as práticas dentro da empresa eram consideravelmente melhores que em outras firmas.

Os motivos mais comuns para a demissão incluíam a alegação de que outras empresas pagariam mais (como a Microsoft), que seus chefes eram uns idiotas ou que se sentiam exaustas e estressadas.

A maioria das queixas se concentraram no processo de seleção, que além de levar meses, envolvia a avaliação de diretores da empresa antes da contratação. O buscador se defende:

– Nós acreditamos que vale a pena. Se você contrata ótimas pessoas intensamente envolvidas no processo, você terá funcionários melhores – disse um porta-voz da companhia.

Conforme o The Times, as queixas vão contra a imagem que o Google tem no mercado de trabalho. No ano passado, a empresa foi chamada de a melhor empresa no Reino Unido para se trabalhar. A mesma distinção foi obtida nos Estados Unidos, pela revista Fortune. Para empresa, isso prova que os descontentes são minoria.

– É claro que sempre haverá ex-empregados para quem o Google não será um lugar perfeito, mas para a vasta maioria, este não é o caso – completou o porta-voz ouvido pelo jornal britânico.

Fonte: Oficina da Net


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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

10 maiores tendências de TI para 2009

Texto de José Milagre

Discutir sobre tendências em um mundo digital em constante ebulição não é uma das tarefas mais fáceis. Longe de efervescentes previsões futuristas Inatingíveis, mais inerentes à "astrologia", na mesma proporção que longe de exaurir as tendências em 2009 ou esgotar a lista de evoluções, o presente artigo elenca as 10 maiores tendências da Tecnologia da Informação previstas para se concretizarem ou alavancarem em 2009, e revelam um norte às empresas e profissionais da área no que diz respeito às 10 áreas relacionadas: governança, infra e rede, conectividade, carreira, conceito, linguagem de programação, humanização da ti, regulatório, operações, comportamento e webmarketing.

1 - Governança: TI VERDE IEC ESPM QM 08000s

A Ti Verde vai revolucionar o mundo de TIC, responsável por 3% da poluição mundial. A Governança "Verde" norteará os projetos e processos em ti, que deverão ser reformulados para atender os novos padrões impostos pela "Green Wash" . Surgirão as primeiras certificações de Gestores de TI com especialização em projetos verdes (GIM - Green IT Managment). Quanto às empresas, buscarão além da certificação ISO 14001, a novíssima certificação européia IEC ESPM QM 08000 para atender aos padrões da ROHS (Restriction of Certain Hazardous Substances), que estabelece regras para o uso de substâncias perigosas em produtos eletro-eletrônicos, bem como o total compliance com a norma WEEE (Waste Electrical and Electronic Equipment), que trata da disposição do lixo tecnológico.

2 - Infra e Rede: IPV6

340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456. Este pode ser o seu novo endereço IP!O famoso 4 x 109 não mais atende as necessidades da Internet no Mundo. 4 bilhões de endereços IP já não é suficiente. O IPV4 está mais próximo do fim, segundo analistas, não passa de 2012. Não significa o fim do TCP que está na camada de transporte, mas a introdução do IPV6 na camada de rede, atuando em conjunto com o ipv4 até o fim deste. O IPV6 vem com diversos atrativos como qualidade do serviço para streaming e VOIP (um tendência concretizada em 2008) e principalmente mobilidade. Esqueça IP como sendo os tradicionais "quatro octetos" ou "oito hexadecimais" e passe a pensar ip com no mínimo "oito octetos". E o que isso muda no mercado de TI? A necessidade de profissionais especializados para a gestão da nova rede e integração com os sistemas operacionais. Bom mercado à vista. No Brasil o Comitê Gestor Internet no Brasil intensifica a educação sobre o uso do IPV6, onde já é possível estudar sobre o assunto em http://ipv6.br/.

3 - Conectividade: BPL

Surgirão os primeiros cronogramas sobre a implantação da Internet pela Rede Elétrica no Brasil (BPL do Inglês - BroadBand over Power Lines). Um batalha judicial poderá ser travada entre usuários de rádio amadores e Anatel. Ainda, especula-se que tal tecnologia possa interferir no controle de tráfego aéreo e marítimo. Outra batalha será a regulatória: ANATEL OU ANEEL? Quem dita as regras para o serviço? Como as teles atuais poderão sobreviver à onda de companhias elétricas que agora oferecem internet e faturam na conta de luz? Consultas públicas deverão ser realizadas. A BPL será oferecida com a bandeira da "inclusão digital", já que onde chega energia, chegará Internet e com uma velocidade de até 40 mbps. Eletrodomésticos passam a ser vendidos com suporte BPL e isto pode auxiliar a difusão da TV Digital e interatividade de retorno. Profissionais de Engenharia Elétrica e Engenharia da Computação terão um excelente mercado. Os famosos "gatos de energia" aumentarão, e serão tipificados pelo delito de "furto", já que a tal "energia" traz em si a internet que tem relevância econômica.

4 - Carreira: ITIL V3 e SCRUM

A certificação na biblioteca de boas práticas britânica ITIL (Information Technology Infrastructure Library) continua sendo uma "pérola" na hora da contratação de CIOS e Gestores de Tecnologia da Informação. A Gestão "com foco no cliente" e primando pela qualidade dos serviços de ti é a tônica para as corporações em 2009. Nada oficial mas especula-se que o bridge V4 para os certificados atualizará os livros com "conceitos verdes", proporcionando uma gestão não só focada no cliente, mas no ambiente. Em paralelo, cresce a procura pelo profissional certificado SCRUM (Scrum Master), que contrário ao PMBOOK, onde a gestão é de projetos em geral, o framework SCRUM (Gestão de projetos ágeis) é focado em projetos e ciclo de produção de Softwares. Ao que se prega, ao contrário de um profissional PMP, um Scrum Master não planeja, instruiu o direciona, mas simplesmente lidera, em um "jogo" onde a velocidade é igual a satisfação do cliente. Teremos versões nacionais das certificações da Scrum Alliance (http://www.scrumalliance.org/).

5 - Conceito: CLOUD COMPUTING e VIRTUALIZAÇÃO

Elegemos Cloud Computing como o conceito chave da Internet até o primeiro semestre de 2009. Dentre as estruturas de suporte ao conceito, é inegável que a virtualização é a principal, seguida do chamado "Grid Cumputing" (O Compartilhamento de PCs e de Processamento), como no projeto SETI@Home (Search for Extraterrestrial Intelligence), onde centenas de pessoas compartilham seus computadores para a pesquisa. Já com relação às aplicações da Cloud Computing, os que mais chamarão a atenção são os chamados "Sistemas Operacionais Remotos", operados de terminais burros, como o GHOST Virtual Computer (http://g.ho.st/) e o Goowy (http://www.goowy.com/). Docs, Suítes de Escritório e até mesmo ERPs virtualizados serão difundidos em 2009. Novos P-2-P voluntier systems surgirão como alternativa aos Bittorrents (protocolos). O termo "Cloud Computing" foi objeto de tentativa registro por parte da DELL em julho de 2008 (U.S. Trademark 77,139,082), mas foi cancelado no mês seguinte: Se assim não fosse, o Google teria que pagar uma indenização milionária à DELL. Como tecnologia emergente a virtualização fará com que a demanda pelo profissional especializado cresça, bem como por profissionais responsáveis por trilhas de auditoria e segurança da informação nas nuvens.

6 - Linguagem de Programação: RUBY ON RAILS (RoR)

2009 será o ano do CMS, content management system, template engines, produtividade sustentável e desenvolvimento ágil. Embora o Ranking da TIOBE Programming Community Index for November 2008, (http://www.tiobe.com/index.php/content/paperinfo/tpci/index.html), ainda aponte Java mantendo a ponta da tabela com o índice de popularidade, a família Visual Studio.NET (4o. na tabela) ainda é a preferida para empresas multinacionais e financeiras que necessitam de compliance com normas e contratos de responsabilidade, em conjunto com o Banco SQL Server ou Oracle. Por outro lado, o PHP aparece na cola em 5o. lugar em novembro de 2008, este sendo o representante fiel da "long tail" da programação, sendo preferido por clientes de pequeno e médio porte, que não podem pagar por licenças ou que não possuem regulamentações rígidas. A disputa entre os Bancos de Dados para PHP fica entre Mysql e Postgree, sendo o segundo ganhará mais adeptos em 2009. A curva de aprendizagem destas linguagens vem sendo fator de decisão dos CIOS, que as preferem ao Java e C por exemplo, considerando o fator tempo em um projeto. Destaque para o Python que não para de subir no ranking e pode representar bons negócios em 2009. Programar "sem saber de programação", digamos assim, é a onda de 2009, como por exemplo, atualizar e gerenciar conteúdo de sites sem editar uma linha do html, por meio do Joomla (http://www.joomla.org/) um gerenciador (wiki) de conteúdo de sites escrito em PHP que passará a ser a preferência dos desenvolvedores web em 2009. Destaque também para o projeto TinnybutStrong (http://www.tinybutstrong.com/) um dos programas (bibliotecas) que anunciam a era dos "Templates Engines" ou "Simplificadores de programação" em 2009, onde se pode programar sem saber uma linha de programação. Mas o destaque principal para o framework que mais crescerá em 2009, vai para o "Ruby on Rails" (RoR), um misto de perl e phyton 100% orientado a objetos, freeware, e que promete ser um ambiente para quem não tem tempo a perder, como por exemplo, a pregação "criando um blog em 15 minutos" (http://www.rubyonrails.pro.br/apresentacoes). Na programação Móbile de 2009, o Android vai incomodar o J2me (http://code.google.com/android/), eis que muitos dispositivos móveis terão o sistema operacional e conseqüentemente, a comunidade opensource irá desenvolver em tal framework. O Acesso a Applications, APIS e Webservices será mais difundido pelo Google e empresas 2.0 à comunidade de desenvolvedores. Novas aplicações específicas surgem dos Maps, Wikis, Earth e outros mashups, como o http://www.wikicrimes.org/main.html.

7 - Humanização da TI: POWERSET

O Processamento da Linguagem Natural (PLN) e a Websemântica anunciam seus protótipos ao mundo digital. A W3C intensifica um modelo global de partilha de conhecimento por intermédio de máquinas. A tecnologia? Logicamente, XML (Extensible Markup Language) e RDF (Resource Description Framework) Sistemas computacionais capazes de compreender a linguagem falada e escrita continuam em ágil aprimoramento. Programas para acessibilidade ganham destaque na Internet como o DOSVOX (http://intervox.nce.ufrj.br/dosvox/), que possibilita o uso da informática por cegos. O Maior destaque fica para o Powerset (http://www.powerset.com/) primeiro mecanismo de busca a utilizar a utilizar a PLN em larga escala, que crescerá no primeiro semestre de 2009. o Google, embora resista a idéia de pessoas ficarem "fazendo perguntas" ao buscador, será forçado a implementar módulos de humanização e semântica caso não queira perder sua vasta parcela. Outro conceito que cresce nos buscadores é da "Personalização", onde o destaque será para o Google Search Wiki, que permitirá ao usuário subir ou descer resultados em seu "ranking pessoal".

8 - Regulatório: LEI DE CRIMES DE INFORMÁTICA

É no mínimo "truanesco" que 2009 termine sem a promulgação da Lei de Crimes de Informática. Recentemente foi aprovado o PLS 250/2008 contra os crimes de Pedofilia na Internet e a tendência natural é que o PL 89/2003 (antigo 76/2000 - que cuida dos crimes digitais), já aprovado no Senado em julho de 2008 seja enfim promulgado e entre em vigor no Brasil. O número de crimes eletrônicos continua a crescer em 2009 e foca suas atividades para a telefonia móvel e redes wi-fi. No entanto, no início da vigência da Legislação, muitas pessoas serão incriminadas por atos praticados por terceiros ou sem mesmo saber que a conduta praticada era considerada criminosa. Os provedores passam a ser obrigados a preservar dados de usuários e conexões por 3 (três) anos, sob pena de multa que varia de R$ 2.000,00 à R$ 100.000,00 por requisição não cumprida. A Lei gera polêmica e cria movimentos contrários, como os que pregam a "auto-regulamentação" da rede e a lei como empecilho à liberdade de expressão e inclusão digital.

9 - Operações: SAAS

A disponibilização de Software como Serviço crescerá em 2009. Os grandes ERPs concentrarão esforços para criarem a plataforma ou assim oferecerem serviços. Além der ser estratégia verde, poupar energia, custos de implantação e aproveitar a capacidade de processamento de computadores, o SAAS passa oferecer uma nova ótica para precificar um software, o ROI (Return of Investiment) e o valor agregado ao cliente. Métricas como APF (Análise de Pontos por função) ou SLOC (Contagem de linhas lógicas ou físicas) não mais refletem a realidade do valor de um projeto de software ou da cessão de códigos fontes, sendo que novas abordagens paramétricas passam a integrar a lista das consultorias como a preferida pela Microsoft, a TCO (Total Cost of Ownership ou Custo Total da Propriedade), que contempla todos os valores envolvendo aquisição de produtos, instalação, impantação, suporte, treinamento, etc. Segundo a Gigante citada, o TCO de seus produtos é menor que o dos Softwares Livres.

10 - Comportamento e Web Marketing: SEO 2.0 e I-DOSER

O Termo é controverso e não aceito. Para alguns trata-se apenas de SEM (Search Engine Marketing), mas para uma minoria crescente, uma atualização dos conceitos de otimização de sites, que vem a atender as necessidades de mudanças impostas pelo Google, como a "personalização", anunciada pelo SearckWiki e que relativisa todos os estudos realizados sobre PageRank. Passa-se a raciocinar o SEO "orientado a usuários". Se já foi difícil identificar fatores que influenciam o posicionamento das páginas, que sempre foram guardados a sete chaves pelos sites de busca, 2009 será o ano de novas práticas e estudos em busca do mapeamento das alterações trazidas. No que cerne à comportamento, 2009 Intensifica a era da Mobile e IPTV, como o "OneSeg". Cresce a demanda pelo entretenimento digital e conteúdos "on-demand", o que faz com que os produtos web sejam focados não em tecnologia, mas em experiências.

O Destaque fica pela polêmica experiência I-doser (http://www.i-doser.com) a chamada "droga virtual", que passará a integrar dispositivos móveis e poderá ser transmitida viaM2M (Mobile-to-Mobile), graças às novas tecnologias RFID (Radio-Frequency Identification) e wireless que integrarão a linha de dispositivos do próximo ano. Por meio do RFID, as pessoas serão identificadas em lojas (M-Payments), locais públicos, privados e eventos, o que chamará a atenção de crackers que explorarão a tecnologia para capturar informações e para a prática de golpes. No campo das enciclopédias da rede, o Monopólio da Wikipedia passa a ser ameaçado pelo projeto do Google Knol (http://knol.google.com/k), que explorará a decisão da "concorrente" de limitar sutilmente a liberdade de publicação de conteúdos, atualmente restrita ao que chama de "grupos confiáveis".




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terça-feira, 25 de novembro de 2008

5 áreas de TI para investir durante a crise

As maiores empresas de análises de TI - Forrester, Gartner e IDC - estão tendo trabalho para cortar as previsões de gastos com TI em 2009.

Há algumas semanas, a IDC cortou a previsão de gastos com TI em 2009 pela metade, de 5,6% de alta para um crescimento de 2,6% no mundo inteiro.

Estes números estão causando medo aos profissionais de TI. Mas agora é preciso ser forte, aconselha Andrew Reichman, analista da Forrester. "As empresas precisam apertar o cinto, não deixar a calça cair," diz...

Na corretora de valores Morgan Keegan, por exemplo, o seu CIO John Threadgill sabe que certas áreas podem passar por redução de custos. Mas tanto Threadgill quanto seus outros colegas CIOs entendem que outras tecnologias demandam investimento invariavelmente. "Nós vamos continuar investindo onde for necessário," resume.

E quais seriam essas tecnologias? A InfoWorld ouviu analistas e CIOs para definir as 5 tecnologias que o setor de TI não pode parar de investir durante a crise. Confira!

1. Storage: Disco e software de gestão
"Certas coisas não dá para colocar sob o tapete. Storage é uma delas," disse Mark Raskino, Gartner fellow.

Os dados não param de crescer e as normas regulatórias exigem que estas informações sejam guardadas por cada vez mais tempo. Por isso, para a IDC, o gasto com armazenamento em disco vai dobrar a cada dois anos até 2012.

Outra área de crescimento será "ferramentas para gestão do storage que vão ajudar a TI a ter melhor uso do hardware que já possui," disse Steve Minton, vice-presidente na IDC.

Reichman, da Forrester, sugere que tendências como thin provisioning (otimização do uso do espaço disponível e utilizado em redes SAN), deduplicação dos dados e virtualização de storage vai justificar o investimento. "Deduplicação dos dados melhora o desempenho, taxa de sucesso em aplicações. Já a virtualização de storage é uma maneira de ser mais flexível e mover os dados sem interromper a produção."

2. Business intelligence de nichos
Conforme os dados continuam a crescer, a necessidade de ter respostas a partir deles cresce, concordam os analistas da Forrester, Gartner e IDC.

Os gastos com o BI tradicional continuam, mas os CIOs vão destinar mais recursos em análises bem mais focadas, explica Andrew Bartels, analista da Forrester. É "chave a análise que ajuda as empresas a identificar e reter os seus melhores clientes," disse.

Jackie Fenn, também Gartner fellow, afirma que as companhias vão precisar de análise de comportamento. No supply chain, por exemplo, ferramentas que alertam problemas como o fornecedor não tem estoque ou atraso de pagamentos traz valor real.

"A maior quantidade de fontes de dados vai aumentar a necessidade de análises. E os benefícios são inúmeros: cortas custos, evitar erros, prever comportamento dos clientes antes de perdê-los, etc," explica Fenn.

3. Virtualização
Como os investimentos iniciais em virtualização tendem a ser baixos, mas podem gerar retornos rápidos e substanciais. "A virtualização vai continuar a ser popular por que ajuda a diminuir outros custos - especialmente na compra de hardware," disse Frank Gens, vice-presidente da IDC.

Mas a tecnologia tem vantagens além da redução de custo com hardware. "Você pode ser mais eficiente com os servidores e o storage em longo prazo e, se você conhece o tema, o retorno chega rapidamente," disse Reichman, da Forrester.

Mas os CIOs precisam estar atentos. A virtualização força investimentos em segurança, já que o ambiente virtual precisa ser tão seguro quanto o físico.

4. Segurança
Não é nenhuma surpresa. Gens, da IDC, garante que segurança "será sempre a preocupação nº 1 para TI. Com mais recursos na internet, maior a preocupação de que eles estejam seguros."

O foco será maior em segurança para dispositivos móveis que acessam a rede corporativa e as aplicações que rodam neles, garante Minton, da IDC. "Em recessão ou não, nenhuma companhia quer estar na capa do Wall Street Journal por vazamento de dados," disse.

Gartner e Forrester concordam que as companhias seguem investindo em segurança. Raskino diz que os cortes de funcionários e as novas contratações motivam isso. "Crise e recuperação criam churn muito grande de funcionários. Os processos e ferramentas para gerenciar acesso - e cortar – serão críticas," diz.

5. Cloud computing para corporação
Analistas da Forrester, Gartner e IDC concordam que certas ofertas em cloud computing seguem crescendo – e talvez com mais velocidade por conta da crise econômica.

A IDC prevê que o cloud computing vai ser responsável por 9% a 10% dos gastos de TI em 2012, alta de 4% de 2008. "E esta é uma previsão conservadora. Com a crise, os fornecedores vão colocar novas ofertas ao mercado," acrescenta Gens.

Gens vê a guinada rumo ao cloud em soluções as quais a área de negócio foge do departamento de TI para ver os resultados. Ferramentas de automação da força de vendas, produtividade e software para campanhas de marketing estão entre elas. "Nas áreas mais puras de TI - como infra-estrutura, software para infra-estrutura e desenvolvimento de aplicações - teremos poucos compradores potenciais em cloud," afirmou.

Ofertas em nuvem para backup de dados e armazenamento de arquivos são "uma grande idéia que fazer mais sentido em termos de custo" do que o modelo tradicional, disse Reichman, da Forrester.

Raskino, do Gartner, acredita que ferramentas como e-mail, storage e suítes de produtividade em cloud vão ser tornar interessantes para os CIOs durante a recessão. "Esta é uma boa época para apostar em um argumento focado em redução de custos, então poderemos ver áreas de TI assumindo o risco de tecnologias em cloud se elas estiveram suficiente maduras," concluiu.

Fonte: Computerworld


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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Conheça a agência bancária do futuro

lunetaImagine poder fazer as transações bancárias por comando de voz. Você fala o que precisa e o caixa eletrônico realiza. Conversar com o gerente do Banco por videoconferência usando o telefone celular. Você pode encontrá-lo onde quer que ele esteja. Imagine poder fazer operações pelo aparelho de TV ou pelo videogame.

Essas são algumas das inovações que podem ser vistas no Espaço Tecnologia do Futuro do Banco do Brasil, aberto para visitação pública, na capital paulista. A iniciativa é uma das ações para comemorar os 200 anos de existência da instituição financeira.

Logo na entrada do Espaço Tecnológico foi montada uma tela de 80 polegadas. Nela são exibidos mapas interativos baseados no Microsoft Silverlight - tecnologia que proporciona experiências de interação. Os mapas permitem passear por um ambiente virtual e, com gestos e toques, o cliente toma conhecimento das novidades.

Os visitantes, clientes ou não do Banco do Brasil, vão ver duas novas formas de interatividade em auto-atendimento. A primeira delas é uma evolução dos atuais modelos de caixas eletrônicos, com telas sensíveis ao toque.

Com esses recursos, o cliente pode usar barras deslizantes (como as da lateral dos navegadores) para facilitar, por exemplo, a simulação de um financiamento. A tecnologia permite acompanhar, de forma instantânea, o salto no valor das prestações ao se reduzir o número de parcelas.

A segunda forma de interatividade é o terminal de auto-atendimento com tela 360º. Um carrossel de três dimensões apresenta para o cliente todas as transações bancárias disponíveis. A partir dele é possível, por exemplo, folhear as páginas do extrato tal e qual acontece na leitura de uma revista.

A tecnologia também permite fazer uma simulação de financiamento no terminal 360º. Ela explora o serviço de mapas da Microsoft, o Windows Live Search Maps para procurar imóveis de construtoras ou corretoras e/ou carros de concessionárias ou revendas pré-cadastradas.

"O que estamos fazendo é aproveitar nossos investimentos em prospecção de novas tecnologias para antecipar aos clientes todas as facilidades que o universo da tecnologia da informação irá nos trazer", explica o vice-presidente de Tecnologia e Logística do BB, José Luís Prola Salinas.

O Espaço Tecnologias do Futuro fica na agência do Banco do Brasil na Av. Paulista, nº 2.300 (altura da R. Haddock Lobo). A exposição fica aberta ao público até o dia 12 de dezembro e funciona de segunda a sexta-feira, das 12h às 20h. No fim-de-semana, o horário de visitação é das 10h às 17h. A entrada é gratuita.

Fonte: Terra


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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Como será o próximo ano para as empresas de tecnologia?

bola de cristalTexto de Pedro Marques, editor assistente do IDG Now!

A crise global trouxe perspectivas pouco otimistas para a economia como um todo. A iminente recessão deve fazer com que os consumidores e empresas tirem o pé do acelerador e gastem com mais cautela em boa parte do próximo ano. Mas isso não quer dizer que o período vai ser tenebroso para a economia em geral - e mais especialmente para o setor de tecnologia, de acordo com consultores ouvidos pela reportagem do IDG Now!.

"De maneira geral, um desaquecimento afeta todos os setores e o aumento do dólar pode prejudicar alguns mercados que têm insumos importados. Mas a IDC não prevê um mercado (de tecnologia) menor em 2009", disse Reinaldo Roveri, gerente de pesquisas de Enterprise Solutions da IDC Brasil.

Segundo Roveri, o que deve acontecer é uma desaceleração nos gastos, com muitos "projetos postergados para o próximo ano". Uma parada geral, no entanto, não está no horizonte. "As empresas não podem parar de funcionar. Muitos projetos que já estavam no meio são mais caros de serem cancelados do que finalizados", disse o consultor.

Ele destaca ainda que os últimos meses de 2008 não serão tão ruins como se pensava. "A grande expectativa envolve os meses de novembro e dezembro. Por um lado temos grandes forças inibidoras, como a variação da taxa de câmbio e o nível de conservadorismo das empresas", disse. "Do outro, temos a necessidade das empresas de gastar seus orçamentos. Como elas prevêem uma desaceleração, é provável que elas corram para comprar o máximo possível para usar em 2009."

Ordem é economizar
Nesse cenário, quem sai na frente são as empresas de serviços e de soluções voltadas a reduzir gastos. "Todas as tecnologias que contribuem para uma redução de custo, como sistemas de virtualização, voz sobre IP e softwares de análise de risco, saem na frente", disse o analista da IDC

A consultora de tecnologia Amyris Fernandes ecoa a opinião do colega. "O setor de prestação de serviços vai ter um grande valor e vai ser mais apreciado daqui para frente", disse ela. "De uma maneira geral, o setor de software, sofrerá uma redução. Hoje em dia, todo mundo tem tecnologia suficiente dentro de casa. O negócio agora é aproveitar melhor a base instalada", afirmou.

Serviços de cloud computing e web 2.0, como o Google Docs, também estão em alta. "Todo software gratuito de produtividade será atrativo", disse Roveri. Segundo ele, isso cria oportunidades. "Aquelas empresas que continuarem oferecendo serviços para os internautas tendem a ganhar dinheiro."

Games em alta
Um setor que deve continuar navegando em ondas relativamente tranqüilas é o de entretenimento, segundo a consultora Amyris Fernandes, com destaque especial para os jogos eletrônicos. "A indústria de entretenimento ganha mais do que qualquer outra. Uma das razões é o famoso 'pão e circo': as pessoas consomem mais produtos relacionados com diversão, sem sair de casa", afirmou.

Mas, na avaliação da consultora, a alta do dólar deve atingir os aparelhos considerados topo de linha. "Os produtos muito caros não vão ser absorvidos" no mesmo ritmo de 2008. Roveri, da IDC, concorda. "A classe A e B, que não consegue viver sem computador, deve continuar comprado computadores, por exemplo," disse o consultor. "Mas aqueles produtos que têm apelo menor ou são mais dispensáveis serão mais afetados."

Segundo o analista da IDC, a instabilidade econômica vai afetar o mercado de tecnologia brasileiro pelos próximos dois anos. "O pior ano da crise deve ser 2009. Em 2010 teremos uma certa tensão por causa da sucessão presidencial", afirmou. Já Amyris não considera a situação preocupante. "Tudo vai voltar a um patamar que a gente muito tempo não via, que é o patamar normal. O que a gente chama de crise é um retorno ao bom senso."

Fonte: IDG Now!

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O que acontecerá com o mercado de TI nos EUA?

Obama e a tecnologiaPerto do final das eleições americanas, o ainda candidato, Barack Obama divulgou um vídeo discutindo seus planos para políticas relacionadas à tecnologia.

O vídeo foi colocado no YouTube e reúne trechos de uma palestra concedida por Obama no escritório do Google em novembro de 2007...

No discurso, Obama prometeu duplicar fundos federais para pesquisa básica e implementar uma taxa de crédito permanente para pesquisa e desenvolvimento. Ele também discutiu planos para leis antitruste mais severas e uma série de outras propostas:

- Colocar dados governamentais online em formatos acessíveis universalmente;
- Abrir fóruns para comentários públicos, sugestões e perguntas e respostas gerais sobre legislações pendentes;
- Ter certeza que cada residente americano e cada escola, hospital e biblioteca tenha acesso à internet banda larga;
- Melhorar padrões de velocidade de banda larga;
- Encorajar a ciência e a educação tecnológica;
- Apoio à necessidade de registro médico eletrônico;
- Aumentar investimentos em energia renovável.

O Channel Web elencou cinco razões para que os canais norte-americanos que fornecem para a esfera pública, e o mercado de TI em geral, sintam-se animados.

1) Obama sabe como estimular a tecnologia rumo ao sucesso
Obama será o primeiro presidente que sabe como usar a tecnologia de forma a forçar mudanças. Não apenas usou a web para levantar uma quantia sem precedentes de dinheiro, mas a usou como ferramenta para energizar e organizar milhares de voluntários.

2) Obama vai usar a tecnologia para transformar a forma de trabalho do governo
É quase certo que a administração de Obama, que demonstrou como a tecnologia pode virar o jogo no processo eleitoral, vai usa-la para transformar o modelo de trabalho do governo. De colaboradores baseados nas trincheiras do País, a executivos top, que gerenciam fartos orçamentos e órgãos, todos esperam grandes mudanças na forma do governo utilizar a TI de forma mais eficiente e levar mais serviços à sociedade. Há uma grande oportunidade para canais que podem oferecer isso ao governo. A ênfase será dada em soluções técnicas que reduzem custo e melhoram os serviços.

3) TI verde se torna uma prioridade com o apoio de Obama
A TI verde não é mais um imperativo político, mas econômico. Consolidação, virtualização, e sistemas com uso energético mais eficiente, como blades e thin clients serão a ordem do dia. Economizar energia com sistemas e processos verdes estão amplamente alinhados com o compromisso de Obama com a questão do aquecimento global.

4) Tecnologia antiquada que não funciona será abandonada
Muitos sistemas legados custam muito para operar, não são eficientes e, frequentemente, são impossíveis em termos de manutenção. Um presidente que entender como a tecnologia disponível, que é barata e padronizada, pode mudar o mundo, não vai tolerar ferramentas que façam o contrário.

5) Obama vai ser o primeiro presidente online
Não se pode enfatizar quão importante isso será no futuro. Obama mobilizou um exercito de voluntários para mudar a política nos Estados Unidos. Por que parar por aí? Pense na pauta política internacional. A internet é uma força global que rompe fronteiras e, um presidente que entende seu poder e sabe como usa-la, só pode integrar o mundo. Qualquer canal que puder ajudar nessa tarefa vai lucrar rápido na administração Obama.

Agora vamos ver quais os reflexos destas medidas no mercado brasileiro.


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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Como será a empresa do futuro?

Texto de Carlos Nepomuceno

Depois da palestra Sou+Web na Faculdade Hélio Alonso, sábado passado, na qual tinha um pessoal da TIM perguntando: “Afinal, como será a empresa do futuro?”, fiquei a pensar com o meu mouse…..

Disseram eles: “A nossa empresa… é uma prestadora de serviços na área de telefonia celular”.

Pois bem… imagino que hoje começamos a mudar o patamar de algo vertical para horizontal. De algo “eu faço e toma pronto” para “vem aqui fazer junto comigo que eu te dou uma força mais adiante. Te dou algo que é a tua cara e você pode alterar quando quiser”.

O mercado era um porque o ambiente de conhecimento era um; mudou o ambiente de conhecimento, a partir das novas tecnologias de informação e comunicação, e estamos diante de um novo mercado.

É uma fase de transição dolorosa, mas necessária.

Antes: eu bolo meu produto aqui e coloco lá no mercado…

Mas hoje, com o processo colaborativo, o mercado está aqui, está lá, ou em todo o lugar? Existe ainda dois espaços, ou um só? Já que é muito barato você trazer o seu consumidor para dentro da “bolação” do seu produto… o tal “prosumidor”.

Quando alguém coloca o consumidor para preparar a sua própria estampa da camiseta, fazer ele mesmo o seu pacote de turismo ou produzir o seu próprio carro, o que na verdade está se fazendo?

Com um custo barato, via internet, estamos pedindo para o prosumidor clicar e ordenar para o robô da fábrica algo que ele já está comprando, não algo que vai comprar.

É uma redução enorme de corte de custo: pesquisa, marketing, estoque… tudo!

Ou seja, tentar enfrentar esse futuro pensando com a cabeça do passado é algo meio demodé… vai consumir dinheiro e não vai nos levar a lugar nenhum.

Assim, quando a empresa pensa no seu negócio, não pode mais pensar em que é uma empresa de serviço… está indo pela caminho errado. Ela ERA uma empresa de serviços, agora é uma gestora de comunidades que tenta resolver determinados problemas de seus prosumidores.

TIM, empresa gestora de comunidades de usuários de equipamentos móveis. É preciso que o usuário possa ele mesmo fazer o seu próprio plano, dizer com que amigos agora ele quer falar mais barato… como se fosse um Orkut ou um Twitter. Ele vai mudando e pagando menos.

É um passo inicial…

Quando Gutemberg inventou o livro, a Europa tinha uma estrutura hierárquica, centrada em reis e igrejas.

O livro permitiu que um conjunto de idéias (que não andavam circulando no planeta) pudesse ser trocado. Daquele momento em diante as organizações puderam se reestruturar.

Os reis e papas perderam a hegemonia com as revoluções que se seguiram, da francesa à russa.

Com a internet o que está em cheque é um outro tipo de hierarquia: a dos que sabem o que a sociedade quer, do presidente da empresa, ao gerente de marketing, aos políticos, etc…

Agora, todo mundo quer dizer e quer encomendar o que realmente lhe agrada.

É um novo passo… e se a Tim do nosso exemplo não entrar, e as demais nessa nova concepção, aparece a Tom… e fim de papo.


Sobre o autor

Carlos Nepomuceno (nepomuceno@pontonet.com.br) é professor, pesquisador e co-autor do livro Conhecimento em Rede (Editora Campus), coordenador do ICO, Instituto de Inteligência Coletiva e diretor da Pontonet. Mais dele no blog CNepomuceno e no Twitter.

Fonte: Webinsider


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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Banrisul: Adeus ao pingüim?

Windows nas estações de trabalho, Linux na maioria dos servidores. Durante a atualização do parque de máquinas do Banrisul, o Banco do Estado do Rio Grande do Sul, o lugar de cada sistema operacional foi delimitado sem radicalismos, sob o comando do gaúcho Ney Michelucci Rodrigues, diretor de TI do banco estatal.

Com uma equipe de 600 profissionais na área de tecnologia, Rodrigues administra um orçamento de 125 milhões de reais por ano e mantém no ar uma rede de 401 agências e 290 postos de atendimento, além das contas de 2,89 milhões de clientes. Para muita gente, ver o Windows ganhando espaço no Banrisul pode soar estranho — o banco ficou conhecido como um fervoroso evangelista de Linux. A decisão causou polêmica na ala mais radical dos adeptos do software livre.

Na entrevista a seguir, Rodrigues explica os motivos da opção pelo Windows XP nos 10 mil desktops da instituição.

Veja a entrevista de Ney Michelucci Rodrigues ao site Info Professional

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Chega de alinhar TI ao negócio: Você está pronto para a nova TI?

“A TI está mudando completamente”. É assim que Mark McDonald, vice-presidente de programas executivos do Gartner para América Latina e um dos especialistas do instituto sobre as mudanças na área de TI, introduz seus argumentos sobre a nova realidade.

Hoje, defende o especialista, a TI já suporta os requisitos de negócios mais importantes e já automatizou processos nas empresas. As implementações de novas tecnologias são mais simples e baratas (quando baseadas em web 2.0) ou podem ser tranquilamente terceirizadas para especialistas. Por fim, sentencia, “a automatização reduz a necessidade de especialistas técnicos”.

Com uma fala tranqüila e cheia de pausas, o especialista vai empilhando sem parar os motivos pelos quais acabou a época em que a palavra de ordem era “alinhar TI aos negócios”. “Ao dizer alinhar, está pressuposta a possibilidade de dois objetivos diferentes. Não se trata disso. A TI é a base do negócio, não pode ser vista ou tratada como um silo. Os objetivos são os do negócio”, diz.

Aliás, defende, acabou também a época em que a importância do gestor de TI era medida pela quantidade de funcionários na equipe ou, até, dos recursos financeiros envolvidos.

“Existem dois tipos de CIOs. A diferença é possível descobrir quando eles se apresentam”, conta e acrescenta, “O primeiro tipo se apresenta falando do orçamento, do número de funcionários e de qual fornecedor é usuário. Eles olham atividades e operacional. O segundo se apresenta com algo como ‘aumentamos o fluxo de caixa em 30%’. As credenciais dele são os resultados para a empresa”, define. Ele completa: “Infelizmente, o primeiro tipo é maioria, inclusive nos EUA”.

Ainda que você não seja um partidário de Nicholas Carr e o cloud (E é fácil notar que Mark McDonald certamente não o é), não dá para negar que a área de TI está mudando.

McDonald, aliás, é enfático ao caracterizar que não se trata do final da TI ou qualquer visão apocalíptica dessa linha. “A TI não vai deixar de existir. Ela vai ser outra com a mudança de suas métricas e desafios; vai deixar de ter que implementar sistemas”, diz.

Para ele, a postura da TI é responsável até por influenciar a resposta da empresa. Por resposta entenda fatores vitais como definição de orçamento. “Organização com TI que faz negócio tem dinheiro para investir. Se a organização tem TI focada em atividades, vai ter apenas o necessário para sobreviver”, disse.

O especialista faz questão de ressalvar que a mudança não significa que a TI esteja ficando mais fraca. “Estar cada vez mais envolvida com os negócios é um força impressionante, pois está próximo do que gera dinheiro. O negócio vai financiar TI se ela criar resultados”, completa.

Fonte: Computerworld


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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Cloud Computing e BI estão na lista de tecnologias de 2009

A empresa de pesquisa Gartner revelou a lista de suas 10 mais importantes tecnologias estratégicas para 2009, que inclui Cloud Computing e Business Intelligence.

A maioria das tecnologias listadas pelo Gartner são as mesmas da lista do ano passado, como TI verde, mashups corporativos, arquitetura orientada a web, comunicação unificada e Virtualização que passou a ser considerada a principal em função de sua capacidade de transformar o mercado de data centers.

Entre a principal inclusão, neste ano, está a Cloud Computing, que o Gartner define como "um estilo de computação no qual intensas capacidades de tecnologia são entregues como serviços para clientes externos usando a internet".

Outros destaques da lista do Gartner são:

- a nova geração de servidores blades, que a consultoria descreve como o próximo passo na evolução destas máquinas;

- sistemas de Business Intelligence, usados para subsidiar decisões estratégicas. O Gartner afirma que bons sistemas de BI podem ajudar líderes de negócios a "tomar decisões mais rápidas, melhores e bem informadas";

- sistemas heterogêneos, que são um "mix de tipos de processadores em um único hardware rodando um único sistema operacional", ainda de acordo com a consultoria.

Fonte: Computerworld


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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Entenda o que é a "Geração Y"

Eles nasceram a partir de 1983. Portanto têm no máximo 25 anos. Não curtiram "os embalos de sábado à noite e o dancyn´days", não viram a fantástica seleção brasileira perder a Copa na Espanha, ainda engatinhavam nas Diretas Já e também no histórico Rock´n Rio Festival (1 edição – 1985). Mesmo assim eles estão fazendo a história atual e a cabeça de quem trabalha no mercado em evolução estratosférica. São a "Geração Y". Nota da redação – Há controvérsias que apontam nascidos já em 1978 como membros da Geração Y. De qualquer forma mal teriam vivenciado as efemérides acima. "E daí?!" diriam eles, batendo de ombros. Como diria Peter Drucker, "Nenhuma escolha será boa, se não soubermos quem somos". Esta é a frase que define a nova geração de profissionais, os chamados "Geração Y". Em sua maioria estes colaboradores das empresas são determinados e sabem exatamente o que querem; são espertos e ousados. Acompanham as últimas novidades do mercado e estão alinhados à moda, tecnologia, comportamento e demais fatores que, unidos, compõem um profissional.

Usam chinelo no escritório ou ouvem iPods em suas mesas. Eles querem trabalhar, mas não querem que o trabalho seja sua vida. Com o mercado de trabalho envelhecendo, esta força de trabalho se mistura aos mais experientes e impõe, mesmo sem fazê-lo de forma forçada, novos hábitos.

Um dos grandes problemas é que esses novos iniciantes no trabalho estão trocando suas profissões mais rápidas do que os estudantes passam de série que estão estudando, criando frustração para os gestores de pessoas (O RH), que lutando para reter e recrutar talentos de alta performance.

Diferentemente das gerações que se foram antes deles a Geração Y, tem sido cuidada, nutrida e programada com inúmeras atividades desde as fraldas. Usam computador desde cedo, desenvolvem linguagem que economiza palavras e aprende a realizar tudo muito rápido, "para ontem". Isso significa que eles são ao mesmo tempo voltados para alta performance, e alta manutenção. Consultores de Recursos Humanos informam que a "Geração Y" responde muito menos aos tipos de comandos e controles tradicionais de gerenciamento ainda populares.

"É a maioria da força de trabalho de hoje", diz Jordan Kaplan, um professor associado à ciência de gerenciamento na Universidade de Lond Island, Brooklin, Nova York em reportagem ao USA Today – matutino americano. Eles cresceram questionando seus pais e agora estão questionando seus empregadores. Eles não sabem se calar, o que é ótimo, mas isto é um agravante para o gerente de 50 anos quando diz, - "Não faça isto não faça aquilo". Seu comportamento está saudavelmente, oxigenando as lideranças e redefinindo até mesmo o sentido do termo "liderar" para algo que pode ser feito individualmente e sem as formalidades de até então.

A filosofia speak your mind ou "Estimule a sua mente" domina as ações que propõe uma independência maior nas relações de trabalho. A Geração Y diz: "Nos estamos desejosos e sem medo de mudar o status quo". "Um ambiente onde a criatividade e independência de pensamento, são procuradas será atraente e positivo às pessoas de minha idade. Nós somos muito independentes e hábeis tecnicamente".

Depois de presenciar a insegurança financeira que baseou as gerações anteriores e que ainda impera atualmente, pela época de desemprego e falências, os novos integrantes da força de trabalho são geralmente hábeis, seguros financeiramente, quando se diz respeito a dinheiro e poupança. Eles se preocupam com benefícios de planos de aposentadoria.

Uma pesquisa da Diversified Investment Advisors realizados nos Estados Unidos aponta que 37% da Geração Y pretende começar a poupar para a aposentadoria antes de chegar aos 25 anos, com 46% destes já trabalhando e para 49% destas pessoas os benefícios da aposentadoria são importantes fatores na escolha do emprego. Entre a Geração Y 70% contribui para seu plano de aposentadoria.

A mesma reportagem do USA Today mostra a jovem Jennifer Hudson, de 23 anos esta poupando para o futuro – "Eu já sabia sobre IRA / Roth (Poupanças para aposentados americanos, isentas de impostos), aos 17 anos. Eu aprendi sobre isto na aula de economia" diz Hudson, uma Executiva de Contas em Atlanta. "Minha geração é muito mais realista. Nos estávamos no colégio, quando percebemos a quebra de empresas e o desemprego" explica.

O equilíbrio na vida no trabalho não é um mar de rosas.

Diferentemente dos boomers (pessoas nascidas logo após a segunda guerra mundial) que, em geral, tentaram priorizar a carreira em relação à família, os trabalhadores mais jovens estão interessados em fazer com que seu trabalho permita acomodar sua família e a vida pessoal. Eles querem um trabalho que seja flexível, opções de trabalhar em casa pelo computador e a possibilidade de serviço de meio período ou de deixar a força de trabalho temporariamente, quando as crianças estão na prioridade.

"Blackberrys à mão..."

A Geração Y não espera permanecer no emprego ou na carreira, por muito tempo. Viram escândalos que implodiram grandes corporações como Enron e Arthur Andersen, nos Estados Unidos, e têm duvidas sobre estes conceitos como "lealdade dos empregados". Não gostam de ficar por muito tempo em qualquer compromisso, esta é a geração de tarefas múltiplas, e eles podem viajar pela Internet, comunicam-se por e-mail, pelos seus Blackberrys (computadores de mão), ao mesmo tempo em que falam nos celulares enquanto conversam on line.

No lugar de trabalho podem aparecer conflitos, ressentimentos por causa de série de fatores, mesmo sobre assuntos aparentemente inócuos, como aparência - quando, por exemplo, uma geração acostumada à vestimenta casual como chinelo de dedo, tatuagens e calça capri, se encontra com uma mais acostumada à roupas formais exigidas no escritório.

Nos Estados Unidos, os empregadores estão examinando novas maneiras de recrutar e reter e estão tentando atrair os trabalhadores mais jovens e flexíveis no trabalho e outras qualidades, geralmente atrativas da Geração Y. No Abbot Laboratories de Chicago, por exemplo, gestores de pessoas estão abordando estudantes de colégio, dizendo a eles sobre os benefícios como escalas de trabalho flexíveis, telecomunicação, reembolsos e uma monitoração on line.

A Aflac, uma seguradora com base em Columbus (EUA) destaca-se pelas bonificações, como dar recompensas como folga, escalas flexíveis de trabalho e reconhecimento constante para seus funcionários. Já a conhecida e tradicional Xerox está indo para o recrutamento de estudantes que de destacam nas escolas de ensino técnicos ou profissionalizantes, os "core colleges", como a empresa se refere a universidades que tem o tipo de talento que a Xerox precisa. A Xerox esta usando o slogan "auto–expressão" como uma forma de descrever o perfil dos candidatos que busca. A esperança é que o slogan seja chamativo para aqueles que pertencem a esta nova geração, que possui o desejo de desenvolver soluções e mudanças.

A chegada da Geração Y ao mercado provocou muito debate, especialmente entre os mais velhos, na medida em que esta nova classe faz alarde de suas crenças e necessidades. Os membros da "Geração Y" cresceram numa época de avanços tecnológicos e prosperidade econômica. Mais preocupados com isso do que qualquer geração anterior, eles têm a confiança e o otimismo de saber que são desejados. Seus pais, que não querem repetir o abandono da geração anterior, enchem seus filhos de presentes, atenções e atividades que fomentam a auto-estima.

Segundo um estudo de 1999 do Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan, os pais programam 75% do tempo semanal de seus filhos contra 60% em 1981 (deixando 6 horas por semana de tempo não programado, contra 9,5 horas, há quase 20 anos). Com isso, a "Geração Y" cresceu fazendo tarefas múltiplas e sabe aproveitar cada minuto.

O lado negativo de uma infância privilegiada, programada, emerge no trabalho. A "Geração Y" não quer realizar as tarefas subalternas dos empregos de início de carreira e sente-se à vontade para expressar seu descontentamento. Ela está acostumada a conseguir o que quer. Mimada desde muito nova, a "Geração Y" parece se espantar quando recebe algum projeto para realizar. A iniciativa não foi estimulada por pais que apelaram para a permissividade para atravessar seus dias atarefados. Mais ainda, as expectativas de riqueza e oportunidade resultantes do boom da economia dos anos 90 lançaram a "Geração Y" atrás de salários ambiciosos muito cedo.

Seu comportamento confiante com os mais velhos e sua disposição de reivindicar oculta sua inexperiência e necessidade de orientação. Impacientes com o excesso de direção, eles nem sempre sabem o que fazer com as rédeas quando as tomam.

Os membros mais velhos da "Geração Y" estão entrando no mercado de trabalho justo quando a geração do "baby boom" está a ponto de se aposentar. Os "boomers " superam os empregados da "Geração Y" em até 30%, em número, criando uma escassez de mão-de-obra que os empregadores terão de enfrentar. Os trabalhadores mais velhos terão de lidar não só com a juventude desses trabalhadores, como terão de lidar com as rivalidades entre as gerações X e Y: ambas estarão disputando as posições desocupadas pelos "baby-boomers" . A "Geração X", os empresários ressentidos, nascidos entre 1962 e 1983 orientados para as realizações geradas pelas reestruturações dos anos 90, não gostarão de ser preteridos enquanto a "Geração Y" ganha rápidas promoções.

Os trabalhadores mais jovens trazem oportunidades e armadilhas. Os mais jovens se comunicam diretamente. Eles esperam ser envolvidos nas decisões que os afetem. Buscam acesso direto à liderança. Algumas empresas reagiram a isso encorajando a correspondência por e-mail com altos dirigentes, ou programando "chats" on-line com o CEO. Eles evitam a burocracia e a política e não gostam de jogos de poder. Mais empenhados em fazer seu trabalho de forma a poderem enfocar outros aspectos de suas vidas, os jovens querem clarear metas e adequar recursos para seu trabalho. Para os mais velhos, escolados em política e troca de favores, essa atitude pode parecer ingênua.

Os mais jovens admiram a honestidade, a integridade e o comportamento ético. Eles esperam que seus líderes pratiquem o que pregam e não vêem distinção entre níveis dentro da organização quando se trata do que é justo. As companhias que dividem a carga de cortes salariais e demissões por todos os níveis são vistas como mais justas do que as que visam os níveis inferiores.

Mais do que novo comportamento ou tendência para as próximas gerações, a preocupação do momento é: como as empresas devem lidar com esta geração?

Será que as empresas estão prontas para eles, ou este novo modelo profissional poderá causar impacto?

O impacto certamente existirá, uma vez que veremos sair "de cena" o colaborador que simplesmente ia trabalhar, fazia o que lhe era determinado - sempre com receio de sugerir mudanças - e ficava em média 10 anos na empresa, acomodado, muitas vezes infeliz, mas na companhia por questões de "segurança" - pelo registro, estabilidade no trabalho ou questões financeiras.

Agora, o cenário é dos jovens empresários, ambiciosos, extremamente inteligentes e com a informação "na ponta da língua", em tempo real, graças à tecnologia com acesso irrestrito.

Está na hora de as companhias passarem a enxergar seu colaborador como pessoa. Eles têm vontades, opiniões e querem algo a mais do que salários e benefícios. É preciso saber ouvi-los para não perdê-los. O ambiente em que trabalham possui alta influência em suas escolhas. Se estão felizes e satisfeitos, certamente ficam. Mas se não gostam ou não concordam com determinada situação, nada os prende. Então, é a hora de agir para não perder talentos. Estes profissionais, multifuncionais, têm habilidade em se adaptar a novas funções, atividades e desafios. Aliás, eles adoram novos desafios. Talvez esta seja sua principal característica, já que rotina é algo fora de seu dicionário.

Fonte: Recebi por e-mail como fonte desconhecida, se alguém souber à quem pertence o texto por favor me avise.


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terça-feira, 14 de outubro de 2008

As pessoas mentem mais por e-mail

Você sabia que quando escreve um e-mail a probabilidade de você mentir sobe em 50%?
Uma nova pesquisa conduzida por especialistas das Universidades Leheigh, Rutgers e DePaul, nos Estados Unidos (fico impressionado com as pesquisas que os americanos e os ingleses realizam), mostrou que quando escrevemos e-mail mentimos 50% mais do que quando nos comunicamos por papel e caneta.

O estudo é parte de uma análise aprofundada de como o e-mail muda o comportamento em ambientes de trabalho, e se somou a estudos anteriores que mostram respostas negativas a conceitos como cooperação e avaliação.

No site do Terra tem mais detalhes desta "incrível" pesquisa.

Uma coisa é fato, quando algumas pessoas entram num chat de namoro o nível de mentira ultrapassa longe esse percentual.


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Programas de chat se passam por pessoas

Computadores discutiram, contaram piadas e responderam a perguntas desafiadoras durante um teste de inteligência artificial aplicado pela Universidade de Reading, na Grã-Bretanha.

Digitando em terminais com telas separadas, doze voluntários conversavam simultaneamente com um programa de bate-papo e com um ser-humano. Depois de cinco minutos, perguntaram a eles qual era a pessoa e qual era o computador. Alguns não conseguiram identificar ao certo com quem – ou com o que – estavam falando.

“Houve um momento enquanto eu conversava com os dois que percebi elementos de humor
em ambos os diálogos; foi o que me deixou mais perplexo”, disse Ian Andrews, um dos juízes do teste.

Transcrições das conversas mostraram voluntários tentando cruelmente enganar o computador com questões a respeito do clima, da crise financeira mundial e da cor dos seus olhos.

“São azuis!", respondeu Eugene Goostman, um chat desenvolvido pelo programador Vladimir Vesselov. Goostman foi um dos cinco programas que se passaram por seres de carne e osso. Um sexto programa, chamado Alice, não participou do teste porque não foi configurado a tempo.

O chat Elbot, criado por Fred Robert, levou o mais importante prêmio do dia: a medalha de bronze da Competição de Inteligência Artificial de Loebner, após ludibriar três dos 12 juízes que conversaram com ele.

Fonte: Plantão Info


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M - A nova linguagem de programação


Em um mundo onde já temos muitas, mas muitas linguagens para programar a Redmond pretende apresentar uma outra linguagem, chamada de "M" (alguma relação com Microsoft?).

M deverá ser usada diretamente com 2 outros componentes a serem liberados, juntamente com o Visual Studio 2010: Quadrante, um instrumento para a construção de modelos visuais, e um repositório para armazenar e visualizar modelos em um banco de dados SQL.

Para mais detalhes acesse o site The Coffee Desk

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O que as empresas esperam dos novos talentos que vão ingressar no mercado de TI

Primeiro, a concorrência para conseguir uma vaga na universidade. Depois, um novo processo, desta vez para entrar em uma empresa como estagiário ou trainee. Mas, diferentemente do que muita gente pensa, as companhias não procuram apenas candidatos com conhecimento técnico e boa formação acadêmica em tecnologia da informação. O quesito comportamento também leva em conta na hora da contratação de um profissional.

“As companhias têm olhado muito mais para o potencial do jovem do que para seu conhecimento técnico”, avalia Bruna Dias, consultora da empresa de recrutamento Cia de Talentos. “Como as empresas de tecnologia não encontram no mercado toda a mão-de-obra de que precisam, elas investem na formação dos profissionais”, acrescenta. Em processos desse tipo, muitas vezes também não se exige experiência profissional anterior, mas, se houver, o candidato soma pontos.

E o motivo é simples de entender, como explica a consultora. Enquanto a conquista de uma certificação exige apenas investimento financeiro, o mesmo não acontece com a personalidade do jovem. É o caso de alguém introvertido que precisa estar preparado para conduzir apresentações. Essa dificuldade pode ser superada, mas é um processo difícil, que requer mais tempo.

“A infra-estrutura de tecnologia já virou commodity. Por isso, vai sair na frente a empresa que tiver os melhores profissionais, aquelas pessoas que realmente fazem a diferença no dia-a-dia”, opina Marcelo Abrileri, presidente do site de recrutamento Curriculum.com.br. Daí a preocupação em contratar jovens que possam se destacar no mercado.

Quando se fala em comportamento, estão incluídas as características que não só as empresas de tecnologia apreciam, mas também as de outras áreas: habilidade para falar e escrever bem, proatividade, espírito de equipe e compromisso com prazos e horários. “Costumo dizer que muitos jovens são contratados pela competência e demitidos pelo comportamento”, diz Abrileri. “Quando se vai fazer parte de uma equipe, uma postura humilde e que inspire confiança faz toda a diferença”.

De acordo com o executivo, outra característica vista com bons olhos pelos recrutadores é uma visão mais ampla do cenário onde a empresa atua. Isso significa identificar os públicos-alvos, conhecer os concorrentes e entender o mercado. Segundo Bruna, essa visão ajuda o profissional a compreender melhor as próprias demandas que surgem dos clientes.

10 dicas dos consultores e do Núcleo Brasileiro de Estágio (Nube) para se dar bem no mercado de trabalho:

1 – Conquiste as pessoas
Ser bem quisto é um dos itens mais importantes na carreira. Um funcionário que age com gentileza e educação tem muito mais chances de sucesso.

2 – Tenha palavra
Se criar expectativa, cumpra-a. Caso haja dificuldades com algum prazo, avise com antecedência.

3- Defina seus objetivos
Visualize o que deseja e coloque já suas ações em prática

4-Atenção às suas decisões
Elas refletem resultados no dia-a-dia.

5-Exercite hábitos e sentimentos positivos
Julgue-se menos, ame-se mais

6-Tenha humildade
Saiba que o processo de aprendizado é continuo para todos nós

7-Turbine sua carreira
Aumente seu networking: faça amizades com pessoas de interesses profissionais próximos aos seus. Prefira quem tem caráter e valores sólidos

8- Esteja conectado
Leia jornais e revistas de gestão e negócios

9-Mantenha sua autoconfiança
Aprenda técnicas para projetar sua imagem profissional

10 – Continue absorvendo conhecimento
Não é só porque está empregado que o aperfeiçoamento profissional deve ser deixado de lado. Vale a pena investir em pós-graduação (no caso dos trainees), cursos extracurriculares e aulas de idiomas

Fonte: Wnews


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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Maturidade profissional em TI

O mercado de tecnologia da informação deverá desacelerar-se nos próximos anos. A expectativa é de que o setor já em 2008 não cresça no Brasil tanto quanto no ano passado, devendo paulatinamente expandir-se cada vez menos, até se estabilizar. Mesmo assim, o País continuará sendo um dos maiores consumidores de TI do mundo. O avanço consolidado da economia nacional é um trunfo em meio à falta de um "boom" na área, como foram o ERP e a internet tempos atrás.


Os ramos siderúrgico, financeiro, petroquímico, automobilístico e da construção civil e mineração impulsionaram os negócios em território brasileiro. São atividades que movimentam muito dinheiro e têm necessidade grande e permanente de buscar inovação. Porém, os pequenos e médios empreendimentos surgidos nos últimos anos também consumirão tecnologia como nunca, devido à nova fase que estão vivendo, de estabilidade e expansão dentro do atual sistema econômico nacional - mais focado no mercado externo e no atendimento à massa da população brasileira que saiu da pobreza e se tornou efetiva consumidora de bens e serviços.

O fato é que o mercado nacional de TI já está maduro, seguindo o que aconteceu nos países desenvolvidos. O ingresso de novas tecnologias está mais escasso e os custos de software, hardware e serviços, bastante nivelados - para baixo. Atualmente, o diferencial tem sido a prestação de serviços na área, aliada à flexibilidade de atender as transformações que envolvem a economia globalizada.

Outra prova do grau de maturidade do setor é o modelo de compras para serviços complexos de TI. Há um tempo as empresas faziam leilões para qualquer tipo de aquisição e a experiência mostrou não ser eficaz para atividades mais críticas. Vale dizer que isso não foi copiado do Exterior. Aparentemente, a prática foi fruto da vontade de mostrar transparência no processo. Hoje, o mercado entendeu que transparência é tratar abertamente com seu fornecedor por meio de regras claras e, por conta disso, estes leilões, no segmento privado, diminuíram bastante.

Segundo a IDC, no mercado de TI, o Brasil gasta 40% em serviços, 44% em hardware e 16% em software. É bem provável que, nos próximos anos, o segmento de serviços supere o de hardware, como já acontece na média mundial de distribuição do mercado de tecnologia. Outsourcing, desenvolvimento e integração devem liderar a categoria.

Não há muita novidade nisso. O diferencial será das empresas de TI que oferecerem mais valor agregado ao cliente, entregando projetos em prazos mais curtos e dispondo dos melhores parceiros na realização das iniciativas e de mão-de-obra qualificada, que saiba aliar tecnologia e negócios sem que isso gere desgaste - financeiro, de tempo e, principalmente, nas relações entre a empresa e a indústria de tecnologia. Tudo isso com conhecimento em segurança, virtualização, mobilidade, convergência, governança, alta performance e flexibilização na implementação de projetos.

Há algumas décadas, um técnico em informática esforçava-se em aprimorar um conjunto de sistemas integrados. Ele não dava muito bola ao que acontecia ao seu redor e o que isso poderia representar à empresa em termos de ganho e eficiência. Hoje, é com o "ao redor" que devemos nos preocupar, para o bem da tecnologia, dos players da área e, principalmente, dos que a estão utilizando.

Texto de Rui Rosado


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terça-feira, 7 de outubro de 2008

O profissional de TI do futuro, na opinião de Max Gehringer

O especialista em carreira, Max Gehringer, em entrevista exclusiva ao COMPUTERWORLD, analisa as mudanças ocorridas com a evolução da tecnologia e traça o perfil dos profissionais do futuro. Como isso deve afetar a vida das empresas e, claro, dos gestores de recursos humanos?


Segue reprodução:

COMPUTERWORLD - Como você avalia a presença cada vez maior da tecnologia no ambiente de trabalho? Quais são os impactos no dia-a-dia dos profissionais?

MAX GEHRINGER - No Brasil, essa mudança começou de fato há 15 anos. A década de 80, que conseguiu combinar inflação alta e demanda baixa, fez com que as empresas tivessem que enxugar seus quadros, eliminando funções e concentrando nas mãos de um empregado tarefas que antes eram executadas por dois ou três.

No início dos anos 90, a revogação da famigerada Lei da Informática, que atrasou o Brasil 10 anos, permitiu que as empresas se aparelhassem melhor. Nos escritórios, o PC substituiu, ao mesmo tempo, a máquina de escrever e a calculadora. E o chão de fábrica passou a ter equipamentos tecnologicamente atualizados, gerando mais produtividade.

As duas últimas mudanças foram a internet, que possibilitou a interatividade interna e externa, e o celular, que colocou os funcionários 24 horas à disposição da empresa. O resultado foi que o trabalho braçal deu lugar ao uso do software. O "fechamento do mês", um esforço que envolvia uma dúzia de pessoas e demorava uma semana, hoje é uma tarefa simples, porque as transações vão sendo feitas on-line.

Na Copa de 1970, um jogador com excelente preparo físico corria 3 quilômetros por jogo. Na última Copa da UEFA, a média estava em 12 quilômetros. Nas empresas, a aceleração da produtividade foi a mesma, só que movida pelas facilidades da tecnologia. Não por acaso, a única área que deverá ter déficit de técnicos pelos próximos anos é a de Informática.

CW - Este novo ambiente exigiu mudanças dos gestores de recursos humanos? Quais seriam?

MG - Uma das conseqüências de todas essas mudanças foi a auto-gestão da carreira. O empregado que delegava seu desenvolvimento à empresa e raramente considerava a hipótese de mudar de emprego deixou de existir. Ele deu lugar a um profissional mais ansioso, menos disposto a esperar que as coisas aconteçam naturalmente. Eu fico cada vez menos espantado quando recebo mensagens de estagiários dizendo "estou aqui na empresa há dois meses e ainda não me aconteceu nada".

As áreas de RH sabem que o turnover alto representa não apenas custos extras, mas também a perda de bons profissionais, que não hesitam em ter três empregos em três anos se isso puder turbinar suas carreiras. Quando RH falava em atrair e reter talentos, essa segunda parte era subentendida como 'médio e longo prazo'. Agora, passou a ser curto prazo.

É preciso manter o empregado motivado, focado, satisfeito e bem informado. Caso contrário, ele procura outras opções. Setores que, por sua própria natureza, oferecem poucas oportunidades internas, como o de telemarketing, têm um turnover de mais de 100% ao ano. O tempo médio de permanência é de 10 meses. Ou seja, acabou o medo de mudar de emprego.

CW - Neste contexto, qual seria o perfil do profissional do futuro? Quais características perdem valor e quais passam a ser fundamentais para o sucesso profissional?

MG - Um erro que muitos jovens estão cometendo é o de imaginar que, quanto mais diplomas tiverem, maiores serão as oportunidades. Por isso, estudam até os 25 ou 26 anos, fazem pós, MBA, e intercâmbio para aprender inglês.

E aí, quando começam a procurar emprego, descobrem que as portas estão fechadas. O maior índice de desemprego está nessa faixa, dos 18 aos 25 anos, e afeta jovens com curso superior. Por outro lado, o mercado tem vagas para técnicos, mas não consegue encontrá-los em quantidade suficiente.

O profissional do futuro será, antes de tudo, um bom técnico. Alguém que começou a trabalhar cedo, aprendeu os macetes na prática e depois se decidiu pelo curso superior mais indicado. Aos 25 anos, ele estará pronto para assumir uma função gerencial. O que também pesa muito, e pesará cada vez mais, é a atualização constante. Quem não fez nenhum curso nos últimos cinco anos está correndo risco de obsolescência profissional.

Outro fator que ganha cada vez mais importância é o networking. Muita gente ainda o vê como algo negativo, mas conseguir um emprego apenas por meio do envio de currículos está se tornando uma possibilidade remota. Em algumas áreas, como Direito e Jornalismo, o networking já responde por quase 100% das vagas preenchidas. Portanto, estudar é bom, aperfeiçoar-se é ótimo, mas é indispensável conhecer pessoas que possam fazer indicações.

CW - A necessidade de técnicos deve dar força ao conceito de evolução profissional em Y?

MG - Em teoria, ter um excelente técnico, sem nenhum subordinado, que ganhe mais do que um gerente com 20 subordinados é algo que faz todo sentido, porque está mais difícil para as empresas contratar e manter o técnico. Mas essa situação precisa ser muito bem explicada pela área de recursos humanos.

Não basta soltar uma comunicação interna dizendo que será assim. É uma situação que afeta o lado psicológico dos que acham que deveriam ganhar mais apenas com base no número de subordinados diretos. Essa dificuldade para implantar o sistema Y, aliada à possibilidade de redução de custos, gerou o PJ, o profissional autônomo. É uma categoria que vem se multiplicando em ritmo de coelho no século XXI.

CW - Como as empresas devem se preparar para tirar o melhor deste novo perfil de profissional?

MG - Oferecendo instrumentos para contrabalançar a pressão por resultados imediatos. Um bom ambiente de trabalho, uma comunicação transparente, oportunidades de fazer cursos de aperfeiçoamento e o reconhecimento dos méritos individuais através de premiações. Evidentemente, ainda existem chefes cujas cabeças estão no século XX e o choque com a geração dos jovens apressados e ambiciosos acaba sendo inevitável.

E a corda está arrebentando do lado que antes era o mais forte, o dos chefes. No ano de 2006, 60% dos executivos que perderam o emprego não esperavam perdê-lo. Desses, 75% tinham mais de 10 anos de casa.

CW - A chegada da geração Y ao mercado de trabalho é outro fator que deve ser considerado. O que esta geração traz de novo ao ambiente corporativo?

MG - Os homens da geração Y são os primeiros a conseguir fazer o que as mulheres vêm fazendo desde a geração sempre: várias coisas simultaneamente e sem perder o foco.

Mas os profissionais dessa geração que optam pela tecnologia da informação têm uma característica especial, que já se nota atualmente: para eles, o trabalho executado é mais importante que a empresa que está pagando pela sua execução. Por natureza, são profissionais que apreciam a autonomia, mesmo que estejam ligados a uma empresa. Em suma, eles são o terror das áreas de recursos humanos.

Fonte: Computerworld


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