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quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Como bloquear notebook roubado usando um celular

notebook bloqueadoParece coisa de filme de espião. Alguém rouba seu notebook e você tranqüilamente pega seu celular (vamos fazer de conta que o ladrão esqueceu dele) e envia uma mensagem de texto.

Após isto seu note está completamente bloqueado e criptografado para uso.

A novidade foi apresentada pela fabricante Lenovo. Um software que utiliza tecnologia da empresa Phoenix Technologies tem a função de se conectar a um celular via redes 3G. Para o sistema funcionar, é necessário que o computador também tenha a tecnologia de banda larga móvel embutida.

No caso de furto ou roubo, o usuário consegue enviar uma mensagem com um comando para desligar a máquina, por exemplo. A partir daí, é possível proteger os dados armazenados usando tecnologias de criptografia.

O bloqueio a distância será grátis para clientes da Lenovo por meio de uma atualização que deve ser lançada em até três meses.

O software, porém, depende de cobertura da rede de telefonia móvel. Se o laptop estiver em uma das chamadas áreas de sombra, onde o sinal das operadoras não está disponível, não será possível proteger o laptop via SMS.


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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Você é o Dr. House da Segurança da Informação?

Dr House
Não é de hoje que discutimos com os alunos acerca de um novo modelo de gestão de SI, baseada no elemento central: pessoas! Dentre todas as vulnerabilidades que se possa mapear em uma empresa, nenhuma atinge com tanta contundência os objetivos da segurança da informação (confidencialidade, integridade, disponibilidade) como pessoas! Pessoas são o elo fraco de qualquer ativo informacional, e por mais que nos preocupemos com ameaças físicas e lógicas, se as humanas não tiverem a devida gestão, a probabilidade do risco é enorme.

Já dizia o velho lema de segurança da informação: "Não há patch que resista à burrice humana"...

E a reflexão começa a fazer sentido quando um belo dia você pergunta para a Gerente de Finanças de sua empresa onde ela salvou a planilha de pagamentos, e ela, assustada, lhe responde "Ah, está na minha máquina, no Excel!" Boom! A pessoa não tem sequer a noção de sistema de arquivos, hierarquia entre pastas e arquivos, imagine se ela não clicaria naquele "pishing" e-mail com erros de português para verificar "As últimas fotos da vítima do seqüestro" antes de ser assassinada. Você tem dúvida?

A solução é assistir, monitorar e implementar medidas de segurança. E surge uma nova discussão: como implementá-las sem causar a revolta dos membros do operacional e gerência intermediária? A discussão é longa. Eis que muitos profissionais de TI culpam os usuários "desobedientes" pela falha dos planos! Mas será que a culpa é dos usuários e demais colaboradores?

O problema pode estar com você, profissional de Segurança da Informação! Mesmo depois de muitos anos de existência, a área de SI ainda é considerada coisa para poucos do ponto de vista técnico. Ela seria algo como a "fronteira final" em termos de aprendizado. Para poder compreender a segurança de uma tecnologia, você precisava dominá-la totalmente. Por conta disso, ela sempre atraiu muitos profissionais de alta capacidade técnica. Quando a empresa se deu conta de que precisava de alguém para cuidar do assunto, lembrou que havia um técnico trabalhando há anos na empresa. Contratar alguém no mercado seria caro. Além disso, como confiar algo tão crítico a um desconhecido? Logo, por que não promover o técnico a gestor ou coordenador de SI? O problema é que nem sempre esses profissionais têm um perfil exatamente adequado para a posição.

A TI sempre foi conceituada como a profissão do "Eu". Jamais questione um projeto de outro técnico! O jogo de empurra-empurra na TI é presente até hoje: o técnico do servidor leva a senha root para casa, como se fosse DEUS, e não deixa a equipe implantar o ERP. A equipe de ERP diz que o problema na lentidão no sistema é por culpa do DBA. E o DBA? "Ah, o problema é do link, ligue para o 0800 da Telefonia..." Jogo de cobras, ninguém assume erros ou colabora! Este perfil deve mudar, pois a TI perdeu muito com isso! Durante anos, o técnico de TI foi conhecido como o "Naufrago do CPD", um ser isolado dentro de uma caixa que mantinha relações apenas com seu "Wilson", diga-se, seu computador. Resultado: quanto mais técnico e isolado, mais técnico e isolado será. Me respondam... Na empresa em que trabalham, o CIO tem formação em TI? Ou foi "importado" da Administração, do Direito, etc...? É...preocupante, não?

Costumamos brincar que muitos profissionais de Tecnologia da Informação (TI) escolheram esta área justamente para não precisar lidar com pessoas. É um paradoxo curioso que eu chamaria de Complexo de House. Para quem não conhece, House é um seriado médico de grande sucesso, com um personagem principal homônimo, que goza de uma incrível popularidade entre os profissionais de TI. Se nós pudéssemos resumir a personalidade de House, poderíamos dizer que: É um brilhante médico, mas que não gosta de pacientes! Fica fácil entender porque o seriado é amado pelos profissionais e Estudantes de TI. Assim como o Dr. House, na maioria da vezes, em maior ou menor grau, profissionais de TI não gostam de usuários.

Não existe nada mais perigoso que colocar alguém que não gosta de usuários para definir medidas de segurança. Se trabalhando em TI ele já foi responsável por bloquear até a troca do papel de parede das estações, imagine o que ele pode fazer em escala empresarial! Profissionais com esse perfil não costumam possuir sensibilidade para perceber o quanto é delicada e incômoda a mera existência de um departamento de segurança. Não observam o quanto o contexto é capaz de mudar o comportamento das pessoas que nele atuam.

Para elucidar, deve-se destacar um famoso estudo de sociologia feito na Alemanha na década de 70 em um presídio desativado. Voluntários foram chamados a fazer o papel de policiais e presidiários em uma espécie de brincadeira de "faz de conta". Os pesquisadores observaram que, independente do perfil, aqueles que se passavam por policiais desenvolviam uma tendência ao autoritarismo. Já os presidiários se dividiam entre os resignados (que fingiam cooperar, mas não aceitavam a situação) e os rebelados. O estudo é bastante famoso, foi transformado em documentário, e não pôde ser acabado, porque a influência que o ambiente exercia sobre os atores era tamanha que as coisas começaram a fugir do controle.

Nas organizações ocorre uma situação bastante similar. Alguém é promovido a "policial" e, a partir de então, passa a ser exorcizado (ou tratado com falsidade) pelos "presidiários" (se nunca mais te chamaram para um happy hour depois da sua promoção, você sabe bem do que eu estou falando). Numa tentativa de mostrar poder e exercer a sua autoridade, o profissional passa a entrar em embates e tomar medidas de eficácia duvidosa ou de prioridade questionável. Ou seja, ao invés de trabalhar para azeitar uma relação que é inerentemente conflitante, trabalha no sentido oposto. Não é difícil imaginar o resultado disso. Alguém na empresa deverá tomar a decisão de demiti-lo, independente de sua capacidade profissional. O trabalho de um gestor de SI é servir como um agente de mudanças, é ser um facilitador no processo de implementação de medidas que de certo modo privam a liberdade dos colaboradores. É impossível fazer isso brigando com toda a empresa. Entre demitir todos os empregados e demitir o gestor de SI, não é difícil imaginar qual a melhor decisão a ser tomada.

Existe uma verdade que precisa ser aceita. Ninguém gosta de medidas de segurança, a não ser aqueles que estão na posição de defini-las e cobrá-las dos outros. Quando se está sujeito às medidas de segurança, todos a detestam. Porém, num belo dia, a área de segurança é "promovida", ganhando independência. Pode apostar que as primeiras medidas de segurança terão como objetivo atormentar a vida dos técnicos: restrição de uso das contas dos administradores, geração excessiva de logs, controle de mudanças, etc. Estoura o conflito: os técnicos alegam que os profissionais de segurança, agora que são independentes, sugerem controles que jamais recomendariam se fossem responsáveis por sua implementação. Aí é que reside toda a eficácia da separação. Medidas de segurança geram trabalho e desconforto e ninguém gera isso para si mesmo. Se assim o fizer, não estará recomendando aquilo que é necessário, e sim aquilo que dará menos trabalho.

Para alguns, essa sutilezas podem parecer óbvias, mas conhecemos profissionais com anos de experiência que ainda não se tocaram. Colocar um técnico com o perfil do Dr. House para escolher medidas de segurança é uma estupidez administrativa, pois esse tipo de profissional não trabalhará para diminuir essas arestas, e sim para acentuá-las, criando um porno de discórdias e desavenças. Além disso, ele não possui uma das características básicas para amenizar os problemas, que é a capacidade de dar o exemplo. É muito comum ver profissionais de segurança dando sermão nos usuários em campanhas de conscientização, recomendando uma série de procedimentos que eles mesmos não seguem. Se você questioná-los, ouvirá algo do tipo "eles não podem usar o MSN, ou ORKUT porque não sabem amenizar os riscos, mas eu sei". Ridículo!

Essa postura até encontra embasamento técnico, mas não há nada mais ineficaz, além de arrogante, em termos de postura. Técnicos que não gostam de usuários costumam pensar que são seres superiores. Deuses com todos os poderes nas mãos. Podem criar e apagar fatos incriminadores a qualquer momento. Seguem um estereótipo muitas vezes atribuído a padres: "faça como eu digo, mas não como eu faço". Quando o padre diz "vivam juntos para sempre" soa meio caricato, pois ele nunca casou com ninguém! Você jamais vai ter moral para pedir aos usuários para interromper o uso do MSN se você continuar usando a ferramenta todos dias.

E para a Cúpula estratégica aqui vai nosso recado. Você tem controle dos ativos informacionais de sua empresa? Confia no seu "Gestor de SI"? Conhece as senhas, processos e técnicas adotados pelo mesmo? Se ele sair amanhã, tudo continua? É, trilhas de auditoria de Gerência podem ajudar! Se algum dia você precisar ligar para seu Gerente para ter acesso a alguma informação na Empresa, saiba, você está nas mãos dele! Aliás, a TI é uma profissão de poder, e poder corrompe! Confiar piamente no seu técnico promovido a Gestor seria entender que Gerentes de TI seriam todos heróis incorruptíveis que em nenhum momento tomariam um café com um funcionário, onde poderíamos ler seus lábios dizendo "Sua batata assou, quero metade em troca de um delete!" Audite a Auditoria, mas não seja "Policial"!.

Se você conseguiu visualizar claramente o problema, ótimo! Faça uma auto-crítica e avalie seu comportamento dentro do seu ambiente de trabalho. Você está mais para Dr. House ou para Dr. Wilson, do seriado House? O primeiro sem dúvida é mais brilhante, mas não é ético, e só não foi demitido porque tem o segundo para segurar a barra quando a coisa estoura de verdade. E se você pensar bem, eles têm muito mais semelhanças do que diferenças, o que significa que não é tão difícil assim ter uma postura correta e equilibrada, mesmo que você tenha algumas excentricidades. Lição do dia: não são pessoas que devem se adaptar à TI, mas a TI que deve considerar pessoas na adoção de medidas de segurança da informação. Se você achar que é um "Policial", terá dois tipos de presidiários: Funcionários Rebelados e Funcionários Resignados. Então, prepare-se para o pior!

Texto de José Milagre: Advogado, Analista Programador, Perito Computacional, Coordenador do Instituto Tele Direito, Especialista em Direito Eletrônico pelo IPEC/SP, LLM em Direito Penal e Processo Penal pela Faculdade Fênix/SP, Presidente da Comissão de Propriedade Intelectual e Segurança da Informação da OAB/SP 21ª Subsecção, Vice-Presidente de Associação Brasileira de Forense Computacional, Professor de Forensics e Direito da Informática.

Blog: http://josemilagre.blogspot.com/

Leia a Licença aplicável ao Artigo em Tela:
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/


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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Chave limitará velocidade de carros da Ford



Acha que seu filho acelera demais quando dirige? A partir do próximo ano, a Ford permitirá que você não se preocupe mais com isso.

A fabricante de automóveis estreará uma ferramenta que é capaz de limitar em 80 quilômetros a velocidade máxima de jovens motoristas, usando um chip de computador na chave do carro.

Também haverá a opção de programar um limite máximo para o volume do rádio e de emitir alertas constantes se o motorista não estiver usando um cinto de segurança.

“Nossa mensagem aos pais é ‘estamos lhe oferecendo condições de ficar menos apreensivo quando emprestar ou dar de presente um carro aos seus filhos’”, disse Jim Buczowski, diretor de engenharia de sistemas eletrônicos e elétricos da Ford.

A ferramenta, chamada “MyKey”, será padrão em alguns veículos quando os modelos 2010 chegarem ao mercado no meio do próximo ano.


Fonte: Info


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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Terceirização de TI facilita roubo de dados



A confiança de cadeias de restaurantes e varejistas em outras empresas, para lidarem com pagamentos feitos com cartão de crédito e outras funções que envolvem tecnologia da informação (TI), é em parte culpada pela vazamento de dados pessoais dos consumidores, de acordo com pesquisa da Verizon Communications.

Até uma cadeia com milhares de restaurantes tem apenas 100 funcionários de TI, portanto conta com a ajuda de serviços terceirizados para gerenciar esse tipo de tarefa, segundo Bryan Sartin, diretor do time de investigação da Verizon.

“O que acontece é que existe uma carência de responsabilidade das empresas que prestam serviços para essas redes”, disse Sartin...

A unidade de investigação da Verizon estudou diversos dos notórios casos de vazamento de informações registrados em 2008.

Nos últimos anos, as cadeias de restaurantes e os varejistas foram responsáveis por mais da metade das cerca de 250 ocorrências anuais analisadas pela Verizon, de acordo com relatório da companhia, que deve ser divulgado nesta quinta-feira (02/10).

Normalmente, intrusos nos fornecedores de serviços são culpados pelos furtos.

Gangues de roubo de informações “vão para os call centers, empresas de desenvolvimento de web e de conteúdo e parceiros de negócios, ou seja, as pessoas que guardam as fitas de backup", explicou Sartin, "Eles dizem ´se você odeia o seu chefe e está com problemas financeiros, nós somos a solução. Libere o acesso aos dados dos clientes da sua empresa.”

Muitas falhas, entretanto, não acontecem por causa da irresponsabilidade de serviços terceirizados. Uma das ocorrências neste ano, por exemplo, na qual foram roubados 41 milhões de números de cartões de crédito e senhas, o acesso aos dados foi conseguido por meio de conexão de internet sem fio desprotegida.

Mesmo assim, o relatório da Verizon alerta para a necessidade de tomar cuidado com os serviços terceirizados, limitando o acesso de parceiros àquilo de que eles realmente precisam.

Fonte: Info


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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Bancos brasileiros podem adotar ".b.br"



Um novo domínio só para bancos está disponível no Brasil. Idéia é dar mais segurança aos usuários.

Os bancos que operam no Brasil interessados em aumentar a segurança de clientes que fazem transações pela Internet podem utilizar um endereço para suas páginas criado exclusivamente para isolar o setor do restante de sites comerciais da Web terminados com o famoso sufixo "com.br".

O domínio "b.br" começou a funcionar nesta quarta-feira voltado apenas para instituições financeiras, informou o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade encarregada pela implementação de decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil.

Por ser exclusivo a endereços de bancos como www.banco.b.br, o novo sufixo deve aumentar a segurança de internautas, afirmou o diretor-presidente do NIC.br, Demi Getschko, em comunicado.

"Algumas da fraudes costumeiras e que preocupam os usuários ficarão impossibilitadas no b.br. Por exemplo, um site que tenha nome terminado em b.br será, certamente, um banco."

A confirmação dos registros dos endereços somente será feita após análise do NIC.br para assegurar a segurança do domínio.

O novo sufixo exige ainda adoção do protocolo de segurança DNSSEC, que torna mais difícil a clonagem de endereços por falsificadores de sites que capturam dados pessoais digitados inadvertidamente por internautas usuários de serviços de banco online, informou o NIC.br.

Procurada, a assessoria de imprensa do NIC.br não soube informar imediatamente se alguma instituição bancária já manifestou interesse no novo domínio.

Fonte: Info


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segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Nova versão do Explorer pode 'esconder' acesso a sites pornôs


A versão beta 2 do navegador Explorer 8, lançada nesta semana pela Microsoft, possui uma função que permite aos usuários suspender temporariamente o armazenamento do histórico de sites acessados, inclusive daqueles com conteúdo pornográfico.

A ferramenta InPrivate impede que informações como histórico de acessos, buscas ou visitas, arquivos temporários, cookies, senhas e outros detalhes sejam armazenadas.

Dessa forma, a nova função permite que o usuário use senhas de e-mail em computadores públicos, ou faça compras pela internet ou acesse sua conta bancária sem que seus dados fiquem guardados no computador. Da mesma maneira, o usuário também poderá ''esconder'' seu histórico de navegação e não deixar traços das visitas a sites pornográficos, por exemplo.

Além de oferecer privacidade na navegação, a nova função também permite que o usuário bloqueie o acesso às suas informações pelos chamados phishing sites, que extraem detalhes pessoais e comportamental do usuário durante a navegação e repassam as informações para outros websites.

Novidades

Outras mudanças incorporadas ao novo navegador estão na "barra de endereços inteligente". Segundo James Pratt, um dos gerentes de produto da Microsoft, em 80% dos casos, os usuários da internet visitam sites que já haviam acessado anteriormente.

A nova barra funciona também como uma espécie de ferramenta de busca, onde o usuário poderá procurar por sites já visitados digitando o nome, parte do endereço ou alguma palavra relacionada ao conteúdo na sua barra de navegação.

Além disso, a versão beta 2 do Explorer 8 também traz a possibilidade de o usuário "fatiar" seções dos sites que mudam parte de seu conteúdo com freqüência e adicionar apenas a seção escolhida nos seus Favoritos.

Com a função Web Slices - que já aparecia na versão beta 1 e foi aprimorada no novo produto - é possível, por exemplo, acompanhar novos leilões em sites de compras ou atualizações em perfis do Facebook em um esquema similar ao RSS (Really Simple Syndication) - que dá aos internautas uma maneira fácil de se atualizar automaticamente nos sites preferidos.

"O produto facilita o uso e torna o acesso à internet mais seguro", afirmou Ian Moulster, especialista da Microsoft no Reino Unido.

Segundo ele, as atualizações feitas na nova versão teste do Explorer 8 foram desenvolvidas com base na necessidade e desejo dos usuários.

Moulster ressalta ainda que apesar de algumas funções serem parecidas com a versão anterior, elas foram incorporadas em interfaces mais amigáveis.

A primeira versão teste - beta 1 - do Internet Explorer foi lançada em marco. Apesar da versão beta 2 já estar disponível para download, a empresa não revelou quando a versão final do programa será divulgada.


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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Red Hat admite que seu sistema Linux foi crackeado


A Red Hat, distribuidora do sistema operacional Linux, que leva seu nome, está investigando uma invasão por crackers em seus servidores. De acordo com a empresa, eles tiveram conhecimento do ataque, assim como os servidores do Fedora, e estão analisando se houve furto de dados ou introdução de malwares e cavalos de Tróia em seus sistemas.

A distribuidora afirmou que "como medida de precaução, lançamos uma atualização dos pacotes que consideramos vulneráveis depois deste ataque, e publicamos uma lista de informações de como detectar este tipo de problema. Reiteramos que nossos processos e arquivos obtidos através da Red Hat Network não são um risco".

O ataque aos servidores do Fedora aparentemente foram mais sérios, e a organização solicitou que administradores do sistema fizessem atualizações com novas chaves de registro. Um destes administradores disse que "enquanto não for definitivamente comprovado que as chaves de registro do Fedora foram comprometidas, já que nossos arquivos são dsitribuídos por diversas fontes e repositores. Nós decidimos converter as chaves de inscrição do Fedora, a fim de evitar que o sistema tome algumas decisões sem a autorização de um administrador".

A Red Hat não divulgou qual foi a vulnerabilidade que permitiu a invasão em seus sistemas.

Fonte: Wnews


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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Tecnologia contra fraudes usando a voz


Conforme o Maicon indicou, pesquisadores da Universidade de Canoas, no Rio Grande do Sul, inventaram uma senha que obedece ao comando de voz e que, segundo eles, é praticamente impossível de ser roubada.




O modelo da câmera fotográfica já está escolhido e o pagamento vai ser com cartão de crédito. Mas para efetuar a compra, o analista de sistema Sidcley Silva Soares precisa, além dos dados, dizer, pelo microfone do computador a senha de voz.

A senha, que não precisa ser sigilosa e pode ser qualquer frase, é a mesma que Sidcley gravou e deixou cadastrada no computador servidor da operadora do cartão, conectado a internet. A voz dele é comparada à gravação. A compra será autorizada apenas se o som for compatível. “Mesmo que a pessoa saiba a tua senha, ela não vai conseguir autenticar neste tipo de sistema porque a voz, ela é pessoal e intransferível”, explica.

Por enquanto, a compra pela internet é apenas uma simulação. O programa de autenticação da voz está sendo testado numa universidade de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.

O protótipo vai ser apresentado na próxima semana em Istambul, na Turquia, numa conferência mundial de computação aplicada. O programa dos brasileiros pode ser usado para substituir senhas numéricas em bancos, crediários em lojas e até mesmo para controlar a presença de funcionários na empresas.

A segurança é a principal vantagem. A tecnologia permite que apenas a própria pessoa execute a operação. Os criadores do programa dizem que os riscos são mínimos, porque a análise da voz é tão sensível que mesmo que alguém grave ou imite a senha de outra pessoa, é praticamente impossível fraudar o sistema.

O programa avalia 32 informações, como as variações de energia e a freqüência da fala. “Como o nosso sistema acaba analisando simultaneamente diversos parâmetros ao mesmo tempo, essas semelhanças que os nossos ouvidos percebem num imitador, ela não é tão impactante no nosso sistema”, explica o professor de informática, Adriano Petry.

Fonte: Jornal da Globo


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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Especialistas propõem o fim das senhas


A melhor senha é uma combinação longa e sem sentido de letras, números e sinais de pontuação jamais antes combinados. Há pessoas admiráveis que conseguem mesmo memorizar seqüências aleatórias de caracteres para suas senhas - e substituí-las por outras senhas igualmente complicadas, selecionadas de forma aleatória a cada dois meses.

E há também o resto de nós, aqueles que selecionam senhas curtas, conhecidas e fáceis de lembrar. E as mantêm para sempre...

No passado eu me sentia envergonhado por não respeitar as normas de seleção de senhas - mas isso passou. Os especialistas em segurança da computação dizem que escolher senhas difíceis de adivinhar na verdade propicia pouca segurança. As senhas não nos protegem contra roubo de identidade, não importa o quanto sejamos espertos ao selecioná-las.

Esse seria o caso mesmo que respeitássemos mais as instruções. Pesquisas demonstram que temos muito apego a velhos favoritos como "123456", "senha" e "queroentrar". O problema subjacente, porém, não está em sua simplicidade, mas no procedimento mesmo de acesso, sob o qual vamos parar em uma página de web que pode ou não ser aquilo que diz, e digitamos uma série de caracteres para autenticar nossa identidade (ou usamos nossos software de administração de senhas para fazê-lo em nosso lugar).

Esse procedimento, que agora nos parece perfeitamente natural porque fomos treinados a fazê-lo por meio de incessante repetição, é uma má idéia, que nenhum especialista em segurança que eu tenha consultado se dispôs a defender.

O acesso por senha é suscetível a ataques de diversas maneiras. Considerem uma única delas, a dos praticantes do phishing, que iludem usuários e nos levam a visitar sites que imitam sites legítimos a fim de recolher nossas informações de conexão. Assim que somos atraídos a um desses sites e nossa senha é recolhida, ela pode ser tentada em outros sites.

A solução recomendada pelos especialistas é o abandono das senhas - e a adoção de um modelo fundamentalmente diferente, no qual os seres humanos teriam pouco ou nenhum papel a desempenhar. Em lugar disso, máquinas estabeleceriam uma conversação cifrada que determinaria a autenticidade de ambas as partes, usando chaves digitais que nós, como usuários, nem precisaríamos ver.

Em resumo, o sistema de acesso passaria a depender de criptografia e não de nossa memória.

Como usuários, substituiríamos senhas pelos chamados cartões de informação, ícones em nossas telas que selecionaríamos com um clique para acesso a um site. O clique daria início a um contato entre máquinas. O software necessário a criar esses cartões de informação existe em apenas 20% dos computadores pessoais, ainda que isso represente grande alta ante os 10% de um ano atrás. As máquinas que operam com o Windows Vista dispõem desse tipo de recurso automaticamente, mas as máquinas que operam com Windows XP Mac OS e Linux precisam de downloads.

E isso é apenas metade da complicação. Os sites anfitriões também precisam ser convencidos a aceitar a tecnologia dos cartões de informação, para acesso.

Não conseguiremos grande progresso quanto a isso no futuro próximo, porém, devido ao desperdício de energia e atenção causado por uma grande distração, a iniciativa OpenID. A idéia é "acesso unificado", ou seja, basta se logar em um site, com uma senha, e isso possibilitará acesso a todos os sites que aceitem o sistema Open ID.

O sistema oferece na melhor das hipóteses uma modesta conveniência, e ignora a vulnerabilidade inerente a digitar uma senha em site alheio. Mesmo assim, a intervalos de alguns meses surgem novas empresas grandes aderindo ao OpenID. Representantes do Google, IBM, Microsoft e Yahoo anunciaram que apoiariam esse padrão. No mês passado, quando o MySpace anunciou sua adesão, a OpenID.net, a fundação sem fins lucrativos que administra o sistema, se vangloriou porque o "número de usuários que poderão usar o OpenID" havia ultrapassado os 500 milhões e que era "evidente que estamos apenas começando a ganhar terreno".

Mas o apoio à iniciativa é conspicuamente limitado. Cada uma das grandes potências que teoricamente apóia o OpenID está disposta a criar um nome de acesso e senha OpenID para acesso ao seu site por seus usuários, mas não a aceitar nomes e senhas conferidos por outros integrantes do sistema. Não se pode usar uma OpenID da Microsoft no Yahoo, e nem vice-versa.

Por que não? Porque as empresas percebem as muitas formas pelas quais o processo de acesso por senha, gerido por outra empresa, poderia ser comprometido. Elas não desejam assumir a responsabilidade por enfrentar as conseqüências de traquinagens originadas de sites alheios.

A Microsoft e o Google também estão entre as seis empresas fundadoras da Information Card Foundation, criada para promover a adoção dos cartões de informação.

O único inconveniente dos cartões de informação é que, em ambientes de trabalho, por exemplo, um computador deixado ligado poderia ser usado para acesso por pessoas não autorizadas, que conseguiriam se conectar a qualquer site usando cartões. Mas isso pode ser contornado pelo uso de uma senha simples para acesso ao cartão. Essa senha não causa problemas porque fica sempre na máquina. Não há acesso a ela por sistemas externos.

Desaprender o hábito de digitar senhas em uma página da web talvez demore demais, mas precisamos disso para nossa proteção. O acesso a sites deveria ser mediado por contato criptografado entre máquinas, o que impediria que sem querer nós revelássemos senhas ou códigos.

Ninguém mais precisaria confiar naquela venha companheira, a senha "queroentrar".

Fonte: Terra


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