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terça-feira, 22 de setembro de 2009

TOC: conheça mais o transtorno que afeta rotina profissional

TOC, ObcecadoNeste final de semana, conversava com uns amigos sobre o TOC (transtorno obsessivo-compulsivo).

A grande dúvida era se uma amiga que estava na roda tinha TOC ou simplesmente tinha mania com organização.

Lembrei que havia recebido um e-mail falando sobre o TOC alguns meses atrás e achei legal reproduzir o mesmo aqui no site:

"Por Flávia Furlan Nunes - InfoMoney

O TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) é uma das dez maiores causas de incapacitação do indivíduo, perdendo apenas para a depressão, a fobia social e o abuso de substâncias, de acordo com a edição de novembro da revista da Pro Teste Associação de Consumidores...


O que leva o transtorno a ocupar essa posição são as obsessões - idéias, pensamentos, imagens e impulsos repetitivos que invadem a mente do indivíduo - que consomem muito tempo e interferem significantemente na rotina normal do indivíduo, afetando seu trabalho.

Há ainda o comportamento compulsivo, que é repetitivo e visa reduzir a ansiedade e afastar as obsessões.

Um tipo menos conhecido, mas que pode se evidenciar no âmbito profissional, é a lentidão obsessiva. Acontece da seguinte maneira: os pacientes não repetem suas ações, como na maioria dos casos em que o transtorno é identificado, mas demoram horas e horas em tarefas diárias, graças ao medo de errar ou de causar problemas. Há indecisão, ruminações e rituais encobertos.

O transtorno
O TOC atinge uma proporção de 1,6% a 3,1% da população brasileira. Em um terço dos casos, os sintomas já se manifestam na infância ou adolescência, mas se agravam nas fases difíceis da vida. Algumas formas estão associadas à predisposição genética. Outras podem melhorar com uma situação problemática. Em 75% dos casos, ele está relacionado a outros transtornos psiquiátricos.

Os indivíduos que desenvolvem o transtorno têm muitos medos, são supersticiosos, perfeccionistas, lentos e envergonham-se de realizar suas manias, o que ocasiona brigas e isolamento social. Talvez por isso a maioria deles sejam solteiros. Por vergonha, eles escondem o comportamento dos mais próximos. Esta é uma prova de que, na maior parte das vezes, o paciente reconhece o problema, mas ele não pode controlá-lo.

O diagnóstico é clínico, enquanto o tratamento é individualizado, e pode ser feito por meio de medicamentos - antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina - e pela terapia cognitivo-comportamental. Cerca de 40% dos pacientes não respondem a esses tratamentos e são submetidos a neurocirurgias.

Quando o medo é a causa
Existem as obsessões classificadas como agressivas, sendo algumas delas o medo de ferir, matar ou prejudicar alguém. Há quem evite, neste caso, manusear tesouras, fósforos ou objetos que considerem perigosos. A pessoa com o transtorno chega até a pensar ter feito o ato tão temido, sem realizá-lo. As obsessões mais comuns entre os pacientes são:
• Preocupação com acidentes;
• Preocupação com sujeira, secreções corporais ou contaminações;
• Medo de que algo terrível aconteça a si próprio ou a alguém querido;
• Preocupação com simetria.

Existem ainda a compulsão por verificação (medo de causar uma catástrofe); por contagem, que podem ser associar às de repetição (somas e divisões desnecessárias); compulsões por simetria (verificar constantemente a posição de livros); e os rituais de colecionismo (não se desfazer de objetos inúteis ou descartáveis)."



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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Medo das férias

Sim, você pode não acreditar, mas tem muita gente que sente um arrepio na espinha só de pensar em sair de férias.

Em uma época em que a dinâmica do mercado de trabalho muda a cada dia, somado ao grande número de demissões que estão ocorrendo “motivados” pela crise americana, o direito ao descanso anual, garantido por lei, pode se tornar um problema de saúde.

Isso acontece, porque, apesar de a maioria das pessoas saberem que é uma pausa indispensável para a manutenção da qualidade de vida, algumas simplesmente não conseguem se desligar dos compromissos diários e curtir o descanso merecido.

Como evitar chegar a esse extremo?
Uma das formas para diminuir a ansiedade provocada pela pressão do mercado é, ironicamente, se tornar competitivo.

Procure manter seu currículo atualizado, fazer cursos de aperfeiçoamento (preferencialmente fora do período de férias), buscar uma certificação e manter uma rede social (network).
Esse crescimento constante ajuda a reduzir o medo que temos de sermos substituídos por outra pessoa durante nossas férias ou que a empresa neste período conclua que nossa atividade não é essencial.

Temos também o grupinho dos workaholics ou viciados em trabalho, que com o passar do tempo, não conseguem dar uma pausa ao ritmo de atividades, exigências e metas.
Os 365 dias do ano se tornam insuficientes. Pouco a pouco, a fadiga e a fraqueza, a irritabilidade, a impaciência e a dor muscular podem ficar rotineiras. Somam-se a esses outros sintomas, como o medo, a insegurança e as doenças ocupacionais.

O sinal vermelho é dado quando ocorrem seqüelas mais graves, como infartos e derrames.

Dicas para curtir o descanso sem se estressar

1. Divida as férias em três fases de 10 dias ou duas de 15, por exemplo.
2. Para não se preocupar, quando estiver fora, delegue suas funções a um profissional capacitado.
3. Deixe uma resposta automática sobre suas férias na caixa de e-mails e no celular.
4. Não transfira seus recados para o e-mail pessoal ou celular.
5. Resista à tentação de ligar para o trabalho e saber como andam as coisas na sua ausência.
6. Só faça o que te dá prazer e o que tem adiado por falta de tempo: medite, vá ao cinema...
7. Se vai viajar nas férias, evite sair em seguida. Programe e escolha com antecedência um roteiro que se encaixe ao seu ritmo e gosto pessoal.
8. Volte de viagem ao menos um dia antes de retornar ao trabalho.


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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Estresse no trabalho causa depressão: veja os motivos, os sintomas e a solução

Depressão: causas e conseqüências


"A depressão é hoje considerada uma doença. Ela se instala de forma lenta, em gotas, de maneira que as pessoas não se dão conta do problema. Algumas já têm uma predisposição genética, isto é, se alguém da família já sofreu de depressão, existe a possibilidade de elas sofrerem também", explica a psicoterapeuta Clarice Barbosa.
Ainda existe a depressão reativa, causada por situações difíceis que enfrentamos, como a morte de um ente querido ou o fim de um relacionamento, por exemplo. Porém, é muito comum a depressão causada pelo estresse crônico, principalmente por conta do trabalho. "No trabalho, é onde mais precisamos trabalhar nossa auto-imagem", defende a especialista.

"Engolir sapos, não reagir a eventuais abusos, não conseguir impor seu ponto de vista, não estabelecer limites (enquanto a chefia aumenta demais a carga de trabalho), não falar o que sente, alta expectativa que nunca é atendida, falta de reconhecimento, frustrações constantes. São situações insuportaveis que agravam, aos poucos, o mundo emocional da pessoa. O excesso de trabalho, por exemplo, causa sensação de fracasso. Contornar a depressão irá depender de como a pessoa identifica o problema e busca uma solução", alerta.

A questão principal que devemos relatar aqui é que o depressivo não enxerga soluções no dia-a-dia, mesmo as mais simples, o que ocasiona a queda na produtividade e da criatividade.

Para piorar, muitas vezes, ele não percebe, ou não admite, que está sofrendo da doença. "Aparentemente, a pessoa está bem, feliz. Nunca imaginamos que aquele profissional tão bem-sucedido sofre de depressão, pois ele não conta seus problemas a ninguém. Parece vergonhoso sofrer de depressão", relata Clarice.

Você tem tendência a ter depressão?

A psicoterapeuta explica que é possível nos prevenir, prestando atenção ao nosso mundo emocional. As pessoas com tendência à depressão apresentam as seguintes características:

• Imagem negativa de si mesma;
• Atitude derrotista. "A pessoa pensa que com ela nada dá certo", conta Clarice;
• Perspectiva negativa quanto ao futuro;
• Padrão de pensamento negativo, pessimismo.

Depressão mascarada

Muitas pessoas não notam que estão passando por um processo depressivo por conta de sintomas que "mascaram" a depressão. "As doenças psicossomáticas mascaram a depressão. Tudo aquilo com o que o profissional não consegue lidar, emocionalmente, o corpo acaba sentindo", garante.

De repente, o profissional começa a apresentar problemas gástricos, ou dor de cabeça, insônia ou crises de alergia. Médicos dizem que até mesmo o câncer está ligado a problemas emocionais. "A depressão diminui a imunidade do profissional".

Podemos ainda citar outros sintomas da depressão, como falta ou excesso de apetite (comer muito doce é um sinal de alerta), irritabilidade e excesso de sono. "Alguém que dorme demais nos finais de semana, no lugar de passear e ficar com a família, pode estar fugindo da realidade".

Solução

O mais indicado, em um processo depressivo, é reconhecer o problema e procurar ajuda médica. É provável que seja necessário tomar remédio e tirar algumas semanas de licença do trabalho. "Sozinhas, as pessoas com depressão têm dificuldade de lidar com seus conflitos internos, pois já perderam o referencial".

Como a depressão muitas vezes tem raiz no trabalho, analise melhor suas expectativas com relação ao emprego, sendo realista. "É importante saber o que a empresa espera de você, bem como aonde você pode chegar. Ter um grau de expectativa muito alto pode ser perigoso. Ficar esperando uma promoção, batalhando, desta maneira, muito por ela, pode ocasionar uma frustração".

O conselho é claro: não exagere na dose na dedicação ao trabalho. Não viva apenas esse "mundinho". Outra dica de Clarice é se conhecer, identificando suas expectativas, e ter metas e sonhos. "Busque alternativas para viver um vida mais leve e não ficar focado no trabalho", finaliza.

Compilado por: M.Marchiori- gestão de pessoas

Recomendo a leitura deste post sobre transtorno bipolar


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terça-feira, 9 de setembro de 2008

O que é transtorno bipolar e como ele afeta o seu trabalho?


O transtorno bipolar é um distúrbio bastante comum. "Dizemos que corremos o risco de ter o transtorno alguma vez na vida. Entre 8% e 10% da população sofrem do problema", explica o psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Peng Chei Tung, que escreveu o livro "Enigma bipolar", lançado pela Editora MG, no final de 2007.

Segundo ele, o transtorno é marcado pela variação do humor: uma hora a pessoa está eufórica, feliz e satisfeita, e, no momento seguinte, deprimida. "Mas 90% dos bipolares vivem mais a fase de depressão do que a de euforia", garante o psiquiatra. "Na maioria das vezes, o transtorno é hereditário. Chama a atenção a variação entre a felicidade e a tristeza sem controle, exagerados".

O bipolar e o trabalho

Ocorre que, em algumas épocas da vida, o bipolar é muito cheio de energia, podendo trabalhar 36 horas seguidas, realizando as tarefas de uma semana inteira em apenas um dia e meio. A diretoria fica feliz com os resultados e passa mais trabalho para ele, depositando muitas esperanças nele. Meses depois, no entanto, o profissional pode vivenciar sua fase depressiva e ter dificuldade, inclusive, de ir ao trabalho.

"Ele dorme demais e não consegue acordar na hora, ou dorme pouco e não rende. Há bipolares que arranjam várias coisas para fazer à noite e acabam indo dormir muito tarde. Como resultado, não conseguem acordar na hora e chegam atrasados, mas não alguns minutos atrasados, e sim horas. E se conseguem levantar da cama, ficam cansados durante todo o dia", diz Tung.

Quando o bipolar é valorizado nas empresas

A impulsividade é outra característica marcante do bipolar. Eles falam e fazem o que querem, sem pensar muito. Isso pode ser bom e ruim para a empresa. Bom, porque são poucos os profissionais ousados, criativos, que não têm medo de arriscar. Ruim, porque podem colocar a empresa em situações de risco e vulnerabilidade. Além disso, ao ocupar um cargo de chefia, a pessoa com transtorno bipolar pode acabar sendo injusta e agressiva, embora muitas delas sejam carismáticas e tenham características de líder.

De qualquer maneira, na fase eufórica, o bipolar é muito criativo e "trabalha, trabalha, trabalha", nas palavras do psiquiatra do HC. "São os executivos que acabam sendo bem-sucedidos no mercado. Porém, apesar de o bipolar fazer muito sucesso em sua fase eufórica, pode, de repente, se estressar e ficar deprimido. E então ele entra em um ritmo lento, fica largado, não consegue ir ao trabalho".

Há bipolares que passam a vida toda no estado eufórico. Agitados, podem acabar subindo nas empresas. Enquanto outros podem passar a vida deprimidos. O problema da fase deprimida é que ela implica queda na produtividade e na qualidade do trabalho e absenteísmo.

"O líder que é bipolar, mas que tende à depressão, geralmente é aquele chefe de que ninguém gosta. Está sempre irritado e triste, é chato e perfeccionista. Ninguém suporta", explica. Ainda existe a pessoa com transtorno bipolar que está sempre "flutuando". Às vezes, ela está bem, outras vezes, está mal. A produtividade cai, mas ela faz de tudo para disfarçar.

Depressão versus transtorno bipolar

Deve-se estar atento ao diagnóstico de depressão. Isso porque metade das depressões é bipolar. "Transtorno bipolar é muito confundido com depressão. A diferença é muito, muito sutil. Infelizmente, os médicos estão pouco preparados para fazer o diagnóstico correto".

Tratamento

Não existe uma idade certa para o transtorno bipolar vir à tona. Mas, muitas vezes, o problema aparece na adolescência. Como se trata de uma doença crônica, não existe uma cura permanente. O tratamento é realizado à base de remédios e terapia.

Fontes: Porhtal, Wikipédia


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