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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Contratação temporária de gestores de TI ganha força no País

Com a crise financeira internacional, as contratações de novos profissionais para a área de TI foram riscadas das estratégias de boa parte das organizações. Pelo contrário, muitos gestores se viram obrigados a cortar uma parte da equipe, com o objetivo de atender orçamentos e faturamentos mais enxutos.

"Existe um controle muito mais rígido do headcount. Assim, as contratações estão congeladas, enquanto a carga de trabalho continua muito grande para as equipes", analisa Ricardo Basaglia, gerente da divisão de TI da Michael Page no Brasil, que atua com recrutamento de profissionais. "Isso obriga as empresas a encontrarem alternativas para a contratação de pessoas", complementa o gerente.

Em resposta a essa demanda, Basaglia conta que a Michael Page decidiu trazer para o País um serviço que já oferece na Europa: a contratação temporária de altos executivos. A iniciativa tem como intuito atender às organizações que precisam de um profissional capacitado, mas para atuar em um projeto específico e que tenha duração definida.

Ainda segundo o gerente, desde o lançamento dessa nova modalidade de contratação, em janeiro, a maior demanda tem sido por profissionais de liderança na área de TI. "O que faz sentido, uma vez que as equipes de tecnologia já trabalham com esse modelo de prestação de serviços e isso nada mais é do que uma evolução da terceirização", considera Basaglia..

Sobre os benefícios de uma empresa contratar um profissional por meio da Michael Page e não fazer isso diretamente, o especialista justifica: "nós damos garantias de que, no futuro, essa companhia não vai ter de arcar com ativos trabalhistas."

Para tanto, o modelo desenvolvido pela empresa de recrutamento prevê que os profissionais temporários sejam registrados como funcionários da Michael Page, mas atuem como prestadores de serviços para um determinado cliente.

"Um outro diferencial é que nós já temos um know how muito grande para o recrutamento dos profissionais mais adequados a cada projeto", ressalta Basaglia. Ainda segundo ele, para prestar o serviço, a Michael Page cobra um percentual fixo sobre o salário pago aos executivos durante o projeto.

Quanto ao perfil dos profissionais que mais se ajustam a essa modalidade de trabalho temporário, a empresa de recrutamento informa que busca executivos disciplinados, uma vez que os projetos precisam ser realizados no prazo; e que sejam auto-motivados, já que, na maior parte das vezes, essas pessoas não contam com um apoio integral dos altos executivos da organização.

Fonte: Computerworld


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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Regulamentação das profissões de TI: a quem interessa?

Texto de Roberto Carlos Mayer

Já faz mais de dez anos que tramitam no Congresso Nacional diversos projetos visando à regulamentação das profissões de TI em geral. Alguns referem-se à determinada função específica, como, por exemplo, regulamentando apenas a profissão de analista de sistemas. No entanto, apesar do grande volume de projetos, não existe consenso de que seja uma medida benéfica para o conjunto da sociedade.

Há mais de dez anos, a SBC (Sociedade Brasileira de Computação, associação que congrega os professores dos cursos de computação no país) tem se manifestado de forma contrária à regulamentação. Ainda assim, o volume de projetos de lei em tramitação referentes a esta matéria cresceu nos últimos anos, o que indica, na minha avaliação, a necessidade de chegarmos, de uma vez por todas, a um consenso a respeito do tema...

Do ponto de vista constitucional, as profissões a serem regulamentadas são aquelas cujo exercício representa um risco para a sociedade (quando exercidas de forma incorreta). É verdade que o software de controle de uma central nuclear, ou de uma aeronave, representará um risco para a sociedade se ele falhar. Mas, ao mesmo tempo, a falha de muitos outros tipos de softwares, como os jogos ou os sistemas de previsão meteorológica, não representa risco para a sociedade.

Podemos concluir, então, que algumas aplicações da Tecnologia da Informação, de fato, representam risco para a sociedade. Porém, isto não justifica pagarmos o custo de regulamentar todas as atividades de TI. Precisamos encontrar uma solução intermediária para aumentar o nível de confiança da sociedade apenas quando necessário, sem gerar custos desnecessários ou um "engessamento" do mercado de trabalho.

Assim, torna-se inaceitável querer encerrar a discussão tachando o tema de "inconstitucional" - posição adotada por algumas entidades do setor, assim como a posição de alguns sindicalistas (tanto do lado dos sindicatos patronais quantos dos de trabalhadores) interessados na criação de mais um "cartório" (embora os argumentos públicos deles obviamente sejam outros).

Outro grupo de interesse que tem se posicionado a favor da regulamentação é o das universidades particulares com cursos na área. Para estas instituições de ensino, a regulamentação tornaria os cursos mais atraentes, já que facilitaria o acesso dos formandos ao mercado do trabalho. Por outro lado, sabemos que entre um terço e metade dos profissionais que atuam em TI no país não possuem formação específica em cursos superiores. E, mesmo assim, já há severas restrições quanto a falta de profissionais na área.

Todos os projetos de regulamentação fixam um prazo de experiência mínima (cinco anos, em vários casos) para permitir que estes profissionais continuem na profissão após a entrada em vigor da nova lei. A partir desta exigência, questiona-se: e os demais profissionais? Eles serão demitidos compulsoriamente? Vamos ter mais uma lei que não vai "vingar"? E as empresas constituídas por profissionais com este perfil? Serão obrigadas a fechar suas portas?

Segunda conclusão: qualquer que seja o projeto aprovado é preciso muito cuidado com as regras de transição para a nova situação a ser criada.

Outra conclusão óbvia é que a criação de Conselhos Profissionais que exijam contribuição das empresas e/ou dos profissionais terá que ser uma despesa que tenha contra-partida: não pode apenas "engordar" os cofres do dono do cartório.

Analisando as conclusões acima, parece-nos que qualquer tipo de regulamentação compulsória, geral e irrestrita trará mais problemas que soluções para as atividades de TI no país. De outro lado, a permanecer o "vácuo" legal, continuará a existir a "tentação" de criar cartórios por meio de projetos de lei "patrocinados".

Assim, está na hora de progredirmos na criação de regras que, embora não sejam as "ideais" para nenhuma das partes, sejam as melhores para atender aos interesses coletivos: em determinadas situações, é preciso contar com profissionais "homologados"; a "homologação" não pode ser obrigatória, de forma a evitar transtornos no mercado de trabalho; ninguém deseja mais um cartório com "dono".

Dentro destes interesses coletivos, parece-nos que a melhor solução é a criação de um Conselho Profissional composto pelas entidades empresariais de TI, os sindicatos e as associações acadêmicas, que crie homologações voluntárias para as funções de TI, iniciando por aquelas que podem ser consideradas de risco em determinadas aplicações. As contribuições, neste caso, servirão para custear o processo de homologação (prefiro não usar a palavra certificação) e poderão, conforme o caso, ser absorvidas pelas empresas ou pelos profissionais, de acordo com sua vontade e/ou conveniência.

Finalmente, cabe observar que a criação de uma homologação nestes moldes nos permitiria continuar a competir, no mínimo, em pé de igualdade com aqueles países onde as profissões de TI não são regulamentadas. De outro lado, teríamos um argumento para provar que nossos profissionais são melhores que os dos "outros", que não regulamentaram a atividade.


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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A estúpida Miopia Empresarial

Recebi um texto de autoria do Luciano Pires onde ele conta uma historinha famosa no meio publicitário: a do criativo que bolou uma propaganda muito boa, que tinha como peça principal aquela cena dramática em que King Kong está sobre o Empire State Building em Nova Iorque, sendo atacado por meia dúzia de aviões. Ao apresentar a propaganda para o cliente ele ouve o seguinte:

- Excelente! Ótimo! Mas vou pedir uma mudança. Tire o macaco.

Você já passou por isso? Ver o detalhe fundamental ser esquecido, não compreendido ou simplesmente ignorado por um míope profissional?

Recentemente acompanhei uma situação semelhante no mercado: As comemorações de final de ano foram canceladas!

Teve uma empresa que conheço que inicialmente marcou uma festa grande, em um salão de eventos no estádio de um grande time de futebol de Porto Alegre, duas semanas depois mandou um aviso para seus colaboradores avisando que a festa foi cancelada e que seria transferida para um lugar menor (sinceramente não sei se rolou a festa no final). Outra empresa grande aqui da região levou seus funcionários para um bar onde cada um pagava o que consumia.

Acho isso burrice.

As empresas tiveram um ano ótimo e o que deveria ser uma celebração pelos bons resultados vira tristeza. E a equipe que foi motivada a “dar o melhor de si”, ”superar as expectativas” termina o ano em um clima de terror, com gosto de derrota na boca. Mesmo que as metas tenham sido atingidas ou até ultrapassadas.

Acho que essa comemoração era extremamente importante para estas empresas, pois seria o reconhecimento pelo esforço de todo um ano e a oportunidade perfeita para motivar os funcionários a se prepararem para o ano difícil que teremos.

Em nome da “crise que vem aí” fica proibido celebrar as vitórias.

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terça-feira, 25 de novembro de 2008

5 áreas de TI para investir durante a crise

As maiores empresas de análises de TI - Forrester, Gartner e IDC - estão tendo trabalho para cortar as previsões de gastos com TI em 2009.

Há algumas semanas, a IDC cortou a previsão de gastos com TI em 2009 pela metade, de 5,6% de alta para um crescimento de 2,6% no mundo inteiro.

Estes números estão causando medo aos profissionais de TI. Mas agora é preciso ser forte, aconselha Andrew Reichman, analista da Forrester. "As empresas precisam apertar o cinto, não deixar a calça cair," diz...

Na corretora de valores Morgan Keegan, por exemplo, o seu CIO John Threadgill sabe que certas áreas podem passar por redução de custos. Mas tanto Threadgill quanto seus outros colegas CIOs entendem que outras tecnologias demandam investimento invariavelmente. "Nós vamos continuar investindo onde for necessário," resume.

E quais seriam essas tecnologias? A InfoWorld ouviu analistas e CIOs para definir as 5 tecnologias que o setor de TI não pode parar de investir durante a crise. Confira!

1. Storage: Disco e software de gestão
"Certas coisas não dá para colocar sob o tapete. Storage é uma delas," disse Mark Raskino, Gartner fellow.

Os dados não param de crescer e as normas regulatórias exigem que estas informações sejam guardadas por cada vez mais tempo. Por isso, para a IDC, o gasto com armazenamento em disco vai dobrar a cada dois anos até 2012.

Outra área de crescimento será "ferramentas para gestão do storage que vão ajudar a TI a ter melhor uso do hardware que já possui," disse Steve Minton, vice-presidente na IDC.

Reichman, da Forrester, sugere que tendências como thin provisioning (otimização do uso do espaço disponível e utilizado em redes SAN), deduplicação dos dados e virtualização de storage vai justificar o investimento. "Deduplicação dos dados melhora o desempenho, taxa de sucesso em aplicações. Já a virtualização de storage é uma maneira de ser mais flexível e mover os dados sem interromper a produção."

2. Business intelligence de nichos
Conforme os dados continuam a crescer, a necessidade de ter respostas a partir deles cresce, concordam os analistas da Forrester, Gartner e IDC.

Os gastos com o BI tradicional continuam, mas os CIOs vão destinar mais recursos em análises bem mais focadas, explica Andrew Bartels, analista da Forrester. É "chave a análise que ajuda as empresas a identificar e reter os seus melhores clientes," disse.

Jackie Fenn, também Gartner fellow, afirma que as companhias vão precisar de análise de comportamento. No supply chain, por exemplo, ferramentas que alertam problemas como o fornecedor não tem estoque ou atraso de pagamentos traz valor real.

"A maior quantidade de fontes de dados vai aumentar a necessidade de análises. E os benefícios são inúmeros: cortas custos, evitar erros, prever comportamento dos clientes antes de perdê-los, etc," explica Fenn.

3. Virtualização
Como os investimentos iniciais em virtualização tendem a ser baixos, mas podem gerar retornos rápidos e substanciais. "A virtualização vai continuar a ser popular por que ajuda a diminuir outros custos - especialmente na compra de hardware," disse Frank Gens, vice-presidente da IDC.

Mas a tecnologia tem vantagens além da redução de custo com hardware. "Você pode ser mais eficiente com os servidores e o storage em longo prazo e, se você conhece o tema, o retorno chega rapidamente," disse Reichman, da Forrester.

Mas os CIOs precisam estar atentos. A virtualização força investimentos em segurança, já que o ambiente virtual precisa ser tão seguro quanto o físico.

4. Segurança
Não é nenhuma surpresa. Gens, da IDC, garante que segurança "será sempre a preocupação nº 1 para TI. Com mais recursos na internet, maior a preocupação de que eles estejam seguros."

O foco será maior em segurança para dispositivos móveis que acessam a rede corporativa e as aplicações que rodam neles, garante Minton, da IDC. "Em recessão ou não, nenhuma companhia quer estar na capa do Wall Street Journal por vazamento de dados," disse.

Gartner e Forrester concordam que as companhias seguem investindo em segurança. Raskino diz que os cortes de funcionários e as novas contratações motivam isso. "Crise e recuperação criam churn muito grande de funcionários. Os processos e ferramentas para gerenciar acesso - e cortar – serão críticas," diz.

5. Cloud computing para corporação
Analistas da Forrester, Gartner e IDC concordam que certas ofertas em cloud computing seguem crescendo – e talvez com mais velocidade por conta da crise econômica.

A IDC prevê que o cloud computing vai ser responsável por 9% a 10% dos gastos de TI em 2012, alta de 4% de 2008. "E esta é uma previsão conservadora. Com a crise, os fornecedores vão colocar novas ofertas ao mercado," acrescenta Gens.

Gens vê a guinada rumo ao cloud em soluções as quais a área de negócio foge do departamento de TI para ver os resultados. Ferramentas de automação da força de vendas, produtividade e software para campanhas de marketing estão entre elas. "Nas áreas mais puras de TI - como infra-estrutura, software para infra-estrutura e desenvolvimento de aplicações - teremos poucos compradores potenciais em cloud," afirmou.

Ofertas em nuvem para backup de dados e armazenamento de arquivos são "uma grande idéia que fazer mais sentido em termos de custo" do que o modelo tradicional, disse Reichman, da Forrester.

Raskino, do Gartner, acredita que ferramentas como e-mail, storage e suítes de produtividade em cloud vão ser tornar interessantes para os CIOs durante a recessão. "Esta é uma boa época para apostar em um argumento focado em redução de custos, então poderemos ver áreas de TI assumindo o risco de tecnologias em cloud se elas estiveram suficiente maduras," concluiu.

Fonte: Computerworld


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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

180 mil demissões na área de TI

desempregadosA previsão é que 2008 encerre com um total de 180 mil profissionais demitidos. O número pode parecer alto, mas ainda é absurdamente menor que os 700 mil desempregados com o estouro da bolha da internet...

A consultoria Challenger Gray & Christmas diz que até 31 de Outubro deste ano foram demitidos dos setores das telecomunicações, electrônica e computação 140,42 mil funcionários, 69,654 mil dos quais no terceiro trimestre do ano.

O maior corte deste ano foi da HP, com 24,6 mil funcionários a serem dispensados após a conclusão da compra da EDS por 13,9 mil milhões de dólares.

Neste número não se incluem os valores para dispensas anunciados pela Sun MicroSystems no final do mesmo mês, momento em que o mundo soube que a empresa iria despedir entre 5 a 6 mil trabalhadores.

Fonte: Tek


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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Como será o próximo ano para as empresas de tecnologia?

bola de cristalTexto de Pedro Marques, editor assistente do IDG Now!

A crise global trouxe perspectivas pouco otimistas para a economia como um todo. A iminente recessão deve fazer com que os consumidores e empresas tirem o pé do acelerador e gastem com mais cautela em boa parte do próximo ano. Mas isso não quer dizer que o período vai ser tenebroso para a economia em geral - e mais especialmente para o setor de tecnologia, de acordo com consultores ouvidos pela reportagem do IDG Now!.

"De maneira geral, um desaquecimento afeta todos os setores e o aumento do dólar pode prejudicar alguns mercados que têm insumos importados. Mas a IDC não prevê um mercado (de tecnologia) menor em 2009", disse Reinaldo Roveri, gerente de pesquisas de Enterprise Solutions da IDC Brasil.

Segundo Roveri, o que deve acontecer é uma desaceleração nos gastos, com muitos "projetos postergados para o próximo ano". Uma parada geral, no entanto, não está no horizonte. "As empresas não podem parar de funcionar. Muitos projetos que já estavam no meio são mais caros de serem cancelados do que finalizados", disse o consultor.

Ele destaca ainda que os últimos meses de 2008 não serão tão ruins como se pensava. "A grande expectativa envolve os meses de novembro e dezembro. Por um lado temos grandes forças inibidoras, como a variação da taxa de câmbio e o nível de conservadorismo das empresas", disse. "Do outro, temos a necessidade das empresas de gastar seus orçamentos. Como elas prevêem uma desaceleração, é provável que elas corram para comprar o máximo possível para usar em 2009."

Ordem é economizar
Nesse cenário, quem sai na frente são as empresas de serviços e de soluções voltadas a reduzir gastos. "Todas as tecnologias que contribuem para uma redução de custo, como sistemas de virtualização, voz sobre IP e softwares de análise de risco, saem na frente", disse o analista da IDC

A consultora de tecnologia Amyris Fernandes ecoa a opinião do colega. "O setor de prestação de serviços vai ter um grande valor e vai ser mais apreciado daqui para frente", disse ela. "De uma maneira geral, o setor de software, sofrerá uma redução. Hoje em dia, todo mundo tem tecnologia suficiente dentro de casa. O negócio agora é aproveitar melhor a base instalada", afirmou.

Serviços de cloud computing e web 2.0, como o Google Docs, também estão em alta. "Todo software gratuito de produtividade será atrativo", disse Roveri. Segundo ele, isso cria oportunidades. "Aquelas empresas que continuarem oferecendo serviços para os internautas tendem a ganhar dinheiro."

Games em alta
Um setor que deve continuar navegando em ondas relativamente tranqüilas é o de entretenimento, segundo a consultora Amyris Fernandes, com destaque especial para os jogos eletrônicos. "A indústria de entretenimento ganha mais do que qualquer outra. Uma das razões é o famoso 'pão e circo': as pessoas consomem mais produtos relacionados com diversão, sem sair de casa", afirmou.

Mas, na avaliação da consultora, a alta do dólar deve atingir os aparelhos considerados topo de linha. "Os produtos muito caros não vão ser absorvidos" no mesmo ritmo de 2008. Roveri, da IDC, concorda. "A classe A e B, que não consegue viver sem computador, deve continuar comprado computadores, por exemplo," disse o consultor. "Mas aqueles produtos que têm apelo menor ou são mais dispensáveis serão mais afetados."

Segundo o analista da IDC, a instabilidade econômica vai afetar o mercado de tecnologia brasileiro pelos próximos dois anos. "O pior ano da crise deve ser 2009. Em 2010 teremos uma certa tensão por causa da sucessão presidencial", afirmou. Já Amyris não considera a situação preocupante. "Tudo vai voltar a um patamar que a gente muito tempo não via, que é o patamar normal. O que a gente chama de crise é um retorno ao bom senso."

Fonte: IDG Now!

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TI é responsável por 11% das contratações de outubro

De acordo com a pesquisa realizada pela consultoria Ricardo Xavier, as oportunidades em TI só perderam para as áreas Comercial e Administrativa, ambas com 13% do total.

Outro dado relevante levantado pelo estudo mostra que, após dois meses da eclosão da crise financeira mundial, foi a primeira vez no ano em que houve uma descontinuidade no aumento de vagas. O período teve 8,26% menos postos que em setembro deste ano, que por sua vez havia crescido 6,63% em relação a agosto.

As empresas internacionais foram as mais afetadas. O levantamento da Ricardo Xavier mostrou que, das 2 921 vagas abertas em outubro, 2 286 delas (78,26%) vieram de empresas nacionais. A queda só não foi maior pois a influência das contratações estrangeiras é pequena no Brasil. De acordo com Hélio Terra, presidente da consultoria, a maioria das oportunidades está em empresas de pequeno e médio porte, de capital nacional.

Embora tenha havido uma diminuição das contratações no mês de outubro, algumas capitais do país tiveram crescimentos significativos. É o caso de Curitiba (PR) e Salvador (BA), por exemplo. As duas capitais mais que dobraram o número de posições abertas com relação a outubro do ano passado. Curitiba cresceu 143,51% e Salvador, 178%.

Fonte: Info Online


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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O que acontecerá com o mercado de TI nos EUA?

Obama e a tecnologiaPerto do final das eleições americanas, o ainda candidato, Barack Obama divulgou um vídeo discutindo seus planos para políticas relacionadas à tecnologia.

O vídeo foi colocado no YouTube e reúne trechos de uma palestra concedida por Obama no escritório do Google em novembro de 2007...

No discurso, Obama prometeu duplicar fundos federais para pesquisa básica e implementar uma taxa de crédito permanente para pesquisa e desenvolvimento. Ele também discutiu planos para leis antitruste mais severas e uma série de outras propostas:

- Colocar dados governamentais online em formatos acessíveis universalmente;
- Abrir fóruns para comentários públicos, sugestões e perguntas e respostas gerais sobre legislações pendentes;
- Ter certeza que cada residente americano e cada escola, hospital e biblioteca tenha acesso à internet banda larga;
- Melhorar padrões de velocidade de banda larga;
- Encorajar a ciência e a educação tecnológica;
- Apoio à necessidade de registro médico eletrônico;
- Aumentar investimentos em energia renovável.

O Channel Web elencou cinco razões para que os canais norte-americanos que fornecem para a esfera pública, e o mercado de TI em geral, sintam-se animados.

1) Obama sabe como estimular a tecnologia rumo ao sucesso
Obama será o primeiro presidente que sabe como usar a tecnologia de forma a forçar mudanças. Não apenas usou a web para levantar uma quantia sem precedentes de dinheiro, mas a usou como ferramenta para energizar e organizar milhares de voluntários.

2) Obama vai usar a tecnologia para transformar a forma de trabalho do governo
É quase certo que a administração de Obama, que demonstrou como a tecnologia pode virar o jogo no processo eleitoral, vai usa-la para transformar o modelo de trabalho do governo. De colaboradores baseados nas trincheiras do País, a executivos top, que gerenciam fartos orçamentos e órgãos, todos esperam grandes mudanças na forma do governo utilizar a TI de forma mais eficiente e levar mais serviços à sociedade. Há uma grande oportunidade para canais que podem oferecer isso ao governo. A ênfase será dada em soluções técnicas que reduzem custo e melhoram os serviços.

3) TI verde se torna uma prioridade com o apoio de Obama
A TI verde não é mais um imperativo político, mas econômico. Consolidação, virtualização, e sistemas com uso energético mais eficiente, como blades e thin clients serão a ordem do dia. Economizar energia com sistemas e processos verdes estão amplamente alinhados com o compromisso de Obama com a questão do aquecimento global.

4) Tecnologia antiquada que não funciona será abandonada
Muitos sistemas legados custam muito para operar, não são eficientes e, frequentemente, são impossíveis em termos de manutenção. Um presidente que entender como a tecnologia disponível, que é barata e padronizada, pode mudar o mundo, não vai tolerar ferramentas que façam o contrário.

5) Obama vai ser o primeiro presidente online
Não se pode enfatizar quão importante isso será no futuro. Obama mobilizou um exercito de voluntários para mudar a política nos Estados Unidos. Por que parar por aí? Pense na pauta política internacional. A internet é uma força global que rompe fronteiras e, um presidente que entende seu poder e sabe como usa-la, só pode integrar o mundo. Qualquer canal que puder ajudar nessa tarefa vai lucrar rápido na administração Obama.

Agora vamos ver quais os reflexos destas medidas no mercado brasileiro.


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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

22 mil demitidos na área de TI

De acordo com o serviço Layoff Tracker, criado pelo blog TechCrunch desde o dia 18 de setembro até o momento 22.648 profissionais, de 64 empresas da área de informática, foram demitidos.

As maiores reduções de postos de trabalho (19,4 mil, equivalentes a 85% do total) estão programadas para ocorrer na Dell, Xerox, Qimonda, eBay, Micron Technology e Yahoo.

O Layoff Tracker traz uma lista com o nome de cada empresa, o número de demissões e a fonte da notícia. Grande parte das demissões foram anunciadas entre os dias 16 e 27 de outubro.

Sobre a Xerox, não é novidade para quem acompanha esse blog. Já havia comentado que mesmo com previsão de crescimento eles iriam demitir aproximadamente 3.000 funcionários.

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sua empresa está lucrando? Então é hora de demitir!

Olha que interessante a dinâmica do mercado: primeiro li que a Xerox faturou US$ 4,4 bilhões, tendo um crescimento de 2% no terceiro trimestre de 2008.

Ela conseguiu isso devido a um lucro de US$ 0,29 por ação neste período.

O mais legal é que para o próximo trimestre a Xerox prevê resultados entre US$ 0,34 e US$ 0,36 por ação.

Raciocínio simples: lucro de 0,29 = crescimento de 2%, logo, lucro de 0,34 = um ótimo crescimento.

Qual a atitude da Xerox neste caso?

A Xerox anunciou que vai cortar 5% de sua força de trabalho, o equivalente a cerca de 3 mil funcionários. A medida faz parte de um esforço para conter as perdas relacionadas à crise do mercado financeiro, segundo o jornal Wall Street Journal.

Se tendo lucro e prevendo crescimento eles demitem 5% dos funcionários, fico imaginando o tamanho do corte tiverem prejuízo

Não é a primeira empresa que vejo usando a desculpa da crise do mercado financeiro para maximizar seus lucros demitindo pessoas...

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Relacionamento conta pontos

Muitas empresas pensam que estão investindo em relacionamento com o cliente, mas na verdade fazem apenas um programa de pontos. O que pode não parecer, mas é muito diferente.

Vamos fazer isso ficar pessoal. Acho improvável que alguém já tenha ouvido frases como:
- Legal, Carlos. Se você participar de mais cinco happy hours, vai ser promovido à categoria "bom amigo". Mas tem que ser até o fim do mês que vem, senão seus pontos-cerveja vão expirar.

Se a relação do cliente com a empresa se resume meramente a pontos, isto vira uma commodity. Já vi muita gente trocar de companhia aérea não porque uma é melhor que a outra, mas porque dá mais milhas.

Outro exemplo: a cada conta de celular paga, eu ganho milhares de pontos da Claro - que apesar de parecerem numerosos, vão valer 5 ou 10 reais de desconto pra trocar de aparelho.

Eu me sentiria muito mais feliz com a marca se ao invés disso - ou além disso -, eles me ligassem e dissessem "Olha, como você não gastou toda sua franquia de minutos, vamos te dar 10 reais de desconto na conta do mês".

Com a tecnologia, fica muito fácil identificar o perfil do cliente. Então ele não precisaria mostrar um cartãozinho colorido de fidelidade (você lembra onde estão todos os seus cartões de milhas, descontos, etc?).

E reconhecendo seus bons clientes você pode dar atendimento preferencial, avisar antes dos lançamentos da empresa - já que talvez ele seja um evangelista da marca - e oferecer seu melhor serviço possível. Por exemplo, se você tem uma loja virtual, pode priorizar a entrega dos melhores clientes.

Pontos são commodities mensuráveis. Relacionamento é o que está além disso, é mais subjetivo, mais difícil de conseguir e - voltando ao business - uma vantagem competitiva muito maior.

Se sua empresa souber trabalhar bem o relacionamento, terá consumidores mais fiéis. E você vai poder ficar mais tranqüilo pra ir a happy hours com seus amigos, mesmo que isso não valha pontos.

Texto de Emerson Niide

Fonte WNews


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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Mercado de TI considera crise grave para os negócios

O giro de informações e palpites no mercado, fruto dos fortes abalos financeiros mundiais das últimas semanas, serviu de material de trabalho para a consultoria especializada em canais Advance Marketing.

A empresa entrevistou 1.235 executivos do mercado de tecnologia, a fim de perceber os efeitos da crise em seus negócios. E, para 84% desse grupo, o colapso financeiro recente é classificado como grave ou muito grave para os negócios. Apenas 16% das empresas apontam o momento como "não grave".

Nesse contexto, na análise das respostas, a consultoria percebeu que usuários e fabricantes consideram a crise mais grave, enquanto revendas e distribuidores têm uma percepção mais amena do cenário.

Os executivos entrevistados, em sua maioria (73%), apostam que o tempo para sanar o quadro atual vai ser superior a um ano.

O estrago

Na visão do mercado, a retração generalizada do segmento (62%) e o valor dos produtos em função da alta do dólar (23%) são as principais conseqüências dos acontecimentos recentes.

Também foram citados como efeitos do cenário atual a retração nas compras dos clientes nacionais (9%); a possibilidade dos fornecedores internacionais investirem menos no Brasil (3%); e a redução nas compras de clientes multinacionais (2%).

Por outro lado...

Há quem observe vantagens nascidas da crise. Para 53% dos entrevistados, o momento de crise pode gerar uma redução da concorrência internacional. Além disso, 20% dos executivos imaginam que pode haver um aumento nas compras de clientes nacionais; enquanto 17% deles avaliam, ainda, a possibilidade de alta na oferta de serviços para clientes internacionais e 9% vêem chances de aumento nas exportações.

Apesar do otimismo de alguns, no entanto, 19% dos profissionais não vêem nenhum lado positivo no contexto atual.

Fonte: IT WEB


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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Empresas de TI sofrem com forte queda na Bovespa

Apenas a Totvs escapou da desvalorização em mais um dia de forte queda na Bovespa. Surpreendidos por notícias de possíveis quebras de bancos europeus, os investidores iniciaram o dia em pânico, levando a Bolsa de Valores de São Paulo a cair mais de 15% e interromper o pregão por duas vezes.

Ao meio dia, as empresas de TI amargavam fortes perdas, que superavam 17%, casos da Positivo Informática e da Ideasnet. No final do dia, a bolsa conseguiu se recuperar um pouco, fechando com queda de “apenas” 5,43%, amenizando os prejuízos.

De forma geral, todas as empresas foram mal no dia de hoje. As maiores quedas foram da B2W, gigante do comércio eletrônico, 17,94%, e da Positivo, 16,58%. A Ideasnet fechou o dia com perda de 14,57% em suas ações.

A Itautec fechou o pregão com desvalorização de 8,78% e a Bematech, da área de automação comercial, registrou perdas de 7,44%. O UOL foi a empresa que menos perdeu, 3,46%.

Na contramão do movimento, as ações da Totvs subiram 3,46%. A empresa chegou a apresentar queda de quase 9% ao longo do dia, mas conseguiu se recuperar e fechar com resultado positivo.

Fonte: Computerworld


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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Maturidade profissional em TI

O mercado de tecnologia da informação deverá desacelerar-se nos próximos anos. A expectativa é de que o setor já em 2008 não cresça no Brasil tanto quanto no ano passado, devendo paulatinamente expandir-se cada vez menos, até se estabilizar. Mesmo assim, o País continuará sendo um dos maiores consumidores de TI do mundo. O avanço consolidado da economia nacional é um trunfo em meio à falta de um "boom" na área, como foram o ERP e a internet tempos atrás.


Os ramos siderúrgico, financeiro, petroquímico, automobilístico e da construção civil e mineração impulsionaram os negócios em território brasileiro. São atividades que movimentam muito dinheiro e têm necessidade grande e permanente de buscar inovação. Porém, os pequenos e médios empreendimentos surgidos nos últimos anos também consumirão tecnologia como nunca, devido à nova fase que estão vivendo, de estabilidade e expansão dentro do atual sistema econômico nacional - mais focado no mercado externo e no atendimento à massa da população brasileira que saiu da pobreza e se tornou efetiva consumidora de bens e serviços.

O fato é que o mercado nacional de TI já está maduro, seguindo o que aconteceu nos países desenvolvidos. O ingresso de novas tecnologias está mais escasso e os custos de software, hardware e serviços, bastante nivelados - para baixo. Atualmente, o diferencial tem sido a prestação de serviços na área, aliada à flexibilidade de atender as transformações que envolvem a economia globalizada.

Outra prova do grau de maturidade do setor é o modelo de compras para serviços complexos de TI. Há um tempo as empresas faziam leilões para qualquer tipo de aquisição e a experiência mostrou não ser eficaz para atividades mais críticas. Vale dizer que isso não foi copiado do Exterior. Aparentemente, a prática foi fruto da vontade de mostrar transparência no processo. Hoje, o mercado entendeu que transparência é tratar abertamente com seu fornecedor por meio de regras claras e, por conta disso, estes leilões, no segmento privado, diminuíram bastante.

Segundo a IDC, no mercado de TI, o Brasil gasta 40% em serviços, 44% em hardware e 16% em software. É bem provável que, nos próximos anos, o segmento de serviços supere o de hardware, como já acontece na média mundial de distribuição do mercado de tecnologia. Outsourcing, desenvolvimento e integração devem liderar a categoria.

Não há muita novidade nisso. O diferencial será das empresas de TI que oferecerem mais valor agregado ao cliente, entregando projetos em prazos mais curtos e dispondo dos melhores parceiros na realização das iniciativas e de mão-de-obra qualificada, que saiba aliar tecnologia e negócios sem que isso gere desgaste - financeiro, de tempo e, principalmente, nas relações entre a empresa e a indústria de tecnologia. Tudo isso com conhecimento em segurança, virtualização, mobilidade, convergência, governança, alta performance e flexibilização na implementação de projetos.

Há algumas décadas, um técnico em informática esforçava-se em aprimorar um conjunto de sistemas integrados. Ele não dava muito bola ao que acontecia ao seu redor e o que isso poderia representar à empresa em termos de ganho e eficiência. Hoje, é com o "ao redor" que devemos nos preocupar, para o bem da tecnologia, dos players da área e, principalmente, dos que a estão utilizando.

Texto de Rui Rosado


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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Crise afeta duramente empresas de TI nos EUA



A crise financeira iniciada nos Estados Unidos gerou desdobramentos fortemente negativos para empresas de tecnologia nesta segunda (6).

A bolsa eletrônica Nasdaq registrava na tarde desta segunda recuo de 4,62%. Entre os nomes importantes do setor, a SAP, AMD, Palm e RIM perdiam mais de 10% de seu valor num único dia. A líder em perdas é a SAP, que recuava 15% após anunciar que terá lucros no semestre menor que o esperado.

Líderes da indústria global como Google, Intel e Microsoft viram seus papéis caírem entre 4% e 5%. O Yahoo! perdeu 8% de seu valor. A companhia, que recusou uma oferta bilionária da Microsoft no início deste ano, vê agora o valor da empresa encolher fortemente.

A crise financeira agravou-se nesta segunda após a Alemanha admitir que seus bancos de investimento também apresentam risco de insolvência. A Alemanha é o primeiro país a admitir claramente que alguns de seus bancos correm risco após a quebradeira iniciada nos Estados Unidos.

Fonte: Info


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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Setor de TI na América Latina deve gerar US$ 51,45 bi em 2008

Levantamento da IDC aponta que o mercado de TI na América Latina vai movimentar 51,45 bilhões de dólares no ano de 2008, alta de 14% no ano.


O crescimento em dígitos duplos vai acontecer, de acordo com a empresa de pesquisas, até 2011, com a alta anual média de 11,6% ao ano.

Em relatório divulgado no início do ano, a IDC estimava um crescimento menor: alta de 12,8% para 48 bilhões de dólares.

Hoje, a TI significa 4% do mercado mundial de TI. Deste montante, o Brasil é responsável por pouco menos da metade do faturamento (46,9%.). A segunda colocação é da Argentina, mas com um tamanho muito menor (6,1%), seguida pelo do Chile (5,1%).

Matias Berardi, gerente de pesquisas da IDC, disse em webcast sobre o levantamento que o bom desempenho da América Latina acontece mesmo com a crise financeira nos Estados Unidos. “Apesar da lentidão econômica, a AL segue como uma das principais regiões emergentes no mundo. E continua como uma das melhores regiões para fornecedores de TI”, disse.

Ele disse que a maior fatia dos investimentos latino-americanos em TI foi em hardware (59%), com a compra de servidores, PCs, entre outros. Logo depois, chega o setor de serviços com 29% e software com 12% dos aportes.

O mercado de consumidor final representa mais de 20% dos investimentos. Berardi afirma que esse número significativo acontece por conta da maior facilidade de conseguir crédito, além da desvalorização do dólar. “Esperamos que o mercado de PCs cresça em quase 26% em unidades na América Latina em 2008”, disse.

Fonte: Computerworld


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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Empresas brasileiras de tecnologia sofrem com queda da Bolsa

Empresas de TI listadas na Bovespa tiveram queda média de 8% no valor de suas ações. B2W foi campeã, com menos 16,49%.

A rejeição do pacote de ajuda às instituições financeiras pelo Congresso norte-americano teve seus efeitos também no mercado brasileiro e nas empresas locais de tecnologia. Além da alta do dólar, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou o pregão da segunda-feira (29/09) com queda de 9,36%, enquanto as companhias de tecnologia listadas na bolsa tiveram queda média de 8% no valor de suas ações.

Na outra ponta estavam empresas ligadas a internet. O UOL apresentou perdas de 2,87% e teve cada uma das ações cotadas a 7,09 reais, enquanto a Ideiasnet fechou o dia com perdas de 2,94% e cada uma de suas ações cotada a 3,95 reais.

Na média, as empresas de TI listadas na Bovespa tiveram perdas de cerca de 8%. A Totvs, que havia sobrevivido à primeira queda da bolsa, fechou o dia com valor de mercado 8,02% menor, com cada ação cotada a 46,40 reais. A fabricante de computadores Positivo apresentou perdas de 8,13% e terminou o dia com ações cotadas a 7,45 reais cada. Fechando a lista, a Itautec teve queda de 8,78% no valor de suas ações, que fecharam o dia custando 36,02 reais cada.

Fonte: IDG Now!



Até que ponto você acha que a crise americana irá nos afetar?



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