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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Como se dar bem no novo emprego?


Por Fábio Bandeira de Mello - www.administradores.com.br

Entrar em um novo emprego sempre cria muitas expectativas na pessoa, principalmente, nas primeiras semanas. Vem a tensão de buscar fazer tudo certo, aquele “friozinho na barriga” e saber como será o relacionamento com os demais colegas de trabalho e seus superiores.

Nesse momento, existem pontos que podem influenciar de forma positiva ou negativa esse início. Fatores como atitude, gerenciar bem o tempo, transmitir uma boa imagem, trabalhar em equipe e pontualidade, são quesitos bem analisados pelos chefes nas primeiras semanas.

Para ensinar as melhores maneiras para o recém-contratado se dar bem no novo emprego, o Portal Administradores entrevistou o professor da UERJ, Julio Sergio Cardozo, consultor em gestão corporativa e “coaching” para executivos e autor de diversos artigos sobre gestão de negócios. Confira!

1) Ele está empregado. Agora, qual o segundo maior desafio a ser vencido?

O desafio agora é se "enturmar", ser aceito, fazer parte do grupo e conseguir as coalizões necessárias para progredir no novo emprego.

2) Quais são as principais dicas para o recém-contratado obter o máximo da sua nova oportunidade?

Prestar muita atenção no protocolo, muito das vezes não escrito. Refere-se ao comportamento dos demais e procurar não ser muito diferente. Pautar o seu comportamento por humildade, vontade de colaborar e estar sempre pronto para executar o que for solicitado com dedicação e afinco. Procurar se relacionar bem com os pares e superiores hierárquicos, aprender o modelo de liderança dos seus chefes e descobrir o que o chefe mais valoriza.

3) Quais as cinco principais aptidões necessárias para se dar bem em qualquer empresa?

Ética, espírito de colaboração, motivação, alegria e ambição para crescer.

4) Como administrar o tempo a seu favor?

O tempo é uma variável inelástica, isto é, não se recupera o tempo perdido. Procurar racionalizar as tarefas a ponto de executá-las no menor tempo possível e sempre aproveitar o tempo eventualmente disponível para aprender mais sobre a empresa, estudar para aperfeiçoar ou adquirir competências. Sempre que possível procure o chefe para conversar sobre como ajudar ainda mais a empresa a conseguir os resultados desejados.

5) Como moldar a imagem profissional correta dentro dos paramentos da nova empresa?

Prestar atenção nos demais e ver como eles agem. Fazer as perguntas pertinentes durante as sessões de engajamento. Normalmente, as empresas têm eventos para novos funcionários famializarem com as regras, normas e protocolos.

6) O trabalho de equipe é fundamental para demonstrar o seu potencial. O que fazer quando não se está integrado a alguma equipe?

Descobrir porque não está se integrando, conversando francamente com o chefe. Pode ser que o problema seja da própria pessoa. Em alguns casos, é melhor procurar outro lugar. É uma decisão exclusivamente pessoal. Não se deve ficar em um lugar onde não se está feliz.


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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Quem disse que preguiça é pecado?

Markus FrindMarkus Frind trabalha uma hora por dia (no máximo) e fatura US$ 10 milhões por ano. Como ele consegue? Com uma estratégia clara, uma organização simples e o melhor: sem esforço.


Às 10 da manhã, Markus Frind sai de seu apartamento rumo ao trabalho. É uma curta caminhada pelo centro da cidade canadense de Vancouver, mas o percurso parece difícil. Não porque Frind seja preguiçoso. Bem, ele é um tanto preguiçoso, mas essa é uma outra história. O problema é que ele ainda está se habituando à ideia de um trajeto até o trabalho cuja distância seja maior do que entre sua sala e seu quarto. A empresa de namoros online de Frind, Plenty of Fish, está recém-situada no 26º andar de um arranha-céu na cidade.
O espaço reluzente poderia facilmente abrigar 30 empregados, mas quando Frind entra há um silêncio assustador – apenas uma sala com carpete novo, paredes cheirando a tinta e oito monitores de computador de tela plana. Frind derruba a sua bolsa e senta-se diante de um deles. Olha para a mesa. Há um pedido de US$ 180 mil esperando por sua assinatura. É da VideoEgg, uma empresa de São Francisco que está pagando para Frind exibir uma série de comerciais da cerveja Budweiser no Canadá. Como a maioria de seus contratos de publicidade, este encontrou Frind. Ele nem sequer tinha ouvido falar da VideoEgg até uma semana atrás. Mas geralmente você atrai a atenção dos anunciantes quando está gerando 1,6 bilhão de páginas da web por mês...

“1,6 bilhão”, diz Frind lentamente, estalando os lábios no “bi”. “Talvez haja dez sites nos Estados Unidos com mais do que isso.” Cinco anos atrás, ele criou o Plenty of Fish sem dinheiro ou plano e com conhecimento precário de como montar uma empresa na web. Hoje, segundo a firma de pesquisas Hitwise, sua criação é o maior site de namoros na internet dos Estados Unidos e possivelmente do mundo. Seu tráfego é quatro vezes maior que o da pioneira dos namoros Match, que tem centenas de funcionários. Até 2007, Frind não tinha equipe. Atualmente, ele emprega apenas três funcionários de atendimento ao cliente, que verificam mensagens spam e deletam imagens de pessoas nuas do site, enquanto Frind cuida de todo o resto.

Incrivelmente, Frind montou sua empresa de modo que “todo o resto” significa quase não fazer nada. “Eu geralmente faço tudo na primeira hora”, ele diz, antes de uma pequena pausa para pensar melhor. “Na verdade, é nos primeiros dez ou 15 minutos.” Para demonstrar o que diz, Frind vira-se para seu computador e começa a mexer em um software gratuito que ele usa para gerenciar seu inventário de publicidade. Enquanto isso, ele se queixa do alto índice de Imposto de Renda no Canadá, um problema sério, considerando-se que a Plenty of Fish registrou uma receita de US$ 10 milhões em 2008, com margens de lucro superiores a 50%. Seis minutos e 38 segundos depois de começar seu dia de trabalho, Frind fecha o navegador da web e anuncia: “Terminei”.

Terminou? De verdade? “O site praticamente funciona sozinho”, ele explica. “Na maior parte do tempo, eu apenas fico sentado assistindo.” Há tão pouco a fazer que ele e sua namorada, Annie Kanciar, passaram a maior parte do último verão tomando sol na Riviera Francesa. Frind verificava por um ou dois minutos se não havia mensagens de erro sérias, e então voltava a beber vinhos caros. Um ano atrás, no México, eles relaxaram em um iate com quatro amigas de Annie. “Eu e cinco garotas”, ele diz. “Vida dura…” Quando Frind se levanta para sair, eu lhe pergunto quais são seus planos para o resto do dia. “Não sei”, ele responde. “Acho que vou dar um cochilo.”

É um conto de fadas do século 21: um jovem cria um site em seu tempo livre. Ele é desconhecido, igual a qualquer um de nós. Não estudou no MIT, em Stanford ou qualquer outra faculdade de quatro anos, mas é incrivelmente brilhante. Saltou sem destino de emprego em emprego, mas secretamente é ambicioso. Constrói sua companhia por conta própria e no seu apartamento. Na maioria das histórias, é aí que começa a vida dura – longas horas de trabalho, noites sem dormir e experiências empresariais terríveis. Mas este enredo é muito mais agradável. Frind não trabalha mais de 20 horas por semana nas épocas mais movimentadas. Cinco anos depois, ele dirige um dos maiores sites do planeta e paga a si mesmo mais de US$ 5 milhões por ano.

Aos 30 anos, Frind não parece o tipo de sujeito que dirigiria qualquer negócio líder de mercado. Tranquilo, de aparência comum, é o tipo de pessoa que pode desaparecer em uma sala cheia de gente e que parece ocupar menos espaço do que seu corpo avantajado poderia sugerir. Os que conhecem Frind o descrevem como introvertido, inteligente e um pouco estranho. “Markus é um desses engenheiros que ficam mais à vontade sentados na frente de um computador do que conversando com alguém cara a cara”, diz Noel Biderman, cofundador da Avid Life Media, uma empresa baseada em Toronto que possui vários sites de namoro.

Quando decide abrir a boca, Frind pode ser surpreendentemente franco. Segundo ele, o Yahoo é “uma piada total”, o Google é “um culto” e o Match está “morrendo”. “Nunca conheci ninguém tão competitivo. Ele diz exatamente o que pensa”, afirma Mark Brooks, um consultor de marketing que assessora Frind desde 2006. Quando peço para Frind falar sobre o que faz nas 23 horas do dia em que não está trabalhando, ele se esforça para responder, então olha desesperado para Annie. Ela é uma loura esguia com um sorriso fácil e uma gargalhada calorosa, que usa literalmente para tentar fazer Frind se abrir mais. Annie dá algumas sugestões – videogame, viagens para esquiar, caminhadas – e então tenta concentrar as energias dele. “Estamos tentando convencê-lo de que somos interessantes”, diz delicadamente.


MERGULHO NA MATEMÁTICA
Frind passou seus anos de formação em uma fazenda de cereais. Sua cidade natal, Hudson’s Hope, é um lugar frio e isolado não muito longe do ponto inicial da Rodovia do Alasca. Os pais de Frind, agricultores alemães que emigraram pouco antes de seu quarto aniversário, compraram uma área de 480 hectares a 15 quilômetros da cidade e, no começo, moraram em um trailer sem eletricidade, telefone ou água corrente. Os vizinhos mais próximos da família estavam a dois quilômetros de distância, e, exceto por um irmão mais moço, Frind não teve amigos.

Em 1999, depois de se formar em uma escola técnica com especialização em programação de computadores, Frind conseguiu um emprego em um shopping center online. Mas logo a bolha das pontocom estourou e ele passou anos pulando de uma novata falida para outra. Quando estava empregado, era uma tortura. Seus colegas engenheiros pareciam escrever deliberadamente códigos insondáveis para proteger seus empregos. “Literalmente eu levava quatro ou cinco horas”, ele diz – uma eternidade no tempo de Markus Frind – “só para decifrar esses códigos.” Mas arrumar a bagunça dos outros ensinou Frind a simplificar rapidamente códigos complexos. Em seu tempo livre, ele começou a trabalhar em um software que se destinava a encontrar números primos em progressão aritmética. O tema é um constante desafio na matemática porque exige muita potência de computação. Ele terminou o projeto-hobby em 2002, e dois anos depois seu programa descobriu uma série de 23 números primos, a mais longa já encontrada. (O recorde de Frind foi superado depois, mas não antes de ser citado pelo matemático da Universidade da Califórnia em Los Angeles Terence Tao, vencedor da prestigiada Medalha Fields.). “Eu estava aprendendo a tornar o computador o mais rápido possível”, diz.

No início de 2003 a economia tecnológica em Vancouver ainda não havia se recuperado e o sexto empregador de Frind em três anos estava demitindo metade de sua força de trabalho. Temendo perder o emprego mais uma vez, Frind decidiu construir o site mais difícil que pudesse imaginar. O namoro online foi uma escolha inspirada, pois o ato de construir uma rede intricada de piscadelas, sorrisos e expressões eletrônicas exige uma habilidade de programação significativa. “Eu tinha um desejo ardente de ter alguma coisa estável”, ele diz. “E realmente não queria trabalhar.” Com a dedicação de algumas horas por noite durante duas semanas, Frind construiu um tosco site de namoro, que batizou de Plenty of Fish. Era incrivelmente simples – apenas uma lista de anúncios pessoais sem enfeites. Mas oferecia algo diferente de qualquer grande companhia do gênero: era grátis.

Os sites pagos podiam gastar US$ 30 ou US$ 40 em publicidade para conquistar um usuário. Um site gratuito poderia gastar talvez US$ 0,40. Em vez de tentar concorrer diretamente com o Match, líder do setor, ele criou um site que custava quase nada para funcionar e era dirigido para o tipo de pessoa que queria baixar alguns perfis, mas não estava disposta a usar o cartão de crédito. Ao fazer isso, ele descobriu uma maneira de alcançar um mercado grande e mal atendido. Ainda melhor, criou o lugar perfeito para os sites de namoro pagos gastarem seus enormes orçamentos de publicidade.

O Plenty of Fish cresceu lentamente no início, enquanto Frind se esforçava para aprender a linguagem de programação e percorria os fóruns da internet em busca de dicas para aumentar seu tráfego. Existe um punhado de acessos de Frind do início de 2003 em que ele faz perguntas básicas como: “Estou interessado em saber quanto dinheiro os sites geram com publicidade”. Frind pouco sabia sobre otimização de máquinas de busca e publicidade online, mas foi um aluno rápido. Ele ganhou apenas US$ 5 no primeiro mês, mas no final do ano estava embolsando mais de US$ 3.300 por mês. Resolveu largar o emprego.

“Você já conheceu alguém como eu?” É ao mesmo tempo uma provocação e uma pergunta genuína: Frind tem poucos amigos empresários, nenhum mentor ou investidor. Além disso, ele escolheu um caminho que parece contrariar o senso comum sobre as companhias da internet. A maioria dos sites da web com tanto tráfego quanto o Plenty of Fish já teria nesta altura levantado milhões de dólares de investidores de risco, contratado dezenas de engenheiros e desenvolvedores de negócios e descoberto uma maneira de impedir que alguém tão anticonvencional quanto Markus Frind tomasse decisões importantes.

Mas ele também é um homem de seu tempo. Nos últimos anos, um novo ecossistema tecnológico construído em torno do predomínio do Google em buscas na web e sua decisão de oferecer ferramentas de software poderosas gratuitamente mudou a economia dos negócios na internet. Sites em que os capitalistas de risco teriam gastado dezenas de milhões de dólares para construir há dez anos hoje podem ser iniciados com dezenas de dólares. Ninguém percebeu essa mudança tão bem quanto Markus Frind. Ele manteve o negócio simples, barato e enxuto mesmo quando suas receitas e lucros cresceram muito além dos de uma típica empresa individual. O site Plenty of Fish é um pesadelo de designer: ao mesmo tempo minimalista e deselegante, parece algo que um adolescente poderia fazer em uma tarde. Quando se procura um parceiro potencial, o usuário é inundado por fotos que não são cortadas ou formatadas em tamanho adequado. Os retratos são comicamente achatados ou alongados, um efeito bizarro que torna difícil avaliar rapidamente os parceiros potenciais.

Frind está consciente dos defeitos de seu site, mas não tem pressa de consertá-los. “Não adianta fazer ajustes banais”, ele diz. A abordagem de Frind – e o motivo pelo qual ele gasta tão pouco tempo trabalhando – é se mexer o mínimo possível. Há duas virtudes nessa “filosofia”. Primeira: se não estiver fazendo nada, você não desperdiça dinheiro. E segunda: em um site tão grande e complexo, é impossível prever como as menores mudanças poderão afetar o resultado final. Consertar as imagens distorcidas, por exemplo, poderia até prejudicar o Plenty of Fish. Hoje, os usuários são levados a clicar nos perfis das pessoas para ver, na próxima tela, fotos adequadas. E Frind capta anúncios por page view. “O site está dando certo”, ele diz. “Por que eu deveria modificá-lo?”

Ele concentra as suas energias para tornar o Plenty of Fish melhor em combinar pessoas. Quando um membro começa a percorrer os perfis, o site registra suas preferências e então reduz seus 10 milhões de usuários para um grupo mais administrável de parceiros potenciais. Se você disser ao Plenty of Fish que quer sair com loiras não-fumantes, mas passa o tempo todo espiando morenas viciadas em nicotina, o programa se adaptará. “As pessoas acham que sabem quem é seu par perfeito, mas nem sempre é quem elas realmente querem”, diz Frind. Ele estima que o site gere 800 mil relacionamentos bem-sucedidos por ano.

Mas o brilho do Plenty of Fish não é sua força como máquina de unir pessoas; é o baixo custo operacional do site. Não apenas Frind conseguiu administrar sua empresa quase sem funcionários, como também opera uma base de dados enorme quase sem hardware. A maioria dos sites tão movimentados quanto o dele usa centenas de servidores. Frind tem apenas oito, graças à sua capacidade de escrever códigos eficientes. “Em outros sites, quando uma coisa sai ligeiramente errada a reação é comprar mais servidores ou contratar um Ph.D.”, ele diz. “É inacreditável – as pessoas justificam seus empregos gastando dinheiro.”



SEM TÉDIO
No final dos mais longos dias de trabalho, isto é, por volta do meio-dia, Frind diverte-se com jogos de guerra. Ele faz um paralelo com seus negócios: “É um jogo de estratégia. Você tenta dominar o mundo, um país de cada vez.” O relato feito por Frind em seu blog em 2006 diz muito sobre sua visão de mundo: “Escolhi ‘inimigos’ e fiz o possível para derrotá-los, o que significava ser maior que eles. Eu me recusei a aceitar qualquer tipo de derrota.”

No verão de 2008, com seu site passando para o primeiro lugar entre os sites de namoro nos Estados Unidos e no Reino Unido, Frind começou a se perguntar sobre seu próximo passo. Ele alugou um escritório de 300 metros quadrados no Harbour Center em Vancouver, anunciou que ia contratar 30 funcionários e comprou um Blackberry. Mas os planos não eram exatamente concretos. Em outubro o escritório de Frind continuava vazio: sem móveis, nada nas paredes e com três empregados. Ele não se incomoda com isso. Frind não tem pressa. Às vezes pensa em criar outra empresa. Certa vez brincou de criar um site de listas de empregos gratuito, mas achou a ideia inconsistente. “Sim, eu poderia fazer, mas seria como…” – ele adota um tom agudo de zombaria – “Opa! Temos 100 visitantes hoje! Enquanto no meu site todo dia são mais mil ou 10 mil.” É difícil saber o que fazer com um sujeito que trabalha uma hora por dia, não viaja muito e não tem hobbies além de jogos de guerra. Como ele ainda não está entediado?



10 QUESTÕES PARA MARKUS FRIND, DO SITE DE NAMOROS PLENTY OF FISH

1) Qual é a sua parte favorita do dia?
A manhã. O que há de mais excitante acontece na primeira ou segunda hora – se algo de fato acontece.

2) Qual habilidade você gostaria de melhorar?
Como eu faço quase tudo no Plenty of Fish, eu já me garanto no trabalho. Talvez esquiar. Eu não caio tanto assim, mas não sou muito bom.

3) Se você decidisse abrir um negócio em outro ramo, qual você escolheria?
Provavelmente seria na área de empregos. É quase o mesmo que trabalhar com namoros. Só que, em vez de carregar perfis pessoais, você trabalha com currículos.

4) Se você pudesse voltar atrás e fazer algo diferente, o que seria?
Eu não mudaria nada. Você aprende algo em tudo o que faz.

5) O que, de mais simples, você nunca aprendeu a fazer?
Nadar. Quando era criança, eu me queimei com água fervendo. Então, por muito tempo, tive ataque de pânico com muita água à minha volta. Levou um tempão para eu superar esse trauma.

6) O que tira o seu sono?
Eu só me preocupo quando sei que haverá um afluxo enorme de pessoas – como no dia seguinte ao Natal.

7) Quem é a pessoa mais inteligente que você conhece?
Eu não conheço tantas pessoas assim.

8) Quem te dá o melhor conselho sobre o seu negócio?
Eu não recebo conselhos porque não há ninguém em situação similar à minha. Todo mundo aconselha contratar uma tonelada de pessoas e gastar uma tonelada de dinheiro. Mas esse tipo de conselho normalmente não leva você a lugar nenhum.

9) De que conquista você mais se orgulha?
Conseguir, sozinho, um bilhão de page views por mês.

10) Com o que você mais se divertiu no trabalho até agora?
Ir ao banco depositar um cheque de um milhão de dólares.


Fonte: Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios
Vi no Danosse


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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Cadê as mulheres?

O número de mulheres que optam por uma graduação em cursos ligados à área de TI está cada vez menor.

Uma pesquisa realizada pela Computing Research Association mostrou que, nos Estados Unidos e Canadá, apenas 12% dos formandos em cursos como engenharia e ciência da computação eram do sexo feminino.

No Brasil não é diferente. O pessoal da INFO foi atrás das universidades, estudantes e profissionais de TI mulheres para explicar (ou pelo menos tentar explicar...) os motivos que levaram o setor a ser estigmatizado como terra dos homens.

Continua


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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O desafio de mudar a imagem do profissional de TI

nerdPeça a uma criança para fazer o desenho de um cientista, de um engenheiro de um profissional da área de tecnologia que não seja você.

Posso dizer, antes mesmo de ver o desenho, que a figura do profissional de tecnologia será a representação de um cara estranho e nerds, com óculos gigantescos. Poucas crianças, por outro lado, desenharão mulheres como profissionais de TI. O que deixa claro o tamanho do desafio que o setor deve enfrentar para mudar sua imagem.

Por conta dessa imagem negativa, aliás, poucos jovens optam pela carreira de TI. Enquanto isso, a geração Baby Boomer – possivelmente incluindo você – já pensa em deixar a área em breve, enquanto muitas companhias precisam de funcionários com habilidades tanto em sistemas legados quanto na nova tendência de web 2.0.

Diante da atual crise, é provável que algumas pessoas posterguem a aposentadoria. Mas qual a nossa capacidade de atrair jovens para as carreiras em TI? Baseado na minha experiência de 14 anos da fundação da Tech Corps (uma organização sem fim lucrativo que organiza voluntários de tecnologia para ajudar em escolas), a melhor hora para criar o interesse das crianças em tecnologia se dá entre a quarta e a sétima séries, particularmente para as garotas.

Nós chegamos até essas crianças por meio dos esforços de encontrar os melhores professores de ciências e matemática para o ensino fundamental, que podem ter um grande impacto nas futuras aspirações profissionais dos jovens.

E somente assim mudaremos a imagem que as crianças têm de nós!

Fonte: CIO

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

SAP têm 75 vagas em TI

SAP ProfessionalsA SAP anunciou 75 vagas para programas de estágio e trainee em TI.

As oportunidades são para cidades em cinco Estados do País: São Paulo, Ribeirão Preto, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Goiânia.

A iniciativa envolve oito canais da companhia alemã e integra o projeto SAP Professionals, desenvolvido para a formação e especialização de interessados no segmento de tecnologia. O objetivo é incentivar a inserção de profissionais certificados no mercado brasileiro.

Os programas de estágio e trainee terão início em 2009, com duração prevista de seis meses. Os participantes poderão ser efetivados e há chances de reembolso do investimento feito no curso. O valor da bolsa-auxílio varia de parceiro para parceiro.

Informações sobre as academias SAP Business All-in-One podem ser obtidas com os seguintes Parceiros Educacionais Autorizados da SAP:

Apply
Recife: (81) 3092-6500

Gplux
Rio de Janeiro: (21) 2508-6513
Belo Horizonte: (61) 2105-6459

HB
São Paulo: (11) 5503-5999
Campinas: (19) 3262-0409
SJ dos Campos: (11) 5503-5999
Brasília: (61) 8151-6698
Goiânia: (61) 8151-6698
Fortaleza: (85) 3241-1470
Curitiba: (41) 2106-6868

Unisinos
Porto Alegre: (51) 3328-221


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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Funcionários são punidos por causa do Windows Vista

vista logon“Empregadores idiotas estão se recusando a pagar funcionários pelos cerca de 20 minutos que seus computadores levam para inicializar ou desligar”, conta Nick Farrell em artigo publicado no site do jornal britânico The Inquirer.

O problema começou quando as empresas decidiram fazer o upgrade do Windows XP para o Vista, que teóricamente tem um tempo de inicialização e de encerramento muito maior.

Por um lado, as empresas dizem que as pessoas não estão trabalhando enquanto seus computadores fazem boot, passando este tempo conversando com colegas de trabalho ou tomando café. Por outro lado, se você precisa estar em um cubículo, você está trabalhando, e não é culpa dos funcionários que os seus computadores demoram tanto pra carregar.

Cálculo simples imaginado o valor hora deste pessoal em R$ 30,00 (imagino que seja bem mais alto que isto):

  • 20min. x 21 dias x R$ 30,00 = R$ 210,00 x 12 meses = R$ 2.520,00
Estou calculando que estes 20 minutos que o The Inquirer fala seja para inicializar e desligar, pois se for para cada uma destas atividades o valor dobra.

Entendo que se a pessoa precisa estar no local de trabalho para iniciar e desligar a máquina a empresa deva pagar por este tempo.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Quem disse que Analista é melhor que Programador?

Quando publiquei a primeira lista de cargos e salários, o Rodrigo Urubatan fez uma observação muito pertinente: "...desde quando um desenvolvedor tem que virar gerente para crescer?...".

Bom, vou além desta pergunta e indago se para crescer a pessoa vai deixar de programar para virar Analista de Sistemas?

Em muitas empresas existe um "carreira" para o profissional de TI:

  • Suporte
  • Testador
  • Programador júnior, pleno e sênior
  • Analista de Sistemas ou Negócio
  • Arquiteto ou Gerente de Projetos
Nunca encarei que virar Analista seja a evolução na carreira de um Programador, muito menos achar que Programador está acima de Testador e este do Suporte.

Entendo que cada área seja uma carreira paralela e distinta.

Muitos vão dizer que é uma evolução sim pois o Analista de Sistema ganha mais que o programador. Para este caso eu digo: Depende.

Conheço Programador que ganha R$ 20.000,00 e Analista que ganha R$ 1.300,00.

Uma vez entrevistando um candidato para uma vaga de projetista (neste caso apesar do nome era para atuar como programador) ele me perguntou sobre a possibilidade de ser "promovido" para Analista em um ano.
Perguntei se era isso que ele queria, atuar como Analista de Sistemas.
A resposta foi que não, que ele pretendia ser Analista para poder virar Arquiteto de Software... o_O

Teste, Suporte, Programação, Análise, Gerência de Projetos, Arquitetura, Qualidade, etc. são áreas distintas, com exigências de competências técnicas e comportamentais diferentes entre si. Um ótimo Analista ou programador pode ser um péssimo Gerente de Projetos se não souber trabalhar com o elemento humano da equação, por exemplo.

Para mim quando o candidato falou aquilo foi como escutar: Estou cursando odonto para no futuro trabalhar como médico...

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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Nova Tabela de Cargos e salários em TI

Encontrei uma nova tabela de salários de TI que complementa aquela da Robert Half Technology.

Abaixo segue a tabela completa:

Salários

Cargo mínimo médio máximo
Gerente de e-commerce 13.334 15.156 20.622
Webmaster 6.139 6.798 8.121
Webdesigner 3.814 4.613 5.457
Analista de sistemas de internet 6.875 8.988 9.123
Analista progr. sistemas sênior 6.822 7.946 9.878
Analista progr. sistemas pleno 5.466 6.067 8.145
Analista progr. sistemas júnior 3.262 3.799 6.585
Analista de suporte técnico 3.875 4.556 5.623
Gerente de sistemas 15.596 18.088 22.529
Chefe de sistemas 7.282 8.583 11.325
Analista de sistemas sênior 6.299 7.897 8.665
Analista de sistemas pleno 4.852 5.683 8.318
Analista de sistemas júnior 4.143 4.423 5.718
Administrador de banco de dados sênior 6.759 8.600 9.770
Administrador de banco de dados pleno 5.139 5.256 5.372
Administrador de banco de dados jr. 3.630 3.865 4.272
Gerente de projetos de sistemas 12.995 13.873 15.596
Coordenador de projetos de sistemas 7.450 10.248 12.477
Analista de projetos de sistemas sr. 6.033 7.004 9.209
Analista de projetos de sistemas pl. 4.795 5.228 5.623
Analista de projetos de sistemas jr. 3.165 3.735 4.241
Chefe programação de sistemas 7.979 8.367 10.550
Analista programador sr. - cliente/serv 4.980 6.092 7.415
Analista programador pl. - cliente/serv 4.607 4.906 5.503
Analista programador jr. - cliente/serv 4.112 4.184 4.428
Analista programador sr. - micro 5.025 5.080 5.098
Analista programador pl. - micro 4.506 4.690 4.877
Analista programador jr. - micro 2.759 3.432 3.824
Operador de computador sr. 2.554 2.815 3.434
Operador de computador pl. 2.054 2.297 2.794
Operador de computador jr. 1.765 1.909 2.190
Gerente de suporte técnico 11.857 11.993 14.423
Chefe de suporte técnico 6.640 8.664 12.055
Analista de suporte técnico sr. 6.650 7.232 9.123
Analista de suporte técnico pl. 5.173 5.538 6.217
Analista de suporte técnico jr. 2.243 3.447 4.991
Engenheiro de sistemas - software 5.541 5.550 5.562
Gerente produção de operações 6.303 8.372 12.193
Analista de produção sr. 4.747 4.817 5.443
Analista de produção pl. 3.973 4.125 4.222
Gerente segurança de sistemas sr. 11.060 12.192 14.333
Analista segurança de sistemas sr. 6.378 6.488 6.599
Analista segurança de sistemas pl. 3.737 4.611 5.416
Analista segurança de sistemas jr. 3.821 4.406 4.991
Consultor TI especializado 6.057 7.725 11.034
Consultor TI funcional 5.708 6.174 8.561
Analista de negócios 5.096 5.675 6.033
Gerente de telecomunicações 16.678 19.552 24.260
Engenheiro de telecomunicações sr. 6.202 7.554 10.046
Engenheiro de telecomunicações pl. 4.746 5.925 8.594
Engenheiro de telecomunicações jr. 4.072 4.278 5.107
Chefe de telecomunicações 6.875 11.253 12.833
Analista de telecomunicações sr. 7.282 7.993 8.702
Analista de telecomunicações pl. 5.571 5.777 5.828
Analista de telecomunicações jr. 3.224 3.409 4.191
Técnico de telecomunicações sr. 3.021 4.515 7.329
Técnico de telecomunicações pl. 3.228 3.767 5.976
Técnico de telecomunicações jr. 2.275 2.691 4.251
Fonte: Ricardo Xavier Recursos Humanos (novembro/2008)


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Quais as linguagens de programação mais populares?


A empresa TIOBE Software mantém um ranking que é atualizado uma vez por mês e indica quais as linguagens mais populares do mundo.

Os números são baseados na quantidade de especialistas, cursos e outros fornecedores. Até mesmo as ferramentas de busca Google, Yahoo!, MSN e o site de vídeos YouTube são utilizados para se chegar a um número final.

O índice não indica qual a melhor linguagem e sim qual a mais popular.

Para ver o ranking clique aqui

Entenda como é feito o cálculo

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Cursos na área de TV digital

O Senac RS irá preparar profissionais para produzir jogos e conteúdos com interatividade para TV digital. Os cursos serão oferecidos a partir de 2009.

Acontece, nesta quinta-feira uma palestra sobre as oportunidades de qualificação para TV Digital. O encontro será dia 20, às 19h, no Senac da Av. Venâncio Aires, 93.

As vagas são limitadas e os interessados podem se informar pelo telefone (51) 3029-3633.

O ingresso é a doação de um brinquedo.

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Tabela de Cargos e salários em TI

A empresa de consultoria Robert Half divulgou recentemente o resultado de sua pesquisa salarial com profissionais de TI em diversos estados do Brasil.

Os valores são uma média de profissionais com experiência entre 3 e 5 anos no cargo que atuam e sim, os valores são para CLT.

Foi considerada empresa pequena e média aquela com faturamento de até 500 milhões de reais ao ano.

Confira abaixo alguns dos salários destacados da pesquisa:

pesquisa salarial em TI



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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Governo federal quer financiar a formação de 10 mil jovens em programação

forsoftOs ministros de Ciências e Tecnologia, Sérgio Rezende, e do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, assinaram um acordo para a ampliação do Projeto ForSoft. O objetivo é formar em 2009 cerca de 10 mil jovens em programação de computadores. Os estudantes serão selecionados em comunidades carentes.

O que é o ForSoft?

O projeto ForSoft é desenvolvido em parceria com a iniciativa privada.
O governo entra com o recurso para produção do material didático. e as empresas contratam os professores, os monitores e o local onde serão realizados os cursos, de acordo com as necessidades regionais.

Em 2009, o programa terá algumas modificações. Será ampliado para as micro e pequenas empresas, que poderão atuar em consórcios para realizar os cursos. As empresas se comprometem com a contratação de 30% dos formandos.

A duração do curso será diária, durante seis meses.

Desde 2006, a Secretaria de Ciências e Tecnologia, em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) desenvolve uma experiência piloto.

O governo investiu R$ 4 milhões para a produção de cartilhas e DVDs. Dos cerca de 1300 alunos que iniciaram o curso, 350 jovens concluíram e 50 estão empregados.

Para mais informações acesse o site da Forsoft


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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

TI é responsável por 11% das contratações de outubro

De acordo com a pesquisa realizada pela consultoria Ricardo Xavier, as oportunidades em TI só perderam para as áreas Comercial e Administrativa, ambas com 13% do total.

Outro dado relevante levantado pelo estudo mostra que, após dois meses da eclosão da crise financeira mundial, foi a primeira vez no ano em que houve uma descontinuidade no aumento de vagas. O período teve 8,26% menos postos que em setembro deste ano, que por sua vez havia crescido 6,63% em relação a agosto.

As empresas internacionais foram as mais afetadas. O levantamento da Ricardo Xavier mostrou que, das 2 921 vagas abertas em outubro, 2 286 delas (78,26%) vieram de empresas nacionais. A queda só não foi maior pois a influência das contratações estrangeiras é pequena no Brasil. De acordo com Hélio Terra, presidente da consultoria, a maioria das oportunidades está em empresas de pequeno e médio porte, de capital nacional.

Embora tenha havido uma diminuição das contratações no mês de outubro, algumas capitais do país tiveram crescimentos significativos. É o caso de Curitiba (PR) e Salvador (BA), por exemplo. As duas capitais mais que dobraram o número de posições abertas com relação a outubro do ano passado. Curitiba cresceu 143,51% e Salvador, 178%.

Fonte: Info Online


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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Quem mandou eu não estudar?

chuva de dinheiroEnquanto fico contando as moedas para pagar o meu almoço, a média salarial dos diretores de TI foi de 364 mil reais por ano ou 30,3 mil reais por mês.

Mesmo com a crise financeira, o salário dos diretores de TI brasileiros cresceu em 2008.
Esse montante significa alta de 8,5% ante 2007 apenas no salário. Ao analisar a remuneração total (salário mais bônus), defende o Hay Group, a alta é de 13,7% no ano.

O Hay Group entrevistou 2.514 executivos de 227 diferentes empresas em seis verticais de negócios diferentes.

A imagem abaixo é para ilustrar o que minha mãe deveria ter feito quando falei que não queria mais estudar Basic e Cobol e sim me dedicar a psicologia...

estuda vagabundo
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Para cortar custos, Dell estimula funcionários a tirar folga

A fabricante de computadores Dell pediu que seus funcionários considerem tirar cinco dias de licença não remunerada, na tentativa de reduzir custos. A empresa, que é a segunda maior fabricante mundial de computadores, está conduzindo um programa para demissão de 8.900 funcionários.

A Dell também está incentivando demissões voluntárias e congelou globalmente as contratações. A companhia planeja reduzir despesas operacionais no quarto trimestre, afirmou Jess Blackburn, porta-voz da companhia. "A intenção é posicionar melhor a Dell para competitividade no longo prazo", disse.

"Estamos pedindo que os funcionários considerem tirar licenças não remuneradas de cinco dias, voluntariamente, como uma forma de reduzir os custos da empresa", afirmou. Os funcionários estão sendo estimulados a tirar esses dias de folga nos próximos três meses.

A Dell, segunda maior fabricante mundial de computadores, depois da HP, vem enfrentando o problema da baixa demanda mundial por computadores pessoais, devido à desaceleração econômica. A empresa anunciou que em agosto já havia realizado 8.500 das 8.900 demissões planejadas.

O mercado de PCs cresceram 15% no terceiro trimestre deste ano, em comparação com o ano passado. As vendas foram alavancadas principalmente pelos mercados de Europa, Oriente Médio, África e América Latina, segundo dados do IDC.

De acordo com a empresa de pesquisa, a crise chegou de fato ao mercado norte-americano. As vendas de PCs nos Estados Unidos cresceram 4,6% no período, em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O índice ficou abaixo das expectativas, já que o mercado costuma se beneficiar da volta às aulas no país nessa época do ano, o que acabou não acontecendo.

Fonte: Folha Online


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terça-feira, 4 de novembro de 2008

O líder, segundo Peter Drucker


Texto de Guilherme Schneider

Se tornar líder não o torna necessariamente um bom líder. Por mais que se repita esta frase, fico impressionado como as empresas não a levam como um mote na hora de preparar e selecionar seus futuros líderes. Peter Drucker* acreditava que existiam dois tipos de liderança: a liderança nata e a liderança que podia ser ensinada e aprendida.

Dezenas de artigos e matérias têm salientado a dificuldade que as empresas estão enfrentando por eleger líderes fracos e despreparados para conduzir grandes projetos e equipes. Esses mesmos líderes acabam por não perceber suas dificuldades e fraquezas e não modificam seu comportamento, o que acaba gerando um grande círculo vicioso que, ultimamente, só tem acabado em duas situações: com a demissão do líder em questão ou com a total e completa “tragédia” na empresa.

Mas como remediar isso? Como já citei, Peter Drucker dizia que a liderança podia ser nata ou aprendida. Se você não é um líder nato (acredite, poucos o são e os que são geralmente o sabem que são) a melhor alternativa que você tem é procurar qualificação e, sim, aprender a liderar, da mesma forma que você aprendeu matemática ou português.

A qualificação também de nada adianta se você não tiver atitude de líder. O próprio Peter Drucker deu a dica das oito atitudes essenciais de um bom líder:

1) Perguntar sobre as providências a serem necessariamente tomadas;
2) Buscar as coisas certas para a empresa;
3) Ter um plano de ação claro;
4) Não fugir das responsabilidades;
5) Ser um bom comunicador;
6) Ter foco em oportunidades, não em problemas;
7) Transformar as reuniões em acontecimentos produtivos;
8) Usar o pronome pessoal “nós” e evitar o “eu”.

Outro ponto essencialmente importante para a formação de um bom líder é a capacidade de motivar sua equipe, sempre. Uma equipe bem motivada rende sempre muito mais do que uma equipe desmotivada. E para isso, não existe fórmula mágica, o líder deverá criar a capacidade de identificar como motivar sua equipe de uma forma consistente, para que essa produza sempre além das expectativas.

Portanto, se você é um líder ou deseja ser um líder deve se atentar para esses pontos e buscar crescimento e qualificação, sempre.

Peter Ferdinand Drucker nasceu em 19 de novembro de 1909 em Viena, Áustria, e faleceu em 11 de novembro de 2005, em Claremont, Califórnia, EUA. Era filósofo e administrador austríaco. Peter Drucker é o “pai da administração moderna” e o mais renomado dos pensadores de administração.


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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os cinco estágios da carreira

Estágio da carreira
Existem cinco estágios em uma carreira.

O primeiro estágio é aquele em que um funcionário precisa usar crachá, porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.

No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha.
Por exemplo, Heitor de contas a pagar.

No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o nome da empresa se transforma em sobrenome. Heitor do banco tal.

No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele: Heitor, diretor do banco tal.

Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal conhecem o Heitor passam a se referir a ele como 'o meu amigo Heitor, diretor do banco tal'.

Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra sua vontade, em 'amigo profissional'.

Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um amigo profissional.
Amigos que são amigos trocam sentimentos. Amigos profissionais trocam cartões de visita.

Uma amizade dura para sempre.
Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro.

Amigos de verdade perguntam se podem ajudar.
Amigos profissionais solicitam favores.
Amigos de verdade estão no coração.
Amigos profissionais estão em uma planilha.

É bom ter uma penca de amigos profissionais.
É isso que, hoje, chamamos networking, um círculo de relacionamentos puramente profissional. Mas é bom não confundir uma coisa com a outra.

Amigos profissionais são necessários.
Amigos de verdade, indispensáveis.

Algum dia, e esse dia chega rápido, os únicos amigos com quem poderemos contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de amadores.

Texto de Max Gehringer


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Você é o Dr. House da Segurança da Informação?

Dr House
Não é de hoje que discutimos com os alunos acerca de um novo modelo de gestão de SI, baseada no elemento central: pessoas! Dentre todas as vulnerabilidades que se possa mapear em uma empresa, nenhuma atinge com tanta contundência os objetivos da segurança da informação (confidencialidade, integridade, disponibilidade) como pessoas! Pessoas são o elo fraco de qualquer ativo informacional, e por mais que nos preocupemos com ameaças físicas e lógicas, se as humanas não tiverem a devida gestão, a probabilidade do risco é enorme.

Já dizia o velho lema de segurança da informação: "Não há patch que resista à burrice humana"...

E a reflexão começa a fazer sentido quando um belo dia você pergunta para a Gerente de Finanças de sua empresa onde ela salvou a planilha de pagamentos, e ela, assustada, lhe responde "Ah, está na minha máquina, no Excel!" Boom! A pessoa não tem sequer a noção de sistema de arquivos, hierarquia entre pastas e arquivos, imagine se ela não clicaria naquele "pishing" e-mail com erros de português para verificar "As últimas fotos da vítima do seqüestro" antes de ser assassinada. Você tem dúvida?

A solução é assistir, monitorar e implementar medidas de segurança. E surge uma nova discussão: como implementá-las sem causar a revolta dos membros do operacional e gerência intermediária? A discussão é longa. Eis que muitos profissionais de TI culpam os usuários "desobedientes" pela falha dos planos! Mas será que a culpa é dos usuários e demais colaboradores?

O problema pode estar com você, profissional de Segurança da Informação! Mesmo depois de muitos anos de existência, a área de SI ainda é considerada coisa para poucos do ponto de vista técnico. Ela seria algo como a "fronteira final" em termos de aprendizado. Para poder compreender a segurança de uma tecnologia, você precisava dominá-la totalmente. Por conta disso, ela sempre atraiu muitos profissionais de alta capacidade técnica. Quando a empresa se deu conta de que precisava de alguém para cuidar do assunto, lembrou que havia um técnico trabalhando há anos na empresa. Contratar alguém no mercado seria caro. Além disso, como confiar algo tão crítico a um desconhecido? Logo, por que não promover o técnico a gestor ou coordenador de SI? O problema é que nem sempre esses profissionais têm um perfil exatamente adequado para a posição.

A TI sempre foi conceituada como a profissão do "Eu". Jamais questione um projeto de outro técnico! O jogo de empurra-empurra na TI é presente até hoje: o técnico do servidor leva a senha root para casa, como se fosse DEUS, e não deixa a equipe implantar o ERP. A equipe de ERP diz que o problema na lentidão no sistema é por culpa do DBA. E o DBA? "Ah, o problema é do link, ligue para o 0800 da Telefonia..." Jogo de cobras, ninguém assume erros ou colabora! Este perfil deve mudar, pois a TI perdeu muito com isso! Durante anos, o técnico de TI foi conhecido como o "Naufrago do CPD", um ser isolado dentro de uma caixa que mantinha relações apenas com seu "Wilson", diga-se, seu computador. Resultado: quanto mais técnico e isolado, mais técnico e isolado será. Me respondam... Na empresa em que trabalham, o CIO tem formação em TI? Ou foi "importado" da Administração, do Direito, etc...? É...preocupante, não?

Costumamos brincar que muitos profissionais de Tecnologia da Informação (TI) escolheram esta área justamente para não precisar lidar com pessoas. É um paradoxo curioso que eu chamaria de Complexo de House. Para quem não conhece, House é um seriado médico de grande sucesso, com um personagem principal homônimo, que goza de uma incrível popularidade entre os profissionais de TI. Se nós pudéssemos resumir a personalidade de House, poderíamos dizer que: É um brilhante médico, mas que não gosta de pacientes! Fica fácil entender porque o seriado é amado pelos profissionais e Estudantes de TI. Assim como o Dr. House, na maioria da vezes, em maior ou menor grau, profissionais de TI não gostam de usuários.

Não existe nada mais perigoso que colocar alguém que não gosta de usuários para definir medidas de segurança. Se trabalhando em TI ele já foi responsável por bloquear até a troca do papel de parede das estações, imagine o que ele pode fazer em escala empresarial! Profissionais com esse perfil não costumam possuir sensibilidade para perceber o quanto é delicada e incômoda a mera existência de um departamento de segurança. Não observam o quanto o contexto é capaz de mudar o comportamento das pessoas que nele atuam.

Para elucidar, deve-se destacar um famoso estudo de sociologia feito na Alemanha na década de 70 em um presídio desativado. Voluntários foram chamados a fazer o papel de policiais e presidiários em uma espécie de brincadeira de "faz de conta". Os pesquisadores observaram que, independente do perfil, aqueles que se passavam por policiais desenvolviam uma tendência ao autoritarismo. Já os presidiários se dividiam entre os resignados (que fingiam cooperar, mas não aceitavam a situação) e os rebelados. O estudo é bastante famoso, foi transformado em documentário, e não pôde ser acabado, porque a influência que o ambiente exercia sobre os atores era tamanha que as coisas começaram a fugir do controle.

Nas organizações ocorre uma situação bastante similar. Alguém é promovido a "policial" e, a partir de então, passa a ser exorcizado (ou tratado com falsidade) pelos "presidiários" (se nunca mais te chamaram para um happy hour depois da sua promoção, você sabe bem do que eu estou falando). Numa tentativa de mostrar poder e exercer a sua autoridade, o profissional passa a entrar em embates e tomar medidas de eficácia duvidosa ou de prioridade questionável. Ou seja, ao invés de trabalhar para azeitar uma relação que é inerentemente conflitante, trabalha no sentido oposto. Não é difícil imaginar o resultado disso. Alguém na empresa deverá tomar a decisão de demiti-lo, independente de sua capacidade profissional. O trabalho de um gestor de SI é servir como um agente de mudanças, é ser um facilitador no processo de implementação de medidas que de certo modo privam a liberdade dos colaboradores. É impossível fazer isso brigando com toda a empresa. Entre demitir todos os empregados e demitir o gestor de SI, não é difícil imaginar qual a melhor decisão a ser tomada.

Existe uma verdade que precisa ser aceita. Ninguém gosta de medidas de segurança, a não ser aqueles que estão na posição de defini-las e cobrá-las dos outros. Quando se está sujeito às medidas de segurança, todos a detestam. Porém, num belo dia, a área de segurança é "promovida", ganhando independência. Pode apostar que as primeiras medidas de segurança terão como objetivo atormentar a vida dos técnicos: restrição de uso das contas dos administradores, geração excessiva de logs, controle de mudanças, etc. Estoura o conflito: os técnicos alegam que os profissionais de segurança, agora que são independentes, sugerem controles que jamais recomendariam se fossem responsáveis por sua implementação. Aí é que reside toda a eficácia da separação. Medidas de segurança geram trabalho e desconforto e ninguém gera isso para si mesmo. Se assim o fizer, não estará recomendando aquilo que é necessário, e sim aquilo que dará menos trabalho.

Para alguns, essa sutilezas podem parecer óbvias, mas conhecemos profissionais com anos de experiência que ainda não se tocaram. Colocar um técnico com o perfil do Dr. House para escolher medidas de segurança é uma estupidez administrativa, pois esse tipo de profissional não trabalhará para diminuir essas arestas, e sim para acentuá-las, criando um porno de discórdias e desavenças. Além disso, ele não possui uma das características básicas para amenizar os problemas, que é a capacidade de dar o exemplo. É muito comum ver profissionais de segurança dando sermão nos usuários em campanhas de conscientização, recomendando uma série de procedimentos que eles mesmos não seguem. Se você questioná-los, ouvirá algo do tipo "eles não podem usar o MSN, ou ORKUT porque não sabem amenizar os riscos, mas eu sei". Ridículo!

Essa postura até encontra embasamento técnico, mas não há nada mais ineficaz, além de arrogante, em termos de postura. Técnicos que não gostam de usuários costumam pensar que são seres superiores. Deuses com todos os poderes nas mãos. Podem criar e apagar fatos incriminadores a qualquer momento. Seguem um estereótipo muitas vezes atribuído a padres: "faça como eu digo, mas não como eu faço". Quando o padre diz "vivam juntos para sempre" soa meio caricato, pois ele nunca casou com ninguém! Você jamais vai ter moral para pedir aos usuários para interromper o uso do MSN se você continuar usando a ferramenta todos dias.

E para a Cúpula estratégica aqui vai nosso recado. Você tem controle dos ativos informacionais de sua empresa? Confia no seu "Gestor de SI"? Conhece as senhas, processos e técnicas adotados pelo mesmo? Se ele sair amanhã, tudo continua? É, trilhas de auditoria de Gerência podem ajudar! Se algum dia você precisar ligar para seu Gerente para ter acesso a alguma informação na Empresa, saiba, você está nas mãos dele! Aliás, a TI é uma profissão de poder, e poder corrompe! Confiar piamente no seu técnico promovido a Gestor seria entender que Gerentes de TI seriam todos heróis incorruptíveis que em nenhum momento tomariam um café com um funcionário, onde poderíamos ler seus lábios dizendo "Sua batata assou, quero metade em troca de um delete!" Audite a Auditoria, mas não seja "Policial"!.

Se você conseguiu visualizar claramente o problema, ótimo! Faça uma auto-crítica e avalie seu comportamento dentro do seu ambiente de trabalho. Você está mais para Dr. House ou para Dr. Wilson, do seriado House? O primeiro sem dúvida é mais brilhante, mas não é ético, e só não foi demitido porque tem o segundo para segurar a barra quando a coisa estoura de verdade. E se você pensar bem, eles têm muito mais semelhanças do que diferenças, o que significa que não é tão difícil assim ter uma postura correta e equilibrada, mesmo que você tenha algumas excentricidades. Lição do dia: não são pessoas que devem se adaptar à TI, mas a TI que deve considerar pessoas na adoção de medidas de segurança da informação. Se você achar que é um "Policial", terá dois tipos de presidiários: Funcionários Rebelados e Funcionários Resignados. Então, prepare-se para o pior!

Texto de José Milagre: Advogado, Analista Programador, Perito Computacional, Coordenador do Instituto Tele Direito, Especialista em Direito Eletrônico pelo IPEC/SP, LLM em Direito Penal e Processo Penal pela Faculdade Fênix/SP, Presidente da Comissão de Propriedade Intelectual e Segurança da Informação da OAB/SP 21ª Subsecção, Vice-Presidente de Associação Brasileira de Forense Computacional, Professor de Forensics e Direito da Informática.

Blog: http://josemilagre.blogspot.com/

Leia a Licença aplicável ao Artigo em Tela:
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/


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